Do Que Vale Amar?

Capítulo Dez: Os Casais!



— O quê? — ela perguntou ainda confusa com o beijo.

Vincenzo riu e então se ajoelhou de frente a ela, segurou sua mão, sorriu — o sorriso mais doce que ela já havia visto —, a olhou diretamente nos olhos e repetiu o pedido. 

Gatinha, você me perdoa por ser o maior idiota que já pisou nesse planeta e aceita namorar comigo?

Ela não conseguia acreditar no que havia acabado de ouvir. Seu peito encheu de um sentimento que nunca havia sentido antes. Sorriu e começou a chorar, o puxou de volta para que ficasse de pé, o abraçou com força e o beijou. 

— É claro que eu aceito. — respondeu, sua voz estava tremula. 

Ele a levantou e a girou, ela sorria de felicidade. Encostou-a na porta e voltou beijá-la, mas desta vez, era um beijo forte e faminto. Enquanto a mão dela descia do rosto até seu o peito, a dele ia do umbigo dela para cima e a massageava. Ela envolveu as pernas na cintura dele. Ele, sem nenhuma cerimônia, colocou a mão na bunda dela e com força a apertou. Ficaram assim até que ouviram o barulho de uma porta se abrir e se assustaram.

— O que foi isso? — Marcela perguntou assustada descendo de seu colo.

— Acho que foi uma porta. — ele respondeu tentando voltar a beijá-la.

Puxou-o para dentro do apartamento, trancou a porta, pegou-o pelo braço e foi o conduzindo em direção ao quarto. Vincenzo ao percebeu para onde estavam indo, colocou-a no colo e terminou o caminho. 

No quarto, jogou-a na cama e voltou beijá-la com a mesma intensidade que estavam no corredor. A mão dele passeava todo o corpo dela. Ela, aproveitando que ele estava usando uma camisa social azul, puxou com força as abas, com pressa em despi-lo, descosturando os botões. Após fazê-lo ficar sem a camisa, começou a arranhar suas costas. 

Enquanto mordia o pescoço dela, descia a mão pela sua barriga, e a cada centímetro mais próximo de seu umbigo, ela suspirava com mais intensidade. Quando enfim a mão estava por debaixo da sua bermuda, ela gemeu. 

Rapidamente, o rapaz tirou a peça de roupa, deixando-a apenas de calcinha e blusa. Beijou cada centímetro de suas pernas e depois levemente por cima da peça íntima da cor branca que a jovem usava. Era simples, sem renda ou outros detalhes, mais ao admirá-la ali completamente entregue, ele pensou que não haveria mais perfeita. Entretanto, quando se preparava para tirá-la, a campainha tocou.

— Tem alguém na porta! — Marcela falou desesperada levantando-se da cama.

— Deixe tocar… — ele falou puxando-a novamente para junto dele e tentando beijá-la novamente.

— Não… deve ser a minha mãe. Ela estava sem as chaves. — falou afastando-se dele e vestindo a bermuda que ele arremessara longe.

Vincenzo respirou fundo. — Tudo bem, vamos então ver quem é. — falou dando-se por vencido.

Desceram juntos e ele, completamente desligado, esqueceu-se de vestir o que sobrara da camisa. Enquanto ela caminhou até a porta para abri-la, ele manteve sentado no sofá da sala. No momento que a campainha tocaria novamente, Marcela abriu.

Laryssa adentrou ao apartamento sem sequer ser convida e quando estava prestes a começar a falar assuntou-se com Vincenzo que a olhou sem graça.

— Vincenzo! — Laryssa falou espantada.

— Presente… — ele a respondeu com um sorrido-amarelo.

— O que faz aqui?! — a garota o perguntou confusa, mas, no momento que percebeu que ele estava sem camisa e completamente arranhado, sua feição mudou e controlou-se para não rir.

— Vim visitar minha namorada. — Vincenzo respondeu com um sorriso largo. Levantou-se do sofá, caminhou até Marcela e a beijou levemente. — Tchau! Depois volto para conversarmos melhor. Tá bom? — falou ainda levemente sem graça com toda a situação. 

Marcela o levou até a porta e com um beijo apressado se despediram. Observou-o abrir a porta do elevador e olhou apaixonada para o seu sorriso no momento a porta do veículo fechou, levando-o para o térreo.

Laryssa foi até a cozinha e esperou em silêncio a amiga retornar. Ainda estava fazendo um enorme esforço para não rir de toda a situação. Chocada com o que acabara de ver, e percebendo o que obviamente atrapalhou, serviu-se de um copo d’água e retornou para a sala com um sorriso no rosto.

Barriguinha linda e a bundinha também. — falou retornando à sala.

— Laryssa! — Marcela gritou envergonhada e seu rosto no mesmo momento ficou avermelhado.

Ah, amiga! Não fica preocupada, olhar não arranca pedaço e não tenho a intenção de ser talarica.

Marcela riu ainda envergonhada.

— Mas, me diga. É verdade essa história de namorada? — perguntou bastante curiosa.

— Ele veio até aqui, me beijou, se ajoelhou e me pediu em namoro. — ela respondeu com um sorriso enorme.

— Você aceitou né?

— Claro que aceitei!

— E vocês são rápidos, né? Já estavam transando, mas também com todo o fogo que mantiveram guardando durante todo esse tempo. Desculpe ter atrapalhado. — ela enfim falou rindo de toda a situação.

— Estávamos apenas nos beijando. 

— Com ele sem camisa? — ela a questionou duvidando da história.

Me empolguei um pouco e acho que rasguei a camisa dele. — Marcela falou envergonhada.

— Que isso, amiga? Agora virou maníaca sexual? A seca tava tão grande assim? — Laryssa falou rindo.

— Você é uma besta! — Marcela falou empurrando-a. — Mas, conte, o que aconteceu? Você chegou aqui com uma cara péssima.

Ih, nem lembro mais! Deixe para lá. — Laryssa fez uma pausa. — Eu já vou, depois conversamos! — desconversou.

Marcela ficou completamente confusa com o que acabara de acontecer. No momento em que a amiga ameaçar dar meia volta e sair, ela a puxou pelo braço e a olhou diretamente nos olhos. 

— Laryssa que história é essa? Fala logo o que aconteceu. — Marcela falou irritada segurando o braço dela com força.

— Não aconteceu nada…  — Laryssa a respondeu, mas Marcela continuou a encarar diretamente nos olhos.

— Não minta! Você tocou a campainha com pressa, entrou como se fosse um furacão. Agora vem me dizer que esqueceu, que não era nada?

Laryssa pensou em falar, pensou em contar para ela toda a verdade. Era por esse motivo que havia ido até à casa da amiga, que tocara a campainha com tanta pressa e adentrara o recinto como um furacão. Entretanto, não possuía coragem, não conseguia assumir que estava grávida. O que falaria? Será que a julgaria pelo que aconteceu? Provavelmente, falaria que ela era uma irresponsável por engravidar aos dezesseis anos. 

— Não é nada, Marcela, já disse. Me solta, por favor. — Laryssa se impôs.

Marcela quis continuar a argumentar, colocá-la contra a parede e forçá-la a assumir o real motivo que a fizera estar ali. Sabia que as coisas não estavam bem e, no fundo, o porquê de tudo aquilo. Todavia não conseguiu, soltou o braço da melhor amiga e a deixou ir, mesmo com o sentimento de culpa corroendo todo o seu peito. 

Laryssa abriu a porta e saiu sem sequer se despedir. Enquanto Marcela se sentou no sofá ainda incrédula com tudo o que havia acontecido. Ela e Vincenzo estavam namorando. Parecia que tudo aquilo era um sonho. Pensava que se Laryssa não tivesse interrompido, aquela seria sua primeira vez e por um lado agradeceu ao fato da amiga ter aparecido. Amava Vincenzo, e quanto a isso não tinha a menor dúvida, mas queria que as coisas fossem devagar, tudo teria a hora correta para acontecer e se ele de fato a amasse também, saberia esperar.

Poucos instantes depois que Laryssa havia batido a porta, a campainha voltar a tocar e dessa vez quando abriu a porta ficou surpresa em rever Vincenzo. Não conseguia esconder a felicidade que era estar junto dele e um sorriso rapidamente estampou todo o seu rosto. Ele sem pedir nenhuma permissão, sem esperar que ela sequer falasse um “oi”, puxou-a para junto de si e a beijou. Dessa vez fora um beijo calmo, sem pressa e completamente apaixonado. Após beijá-la, olhou diretamente para seus olhou e a abraçou com força.

— Pensei que já tivesse ido embora. — disse Marcela dando-lhe um selinho.

— De fato ia, mas quando me olhei no espelho do elevador e percebi que estava sem camisa e completamente arranhado, desisti. — ele a respondeu rindo.

— Meu deus, a sua camisa. Acho que não está usável. — ela falou envergonhada. — Desculpe…

Vincenzo gargalhou. — Não precisa pedir desculpas, gatinha. Perderia todas as roupas com você… — ele completou e começou a beijar o pescoço dela.

Marcela suspirou de leve, porém dessa vez encontrou forças dentro de si para pará-lo.

— Vem comigo, vou arrumar uma camisa para você poder ir para casa. — ela falou o empurrando e o convidando para entrar novamente. 

— Acho que seu pai e eu não possuímos o mesmo estilo. — ele falou rindo. 

— Não, claro que não. — ela riu concordando. — A camisa será do meu primo.

— Que primo? — ele perguntou enciumado.

 — Meu primo veste o mesmo tamanho que você e toda vez que ele vem para cá esquece uma camisa ou outra, aí minha mãe lava e guarda. Tenho certeza de que alguma servirá em você. 

— Que primo? — ele voltou a perguntá-la.

Marcela o ignorou e o levou até o quarto de seus pais. Ela abriu a última gaveta de uma cômoda que ficava de frente a cama e em cima possuía uma televisão.  O entregou uma camisa de malha azul-marinho que o serviu perfeitamente. 

— Como estou? — ele perguntou após vesti-la.

— Um gato. — ela respondeu com um sorriso.

No momento em que ele se aproximou para beijá-la novamente a campainha voltou a tocar e dessa vez ele suspirou de raiva e ela sorriu. Rapidamente desceram, ele sentou-se no sofá e ela caminhou calmamente até a porta. 

— Filha, passei no mercado para comprar algo simples e quase que não saio de lá. As filas estão enormes… — Verônica falou após entrar no apartamento e colocar a sacola com as compras no chão da cozinha ao lado da geladeira. — Seu pai já chegou?

— Ainda não. — Marcela a respondeu voltando para sala. — Mãe o…

— Vincenzo! — Verônica falou espantada ao observar o rapaz sentado no seu sofá.

— Olá… — ele a cumprimentou levemente envergonhado. — Como a senhora está? — completou estendendo-lhe a mão. 

— Ótima, rapaz. — Verônica o respondeu apertando a mão dele. —  Que prazer em vê-lo. — falou com um sorriso. — Então vocês já se resolveram, né? Já pediu minha filha em namoro? Ficará enrolando até quando?

— Mãe… — Marcela falou envergonhada.

— Pedi sim e gostaria de saber se a senhora permite, claro. — ele a respondeu.

— Meu querido, está totalmente permitido. — ela falou com um sorriso e então reparou na camisa que ele estava usando. — Essa caminha não é a do…

— É sim. — Marcela falou interrompendo-a. — Aconteceu um acidente com a camisa dele e eu o emprestei. Mãe, nós daremos uma volta e mais tarde volto. Tudo bem?

— É claro. — Verônica permitiu com um sorriso. — Só esteja de volta até às 21h. Ok? E, juízo! — ela sorriu para os dois e voltou para a cozinha para guardar o que havia comprado. 

Vince, me espera aqui, por favor. Trocarei de roupa e vamos. Tudo bem? — ela o perguntou com um sorriso.

— Claro. — ele a respondeu devolvendo o sorriso.

Marcela subiu as escadas com pressa, correu até seu quarto, pegou a camisa dele que ainda estava jogada no chão e a guardou em seu guarda-roupa. Pretendia levar até uma costureira e tentar consertá-la. Foi até o banheiro e tomou um banho bem breve, a intenção era apenas tirar o suor do corpo. Com a mesma rapidez, retornou para o seu quarto e pôs um vestido branco e curto com detalhes em renda. Olhou-se no espelho e até pensou em fazer uma bela maquiagem, mas, tinha certeza de que levaria certo tempo, este que poderia estar junto do namorado. Então, pegou um batom rosa bem claro e passou nos lábios, olhou-se novamente, contudo ainda não satisfeita, sendo assim, pegou uma máscara de cílios e passou com pressa, fazendo o impossível para que não borrasse e após, ao olhar novamente para sua imagem, sentiu-se satisfeita.

Enquanto esperava pela amada, a ansiedade e o nervosismo de Vincenzo eram enormes. Ele andava de um lado ao outro da sala e algumas vezes pegou o celular para conferir quantos minutos passaram. Depois de um pouco mais de vinte minutos, enfim ela desceu as escadas e quando a viu, percebeu que a espera valeu a pena. Marcela estava linda.

— Você está linda! — ele falou boquiaberto.

— Obrigada. — ela o respondeu envergonhada.

— Quer ir aonde, gatinha?

— Não sei. Podemos ir ao shopping dar uma volta. O que acha? — ela o perguntou sorrindo.

— Podemos claro.

Marcela foi até a cozinha, despediu-se de sua mãe e avisou-a onde estava indo com Vincenzo. Verônica beijou a testa da filha, novamente a avisou para voltar até as 21h e com um sorriso acenou para Vincenzo que estava na porta. 

O casal caminhou até o shopping que ficava próximo à casa de Marcela. Quando chegaram, foram jogar boliche. Marcela, que sabia jogar muito bem, fingiu não saber só para Vincenzo a ensinar. Ela já havia visto aquela cena em dezenas de filmes e a achava muito romântica. Era um sonho todo aquele encontro.

Sem pestanejar, ele prontamente foi ensiná-la. Posicionou-se por trás, pegou seu braço e com ela, jogou a bola. Quando fizeram o strike Marcela se virou, beijou-o, riu e confessou que já sabia jogar. 

Passaram todo o encontro jogando boliche, depois, Vincenzo a levou para comerem um lanche e quando fez 20h45min, ele a levou até em casa. Os dois se despediram com um beijo no portão do prédio, Marcela entrou e Vincenzo foi embora com um sorriso enorme no rosto.

 

●●●

 

Após voltar da casa de Marcela, Laryssa se trancou em seu quarto, e, por algumas horas, ficou encarando imóvel o teste de gravidez em sua mão. Havia ido até à casa da amiga para contar-lhe sobre aquilo, mas depois de observar a felicidade estampada no rosto dela, não tivera coragem. Não queria estragar o dia mais feliz da vida de Marcela com problemas da sua vida, não poderia ser tão egoísta. Ainda mais, que fora ela quem criara toda uma confusão entre o recente casal, confusão que machucara profundamente a melhor amiga. 

Em sua mente, pensava em como contaria a Erick. Mais cedo naquele mesmo dia, ele havia sido completamente grosso apenas com a hipótese, não conseguia pensar como seria a sua reação. Entretanto, parte da responsabilidade daquilo era dele, ela pensava. Era ele quem recusava a usar preservativo. Dizia que ela devia se cuidar, pois, não poderia inibir seu prazer, prazer que também seria o dela. 

Depois de certo tempo, levantou-se da cama e ficou caminhando de um lado para o outro. Sua respiração estava demasiadamente ofegante e o desespero batia forte em seu coração.  Parou e olhou para o celular que estava carregando em cima da mesa de cabeceira. Respirou fundo e então tomou coragem para ligar para Erick e pedir que fosse até sua casa. Mesmo não sabendo se conseguiria ter coragem para contar-lhe a verdade. De início, o rapaz foi um tanto relutante, mas acabou cedendo. Então, pegou o teste de gravidez que estava jogado em sua cama e guardou na gaveta do móvel ao lado. 

Após alguns minutos de profunda agonia, ele enfim chegou.

— Pode entrar, meu amor. — ela falou beijando-o.

— Está melhor? Ou ainda com aquela frescura lá? — ele a perguntou entrando no apartamento.  

— Melhor aos poucos…  — respondeu com um sorrido amarelo.

Hm Então? Por que me fez vir até aqui a essa hora? — a questionou seco, sentando-se no sofá.

— Saudades de você, seu idiota. — ela o respondeu parando de frente a ele. 

— Então, vem cá, que curo essa sua saudade. — ele falou levantando-se e puxando-a para perto dele. Aos poucos começou a beijar o seu pescoço e a apertar a sua bunda. 

Aquele carinho foi aquecendo e amolecendo seu coração. Então, decidiu que ainda não o contaria. Primeiro definiria se seguiria com aquela gravidez ou não. Naquele momento, queria penas curtir o prazer que o toque do corpo dele proporcionava ao seu. O quanto aquilo era viciante. A forma bruta como ele a pegava e pressionava o seu corpo contra o dele. 

Dessa vez, ela tomou a atitude. O empurrou e tirou sua camisa. Jogou-o no sofá e tirou a blusa que usava, ficando apenas de sutiã. Ele rapidamente sorriu e sentou-se de pernas apertas, com os braços apoiados no encosto. Pelo olhar e o sorriso, sabia o que ele queria, então, sem devaneios, ajoelhou-se entre as suas pernas, e, quando o olhava diretamente nos olhos, desabotoou a bermuda-jeans que usava bem lentamente, deixando-o apenas com a cueca boxer azul escura. Olhou para o corpo dele e o contemplou. Como o achava perfeito. Cada músculo, cada detalhe. Sabia que ele queria outra coisa com ela naquela posição, porém, precisava saciar o seu desejo. Precisava senti-lo possuindo-a. Precisava senti-lo dentro de si. Então, removeu com pressa a cueca dele, terminou de despir-se e, enquanto ele a olhava faminto, aproximou-se dele, sentou-se em seu colo e o encaixou. 

Ela iniciou com os momentos. Calmos e profundos. Cada um era de uma sensação única. Ele gemia e ela o acompanhava. Seu gemido rouco e grave era como uma ópera para seus ouvidos. Aproximou-se de seu rosto, aumentando a velocidade e a intensidade dos momentos, e, levemente beijou-o na boca, mordendo o lábio inferior dele, no final.

— Nossa, Marcela… Não para… — Erick falou de olhos fechados.

— Como é? — Laryssa o perguntou furiosa levantando-se do colo dele.

— O quê? — ele desconversou.

— Você me chamou de Marcela? — questionou-o ainda furiosa.

— Claro que não… Está ficando louca.

— Louca? — Laryssa riu. — Ainda não me viu louca.

— Qual foi, Laryssa. Para de frescura, vamos continuar.

— Não estou mais afim, Erick. — falou com raiva pegando a roupa que estava jogada no chão e voltando a se vestir.

— O quê? Por que não? Calma aí, não faça isso. Esquece… Não foi nada.

— Não foi nada? — Laryssa riu magoada, forçando-se para não chorar. — Vai embora, Erick. 

— Não acredito que você me faz vir até aqui e quando estou prestes a gozar vai me mandar ir embora. — ele falou irritado levantando-se no sofá.

— Pois é. Vá embora! Termina sozinho em casa. — ela falou apontando para a porta.

— Para de graça e vamos terminar. — ele disse com raiva puxando-a pelo braço.

— Não! — ela gritou. — Vá embora, Erick. Me deixa sozinha!

Erick apertou o braço dela com força e a fitou com ódio, depois respirou fundo, soltou-a e vestiu-se.

— Então você fica aí sozinha, sua estúpida. 

Ele virou-se e foi embora. Laryssa não conseguia olhar na cara dele, nem mesmo acompanhá-lo com os olhos. Apenas o escutou fechar a porta com força.

Poucos minutos depois, ouviu a campainha tocar, pensou que ele havia retornado para, talvez, pedir-lhe desculpa e tentar continuar a transa, mas ela estava com ódio. Não queria vê-lo mais. Pelo menos, não mais naquele dia. 

— Escuta aqui, estúpida é a sua mãe. — ela falou com raiva ao abrir a porta.

— Nossa! Sei que ela, às vezes, é um pouco chata, mas não precisa falar assim, amiga. — Marcela falou sem entender o que havia acontecido.

— Aí, me desculpe, não era para você…

— Deixa adivinhar… — Marcela suspirou. — Era para o Erick? Ele acabou de sair daqui, não é? Ele saiu do elevador quando entrei.

— Exatamente! Vem, entra. Minha mãe ainda não voltou da casa da minha avó e meu pai deve chegar tarde do trabalho.  — Laryssa falou terminando de abrir a porta e a convidando-a para entrar.

Entretanto, no momento que Marcela passou, sentiu o cheiro do perfume que a amiga usava e o olor forte e adocicado — mais o misto de sentimentos que estava sem seu peito — a fez enjoar na hora; rapidamente correu para o banheiro para vomitar.

Marcela ao observar a amiga vomitando decidiu ser a hora de confrontá-la.

— O que está acontecendo, Laryssa? — Marcela a questionou séria.

— Nada! Estou bem! Não me alimentei bem hoje e o seu perfume é muito enjoado.

— Essa história não colocará novamente. Enjoar com perfume? Desmaios repentinos? Você está grávida! Não está?

Comentários

  1. Ahhh só isso? Eu como leitora fiel mereço mais!

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  2. Aah que imbecil o Erick! Ahgt.. nojo dele.

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  3. Eu adorei mas foi mas curto que os outros

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    1. Não é o mais curto, o mais curto foi o primeiro esse é o maior

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  4. Nossa este capitulo está sensacional!
    Amo sua história... estás de parabéns Gabriel!
    você de fato tem um futuro sensacional e brilhante! Eu de fato um dia irei comprar um livro seu! anwww eu ja disse que ou apaixonada por esta história.. rrsrssrrs bjs ;)

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