Do Que Vale Amar?
— O quê? — ela perguntou ainda confusa com o beijo.
Vincenzo riu e então se ajoelhou de frente a ela,
segurou sua mão, sorriu — o sorriso mais doce que ela já havia visto —, a olhou
diretamente nos olhos e repetiu o pedido.
— Gatinha, você me perdoa por ser o maior
idiota que já pisou nesse planeta e aceita namorar comigo?
Ela não conseguia acreditar no que havia acabado de
ouvir. Seu peito encheu de um sentimento que nunca havia sentido antes. Sorriu
e começou a chorar, o puxou de volta para que ficasse de pé, o abraçou com
força e o beijou.
— É claro que eu aceito. — respondeu, sua voz
estava tremula.
Ele a levantou e a girou, ela sorria de felicidade.
Encostou-a na porta e voltou beijá-la, mas desta vez, era um beijo forte e
faminto. Enquanto a mão dela descia do rosto até seu o peito, a dele ia do
umbigo dela para cima e a massageava. Ela envolveu as pernas na cintura dele.
Ele, sem nenhuma cerimônia, colocou a mão na bunda dela e com força a apertou.
Ficaram assim até que ouviram o barulho de uma porta se abrir e se assustaram.
— O que foi isso? — Marcela perguntou assustada
descendo de seu colo.
— Acho que foi uma porta. — ele respondeu tentando
voltar a beijá-la.
Puxou-o para dentro do apartamento, trancou a
porta, pegou-o pelo braço e foi o conduzindo em direção ao quarto. Vincenzo ao
percebeu para onde estavam indo, colocou-a no colo e terminou o caminho.
No quarto, jogou-a na cama e voltou beijá-la com a
mesma intensidade que estavam no corredor. A mão dele passeava todo o corpo
dela. Ela, aproveitando que ele estava usando uma camisa social azul, puxou com
força as abas, com pressa em despi-lo, descosturando os botões. Após fazê-lo
ficar sem a camisa, começou a arranhar suas costas.
Enquanto mordia o pescoço dela, descia a mão pela
sua barriga, e a cada centímetro mais próximo de seu umbigo, ela suspirava com
mais intensidade. Quando enfim a mão estava por debaixo da sua bermuda, ela
gemeu.
Rapidamente, o rapaz tirou a peça de roupa,
deixando-a apenas de calcinha e blusa. Beijou cada centímetro de suas pernas e
depois levemente por cima da peça íntima da cor branca que a jovem usava. Era
simples, sem renda ou outros detalhes, mais ao admirá-la ali completamente
entregue, ele pensou que não haveria mais perfeita. Entretanto, quando se
preparava para tirá-la, a campainha tocou.
— Tem alguém na porta! — Marcela falou desesperada
levantando-se da cama.
— Deixe tocar… — ele falou puxando-a novamente para
junto dele e tentando beijá-la novamente.
— Não… deve ser a minha mãe. Ela estava sem as
chaves. — falou afastando-se dele e vestindo a bermuda que ele arremessara longe.
Vincenzo respirou fundo. — Tudo bem, vamos então
ver quem é. — falou dando-se por vencido.
Desceram juntos e ele, completamente desligado,
esqueceu-se de vestir o que sobrara da camisa. Enquanto ela caminhou até a
porta para abri-la, ele manteve sentado no sofá da sala. No momento que a
campainha tocaria novamente, Marcela abriu.
Laryssa adentrou ao apartamento sem sequer ser
convida e quando estava prestes a começar a falar assuntou-se com Vincenzo que
a olhou sem graça.
— Vincenzo! — Laryssa falou espantada.
— Presente… — ele a respondeu com um
sorrido-amarelo.
— O que faz aqui?! — a garota o perguntou confusa,
mas, no momento que percebeu que ele estava sem camisa e completamente
arranhado, sua feição mudou e controlou-se para não rir.
— Vim visitar minha namorada. — Vincenzo respondeu
com um sorriso largo. Levantou-se do sofá, caminhou até Marcela e a beijou
levemente. — Tchau! Depois volto para conversarmos melhor. Tá bom? — falou
ainda levemente sem graça com toda a situação.
Marcela o levou até a porta e com um beijo
apressado se despediram. Observou-o abrir a porta do elevador e olhou
apaixonada para o seu sorriso no momento a porta do veículo fechou, levando-o
para o térreo.
Laryssa foi até a cozinha e esperou em
silêncio a amiga retornar. Ainda estava fazendo um enorme esforço para não rir
de toda a situação. Chocada com o que acabara de ver, e percebendo o que
obviamente atrapalhou, serviu-se de um copo d’água e retornou para a sala com
um sorriso no rosto.
— Barriguinha linda e a bundinha também.
— falou retornando à sala.
— Laryssa! — Marcela gritou envergonhada e seu
rosto no mesmo momento ficou avermelhado.
— Ah, amiga! Não fica preocupada, olhar não
arranca pedaço e não tenho a intenção de ser talarica.
Marcela riu ainda envergonhada.
— Mas, me diga. É verdade essa história de
namorada? — perguntou bastante curiosa.
— Ele veio até aqui, me beijou, se ajoelhou
e me pediu em namoro. — ela respondeu com um sorriso enorme.
— Você aceitou né?
— Claro que aceitei!
— E vocês são rápidos, né? Já estavam transando,
mas também com todo o fogo que mantiveram guardando durante todo esse tempo.
Desculpe ter atrapalhado. — ela enfim falou rindo de toda a situação.
— Estávamos apenas nos beijando.
— Com ele sem camisa? — ela a questionou duvidando da
história.
— Me empolguei um pouco e acho que
rasguei a camisa dele. — Marcela falou envergonhada.
— Que isso, amiga? Agora virou maníaca sexual? A
seca tava tão grande assim? — Laryssa falou rindo.
— Você é uma besta! — Marcela falou empurrando-a. —
Mas, conte, o que aconteceu? Você chegou aqui com uma cara péssima.
— Ih, nem lembro mais! Deixe para lá. —
Laryssa fez uma pausa. — Eu já vou, depois conversamos! — desconversou.
Marcela ficou completamente confusa com o que
acabara de acontecer. No momento em que a amiga ameaçar dar meia volta e sair,
ela a puxou pelo braço e a olhou diretamente nos olhos.
— Laryssa que história é essa? Fala logo o que
aconteceu. — Marcela falou irritada segurando o braço dela com força.
— Não aconteceu nada… — Laryssa a respondeu,
mas Marcela continuou a encarar diretamente nos olhos.
— Não minta! Você tocou a campainha com pressa,
entrou como se fosse um furacão. Agora vem me dizer que esqueceu, que não era
nada?
Laryssa pensou em falar, pensou em contar para ela
toda a verdade. Era por esse motivo que havia ido até à casa da amiga, que
tocara a campainha com tanta pressa e adentrara o recinto como um furacão.
Entretanto, não possuía coragem, não conseguia assumir que estava grávida. O
que falaria? Será que a julgaria pelo que aconteceu? Provavelmente, falaria que
ela era uma irresponsável por engravidar aos dezesseis anos.
— Não é nada, Marcela, já disse. Me solta,
por favor. — Laryssa se impôs.
Marcela quis
continuar a argumentar, colocá-la contra a parede e forçá-la a assumir o real
motivo que a fizera estar ali. Sabia que as coisas não estavam bem e, no fundo,
o porquê de tudo aquilo. Todavia não conseguiu, soltou o braço da melhor amiga
e a deixou ir, mesmo com o sentimento de culpa corroendo todo o seu
peito.
Laryssa abriu a
porta e saiu sem sequer se despedir. Enquanto Marcela se sentou no sofá ainda incrédula
com tudo o que havia acontecido. Ela e Vincenzo estavam namorando. Parecia que
tudo aquilo era um sonho. Pensava que se Laryssa não tivesse interrompido,
aquela seria sua primeira vez e por um lado agradeceu ao fato da amiga ter
aparecido. Amava Vincenzo, e quanto a isso não tinha a menor dúvida, mas queria
que as coisas fossem devagar, tudo teria a hora correta para acontecer e se ele
de fato a amasse também, saberia esperar.
Poucos instantes
depois que Laryssa havia batido a porta, a campainha voltar a tocar e dessa vez
quando abriu a porta ficou surpresa em rever Vincenzo. Não conseguia esconder a
felicidade que era estar junto dele e um sorriso rapidamente estampou todo o
seu rosto. Ele sem pedir nenhuma permissão, sem esperar que ela sequer falasse
um “oi”, puxou-a para junto de si e a beijou. Dessa vez fora um beijo calmo,
sem pressa e completamente apaixonado. Após beijá-la, olhou diretamente para
seus olhou e a abraçou com força.
— Pensei que já
tivesse ido embora. — disse Marcela dando-lhe um selinho.
— De fato ia, mas
quando me olhei no espelho do elevador e percebi que estava sem camisa e
completamente arranhado, desisti. — ele a respondeu rindo.
— Meu deus, a sua
camisa. Acho que não está usável. — ela falou envergonhada. — Desculpe…
Vincenzo gargalhou.
— Não precisa pedir desculpas, gatinha. Perderia todas as roupas com
você… — ele completou e começou a beijar o pescoço dela.
Marcela suspirou de
leve, porém dessa vez encontrou forças dentro de si para pará-lo.
— Vem comigo, vou
arrumar uma camisa para você poder ir para casa. — ela falou o empurrando e o
convidando para entrar novamente.
— Acho que seu pai
e eu não possuímos o mesmo estilo. — ele falou rindo.
— Não, claro que
não. — ela riu concordando. — A camisa será do meu primo.
— Que primo? — ele
perguntou enciumado.
— Meu primo
veste o mesmo tamanho que você e toda vez que ele vem para cá esquece uma
camisa ou outra, aí minha mãe lava e guarda. Tenho certeza de que alguma
servirá em você.
— Que primo? — ele
voltou a perguntá-la.
Marcela o ignorou e
o levou até o quarto de seus pais. Ela abriu a última gaveta de uma cômoda que
ficava de frente a cama e em cima possuía uma televisão. O entregou uma
camisa de malha azul-marinho que o serviu perfeitamente.
— Como estou? — ele
perguntou após vesti-la.
— Um gato. — ela
respondeu com um sorriso.
No momento em que
ele se aproximou para beijá-la novamente a campainha voltou a tocar e dessa vez
ele suspirou de raiva e ela sorriu. Rapidamente desceram, ele sentou-se no sofá
e ela caminhou calmamente até a porta.
— Filha, passei no
mercado para comprar algo simples e quase que não saio de lá. As filas estão
enormes… — Verônica falou após entrar no apartamento e colocar a sacola com as
compras no chão da cozinha ao lado da geladeira. — Seu pai já chegou?
— Ainda não. —
Marcela a respondeu voltando para sala. — Mãe o…
— Vincenzo! —
Verônica falou espantada ao observar o rapaz sentado no seu sofá.
— Olá… — ele a
cumprimentou levemente envergonhado. — Como a senhora está? — completou
estendendo-lhe a mão.
— Ótima, rapaz. —
Verônica o respondeu apertando a mão dele. — Que prazer em vê-lo. — falou
com um sorriso. — Então vocês já se resolveram, né? Já pediu minha filha em
namoro? Ficará enrolando até quando?
— Mãe… — Marcela
falou envergonhada.
— Pedi sim e
gostaria de saber se a senhora permite, claro. — ele a respondeu.
— Meu querido, está
totalmente permitido. — ela falou com um sorriso e então reparou na camisa que
ele estava usando. — Essa caminha não é a do…
— É sim. — Marcela
falou interrompendo-a. — Aconteceu um acidente com a camisa dele e eu o
emprestei. Mãe, nós daremos uma volta e mais tarde volto. Tudo bem?
— É claro. —
Verônica permitiu com um sorriso. — Só esteja de volta até às 21h. Ok? E,
juízo! — ela sorriu para os dois e voltou para a cozinha para guardar o que
havia comprado.
— Vince, me
espera aqui, por favor. Trocarei de roupa e vamos. Tudo bem? — ela o perguntou
com um sorriso.
— Claro. — ele a
respondeu devolvendo o sorriso.
Marcela subiu as escadas
com pressa, correu até seu quarto, pegou a camisa dele que ainda estava jogada
no chão e a guardou em seu guarda-roupa. Pretendia levar até uma costureira e
tentar consertá-la. Foi até o banheiro e tomou um banho bem breve, a intenção
era apenas tirar o suor do corpo. Com a mesma rapidez, retornou para o seu
quarto e pôs um vestido branco e curto com detalhes em renda. Olhou-se no
espelho e até pensou em fazer uma bela maquiagem, mas, tinha certeza de que
levaria certo tempo, este que poderia estar junto do namorado. Então, pegou um
batom rosa bem claro e passou nos lábios, olhou-se novamente, contudo ainda não
satisfeita, sendo assim, pegou uma máscara de cílios e passou com pressa,
fazendo o impossível para que não borrasse e após, ao olhar novamente para sua
imagem, sentiu-se satisfeita.
Enquanto esperava
pela amada, a ansiedade e o nervosismo de Vincenzo eram enormes. Ele
andava de um lado ao outro da sala e algumas vezes pegou o celular para
conferir quantos minutos passaram. Depois de um pouco mais de vinte minutos,
enfim ela desceu as escadas e quando a viu, percebeu que a espera valeu a pena.
Marcela estava linda.
— Você está linda!
— ele falou boquiaberto.
— Obrigada. — ela o
respondeu envergonhada.
— Quer ir aonde, gatinha?
— Não sei. Podemos
ir ao shopping dar uma volta. O que acha? — ela o perguntou sorrindo.
— Podemos claro.
Marcela foi até a
cozinha, despediu-se de sua mãe e avisou-a onde estava indo com Vincenzo.
Verônica beijou a testa da filha, novamente a avisou para voltar até as 21h e
com um sorriso acenou para Vincenzo que estava na porta.
O casal caminhou
até o shopping que ficava próximo à casa de Marcela. Quando chegaram,
foram jogar boliche. Marcela, que sabia jogar muito bem, fingiu não saber
só para Vincenzo a ensinar. Ela já havia visto aquela cena em dezenas de filmes
e a achava muito romântica. Era um sonho todo aquele encontro.
Sem pestanejar, ele
prontamente foi ensiná-la. Posicionou-se por trás, pegou seu braço e com ela,
jogou a bola. Quando fizeram o strike Marcela se virou, beijou-o, riu e
confessou que já sabia jogar.
Passaram todo o
encontro jogando boliche, depois, Vincenzo a levou para comerem um lanche
e quando fez 20h45min, ele a levou até em casa. Os dois se despediram com
um beijo no portão do prédio, Marcela entrou e Vincenzo foi embora com um
sorriso enorme no rosto.
●●●
Após voltar da casa
de Marcela, Laryssa se trancou em seu quarto, e, por algumas horas, ficou
encarando imóvel o teste de gravidez em sua mão. Havia ido até à casa da amiga
para contar-lhe sobre aquilo, mas depois de observar a felicidade estampada no
rosto dela, não tivera coragem. Não queria estragar o dia mais feliz da vida de
Marcela com problemas da sua vida, não poderia ser tão egoísta. Ainda mais, que
fora ela quem criara toda uma confusão entre o recente casal, confusão que
machucara profundamente a melhor amiga.
Em sua mente,
pensava em como contaria a Erick. Mais cedo naquele mesmo dia, ele havia sido
completamente grosso apenas com a hipótese, não conseguia pensar como seria a
sua reação. Entretanto, parte da responsabilidade daquilo era dele, ela
pensava. Era ele quem recusava a usar preservativo. Dizia que ela devia se
cuidar, pois, não poderia inibir seu prazer, prazer que também seria o
dela.
Depois de certo
tempo, levantou-se da cama e ficou caminhando de um lado para o outro. Sua respiração
estava demasiadamente ofegante e o desespero batia forte em seu coração.
Parou e olhou para o celular que estava carregando em cima da mesa de
cabeceira. Respirou fundo e então tomou coragem para ligar para Erick e pedir
que fosse até sua casa. Mesmo não sabendo se conseguiria ter coragem para
contar-lhe a verdade. De início, o rapaz foi um tanto relutante, mas acabou
cedendo. Então, pegou o teste de gravidez que estava jogado em sua cama e
guardou na gaveta do móvel ao lado.
Após alguns minutos
de profunda agonia, ele enfim chegou.
— Pode entrar, meu
amor. — ela falou beijando-o.
— Está melhor? Ou
ainda com aquela frescura lá? — ele a perguntou entrando no
apartamento.
— Melhor aos
poucos… — respondeu com um sorrido amarelo.
— Hm… Então?
Por que me fez vir até aqui a essa hora? — a questionou seco, sentando-se
no sofá.
— Saudades de você,
seu idiota. — ela o respondeu parando de frente a ele.
— Então, vem cá,
que curo essa sua saudade. — ele falou levantando-se e puxando-a para perto
dele. Aos poucos começou a beijar o seu pescoço e a apertar a sua bunda.
Aquele carinho foi
aquecendo e amolecendo seu coração. Então, decidiu que ainda não o contaria.
Primeiro definiria se seguiria com aquela gravidez ou não. Naquele momento,
queria penas curtir o prazer que o toque do corpo dele proporcionava ao seu. O
quanto aquilo era viciante. A forma bruta como ele a pegava e pressionava o seu
corpo contra o dele.
Dessa vez, ela
tomou a atitude. O empurrou e tirou sua camisa. Jogou-o no sofá e tirou a blusa
que usava, ficando apenas de sutiã. Ele rapidamente sorriu e sentou-se de
pernas apertas, com os braços apoiados no encosto. Pelo olhar e o sorriso,
sabia o que ele queria, então, sem devaneios, ajoelhou-se entre as suas pernas,
e, quando o olhava diretamente nos olhos, desabotoou a bermuda-jeans que
usava bem lentamente, deixando-o apenas com a cueca boxer azul escura. Olhou
para o corpo dele e o contemplou. Como o achava perfeito. Cada músculo, cada
detalhe. Sabia que ele queria outra coisa com ela naquela posição, porém, precisava saciar o seu desejo. Precisava senti-lo possuindo-a. Precisava
senti-lo dentro de si. Então, removeu com pressa a cueca dele, terminou de
despir-se e, enquanto ele a olhava faminto, aproximou-se dele, sentou-se em seu
colo e o encaixou.
Ela iniciou com os
momentos. Calmos e profundos. Cada um era de uma sensação única. Ele gemia e
ela o acompanhava. Seu gemido rouco e grave era como uma ópera para seus
ouvidos. Aproximou-se de seu rosto, aumentando a velocidade e a intensidade dos
momentos, e, levemente beijou-o na boca, mordendo o lábio inferior dele, no
final.
— Nossa, Marcela…
Não para… — Erick falou de olhos fechados.
— Como é? — Laryssa
o perguntou furiosa levantando-se do colo dele.
— O quê? — ele
desconversou.
— Você me chamou de
Marcela? — questionou-o ainda furiosa.
— Claro que não…
Está ficando louca.
— Louca? — Laryssa
riu. — Ainda não me viu louca.
— Qual foi,
Laryssa. Para de frescura, vamos continuar.
— Não estou mais
afim, Erick. — falou com raiva pegando a roupa que estava jogada no chão e
voltando a se vestir.
— O quê? Por que
não? Calma aí, não faça isso. Esquece… Não foi nada.
— Não foi nada? —
Laryssa riu magoada, forçando-se para não chorar. — Vai embora, Erick.
— Não acredito que
você me faz vir até aqui e quando estou prestes a gozar vai me mandar ir
embora. — ele falou irritado levantando-se no sofá.
— Pois é. Vá
embora! Termina sozinho em casa. — ela falou apontando para a porta.
— Para de graça e
vamos terminar. — ele disse com raiva puxando-a pelo braço.
— Não! — ela
gritou. — Vá embora, Erick. Me deixa sozinha!
Erick apertou o
braço dela com força e a fitou com ódio, depois respirou fundo, soltou-a e
vestiu-se.
— Então você fica
aí sozinha, sua estúpida.
Ele virou-se e foi
embora. Laryssa não conseguia olhar na cara dele, nem mesmo acompanhá-lo com os
olhos. Apenas o escutou fechar a porta com força.
Poucos minutos
depois, ouviu a campainha tocar, pensou que ele havia retornado para, talvez,
pedir-lhe desculpa e tentar continuar a transa, mas ela estava com ódio. Não
queria vê-lo mais. Pelo menos, não mais naquele dia.
— Escuta aqui,
estúpida é a sua mãe. — ela falou com raiva ao abrir a porta.
— Nossa! Sei que ela,
às vezes, é um pouco chata, mas não precisa falar assim, amiga. — Marcela falou
sem entender o que havia acontecido.
— Aí, me
desculpe, não era para você…
— Deixa adivinhar…
— Marcela suspirou. — Era para o Erick? Ele acabou de sair daqui, não é? Ele saiu
do elevador quando entrei.
—
Exatamente! Vem, entra. Minha mãe ainda não voltou da casa da minha avó e
meu pai deve chegar tarde do trabalho. — Laryssa falou terminando de
abrir a porta e a convidando-a para entrar.
Entretanto, no
momento que Marcela passou, sentiu o cheiro do perfume que a amiga usava e o
olor forte e adocicado — mais o misto de sentimentos que estava sem seu peito —
a fez enjoar na hora; rapidamente correu para o banheiro para vomitar.
Marcela ao observar
a amiga vomitando decidiu ser a hora de confrontá-la.
— O que está
acontecendo, Laryssa? — Marcela a questionou séria.
— Nada! Estou bem! Não me alimentei bem hoje e o seu perfume é muito enjoado.
— Essa história não colocará novamente. Enjoar com perfume? Desmaios repentinos? Você está grávida! Não está?
Ahhh só isso? Eu como leitora fiel mereço mais!
ResponderExcluirSó isso por hoje kkkkk
ExcluirAah que imbecil o Erick! Ahgt.. nojo dele.
ResponderExcluirTambém acho!
ExcluirEu adorei mas foi mas curto que os outros
ResponderExcluirNão é o mais curto, o mais curto foi o primeiro esse é o maior
ExcluirNossa este capitulo está sensacional!
ResponderExcluirAmo sua história... estás de parabéns Gabriel!
você de fato tem um futuro sensacional e brilhante! Eu de fato um dia irei comprar um livro seu! anwww eu ja disse que ou apaixonada por esta história.. rrsrssrrs bjs ;)
Rsrs Obrigado novamente Ana.
Excluir;)
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