Do Que Vale Amar?

Capítulo Sete: Amores




Marcela chegou à sua casa e foi direto para o quarto. Richard já não gostava muito de Vincenzo e após ver o beijo na testa que o rapaz deu em sua filha, ele ficou possesso. Richard foi até o quarto da filha para tirar satisfações com ela:

— O que foi aquilo no portão da escola?! — ele gritou com raiva.

— Um beijo! — ela respondeu irritada. — Vai dizer que o senhor não conhece?

— Não estou brincando, Marcela. — falou rispidamente. 

— Nem eu pai… — ela respirou. — Sai do meu quarto, quero dormir um pouco, por favor. — ela disse apontando para a porta.

Richard mesmo ainda com raiva e contra a própria vontade saiu do quarto batendo porta.

 

●●●

 

Depois da aula, Vincenzo ficou esperando Laryssa para pedir que ela o levasse até a casa de Marcela. Contudo, ele esperou bastante tempo. Ela estava atrás da escola com Erick. Eles estavam se beijando. Era um beijo quente e envolvente. Erick não se importava com o local onde os dois estavam e passava a mão onde bem entendesse sem perguntá-la se podia.

— Ai! — Laryssa disse. — Não passe a mão aí.

— O que foi? — ele perguntou. — Pensei que fosse seu namorado?!

— E você é!

— Então, qual o problema se pegarmos um pouco mais pesado? — ele disse encostando-a na parede e colocando a mão por dentro da saia dela.

— Erick! — ela disse tirando a mão dele. — Eu disse não!

— Que saco! — ele gritou.

Ela olhou para ele incrédula. — Até amanhã! Você está muito abusado hoje.

— Abusado?! — ele gritou indignado.

— Sim, abusado! — ela respondeu. — Não é porque você é meu namorado que pode ficar pondo a mão em certos lugares.

— Então tudo bem. Tchau! — ele disse pegando a mochila e saindo.

— Tchau! — ela gritou indignada, esperava dele no mínimo um pedido de desculpas.

Vincenzo ainda esperava por Laryssa no portão da escola, quando a viu sair dos e correu atrás dela.

— Laryssa! — ele gritou.

— Oi! — ela respondeu sorrindo.

— Você sabe onde a Marcela mora? — ele a perguntou entusiasmado.

— Sim, eu sei! — ela respondeu confusa.

— Me leva lá?

— E… — ela respirou. — Claro, vamos! — ela completou desanimada.

Durante o caminho eles foram conversando, falaram de tudo e todos. Laryssa não quis contar-lhe o que havia acontecido. Sabia que ele era confiável, mas isso era pessoal demais para ela. 

Laryssa morava no mesmo prédio de Marcela, um andar abaixo, na verdade. Ela subiu de elevador com Vincenzo e antes de sair o informou qual era o apartamento que Marcela morava. Quando chegou a seu andar, despediu-se e foi para casa. Vincenzo chegou ao andar, procurou o apartamento, tocou a campainha e a mãe de Marcela atendeu.

— Olá!  — ela disse curiosa.

— Olá, é… é… eu… é… — Vincenzo gaguejou.

— É? — ela sorriu.

— Sou o Vincenzo… Amigo da Marcela — Vincenzo falou envergonhado, ele já estava bastante vermelho.

— Oi, Vincenzo, muito prazer! Sou Verônica, a mãe de Marcela. — ela fez uma pausa. — Pode entrar querido! — ela disse dando espaço para ele passar. Tão logo que entrou, admirou-se com a casa que era muito bela. — Ela está no quarto, primeira porta a direita. — ela terminou apontando para escada.

Vincenzo subiu as escadas e entrou no quarto, viu Marcela que estava deitada na cama dormindo, se aproximou dela, beijou-a na testa, abriu a mochila e deixou em cima do criado mudo duas folhas de fichário que continham a matéria da escola. No momento em que Vincenzo saía do quarto, Marcela acordou.

— Vincenzo? — ela perguntou ainda um pouco sonolenta esfregando os olhos.

— Sim?! — ele respondeu com um sorriso.

— O que você faz aqui? — ela perguntou confusa.

— Vim ver como você estava e te trazer a matéria que você perdeu. — ele respondeu.

— Não era preciso você ter vindo! Mais tarde eu iria pegá-la com a Lally. — Marcela falou.

— Eu não sabia que ela era sua vizinha, por isso eu trouxe. — ele a respondeu.

— Mesmo assim não era preciso você ter vindo. — ela fez uma pausa. — Eu teria pegado com alguém.

— Tudo bem! — ele a disse respirando fundo e furioso. — Desculpe, então, já estou de saída.

Vincenzo abriu a porta e saiu. Quando o viu sair, Marcela percebeu o quanto havia sido idiota com ele e o seguiu.

— Vincenzo! — ela gritou e ele parou.

— Eu já estou indo não se preocupe.

— Não! — ela disse arrependida. Ele parou e ela foi ao encontro dele. Ele a segurou pelo braço e encostou a testa na dela.

— Não o quê? — ele perguntou.

— Não vá! — ela respondeu.

— Então peça para eu ficar. — ele disse mordendo o lábio e juntando o corpo dela mais próximo do dele.

Marcela ficou tonta por um instante e então pediu. — Por favor, fique!

Vincenzo sorriu e quando estava prestes a beijá-la a mãe de Marcela entrou na sala.

— Tudo bem, crianças? — ela perguntou e quando viu que iam se beijar saiu da sala.

— Tudo, mãe. — disse Marcela.

— Atrapalho em algo? — Verônica perguntou com um sorriso.

— Não, claro que não. — ela respondeu.

— Fiz um almoço para vocês venham comer.

— Não era preciso, senhora. — ele fez uma pausa. — Já estou indo embora.

— Ah! Não vai mesmo. — ela disse e segurou o braço dele. — Acha que deixarei o namorado da minha filha sair daqui com fome. — ela terminou de falar e o arrastou para a sala de jantar.

— Mãe! — Marcela gritou.

— O que é? — ela perguntou.

— Ele não é meu namorado!

Verônica gargalhou. — Ah, filha, você acha que me engana?

Eles foram para sala de jantar. Na cabeceira da mesa sentou Verônica, do lado direito dela Marcela e do lado esquerdo Vincenzo. 

Durante boa parte do almoço ocorreu tudo bem. Verônica perguntou que carreira profissional o garoto gostaria de seguir; se gostava da escola; como eram seus pais; e, perguntou até a origem de seu nome. 

Ele respondeu todas as perguntas: disse que gostaria de ser piloto de avião igual ao pai. Falou ainda que adora a escola e que este ano estava sendo ainda mais incrível — respondeu esta pergunta olhando para Marcela. Disse também que seu pai devido à carreira não passava muito tempo em casa, mas sua mãe sempre estava lá e era muito atenciosa. Por fim, explicou que seu nome era de origem italiana, que seus pais haviam posto esse nome nele, porque a sua família paterna era italiana, sendo este o mesmo do seu avô. 

Durante todo o almoço, conversaram sobre assuntos variados. Verônica o perguntara sobre o futuro, a forma que via o mundo, o que pensava das coisas que aconteciam socialmente a sua volta. Em seu interior, eram outros questionamentos que queria fazer, porém, estava fazendo de tudo para não entrar no assunto.  Até que uma hora não aguentou mais a curiosidade com misto de preocupação e perguntou.

— Vocês estão usando preservativo? — ela perguntou olhando-o seriamente. Vincenzo na mesma hora se engasgou com a comida e o rosto ficou da cor de uma pimenta-dedo-de-moça. — Beba água, querido. — ela concluiu entregando o copo.

— Mãe! — Marcela gritou incrédula e extremamente envergonhada.

— Filha, desculpe, mas tenho que perguntar. — ela disse se fazendo de vítima. — Não quero que vocês tenham problemas no relacionamento.

Enquanto discutiam, Vincenzo ainda tossia e bebia água.

— Vince, tudo bem? — Marcela perguntou preocupada.

Ele respirou um pouco e respondeu. — Sim, gatinha, eu estou bem. — fez uma pausa. — Senhora, nós não somos namorados… Ainda… — sorriu — Então, não chegamos nessa fase ainda, mas, se um dia chegarmos, tomaremos todos os cuidados e seremos muito responsáveis, não se preocupe. — ele concluiu e olhou para Marcela um tanto envergonhado.

Verônica calou-se e eles conseguiram terminar o almoço em paz. Em certos momentos eles ainda trocavam olhares. Depois do almoço Marcela o levou até a portaria conversaram mais um pouco e ela pediu desculpas pela mãe. Vincenzo se despediu dela dando um beijo na bochecha e foi embora.

 

●●●

 

Os dias se passavam Vincenzo e Marcela, iam numa constante montanha-russa. Marcela parecia ser bipolar, havia dias que o tratava docemente e educada, mas em outros, era grossa e rude. Todavia, não era nada que Vincenzo não conseguisse inverter. Laryssa e Erick que não iam nada bem, Erick ainda insistia para que os dois transassem, mas Laryssa ainda não se sentia pronta para dar este passo.

Era uma sexta-feira do mês de maio, a primeira para ser mais específico, eles estavam tendo aula de vôlei quando Marcela escorregou e machucou a perna. Vincenzo na mesma hora saiu da arquibancada, pegou-a no colo e a levou para enfermaria.

A enfermeira disse a Marcela que havia somente torcido o tornozelo e com um pouco de gelo ela já estaria melhor. Enquanto Marcela estava na enfermaria com uma bolsa de gelo em seu tornozelo, Vincenzo entrou para fazer companhia.

— Tudo bem, gatinha? — ele perguntou quando ia entrando na sala.

— Estou sim, só doí um pouquinho. — ela respondeu. — Obrigada por me trazer.

— Não foi nada! Você é bem levinha. — ele disse.

— Que bom, né.  — ela disse e ele riu. O sinal então tocou marcando o fim de um período.

— Devemos voltar para sala. Quer que eu te ajude? — ele perguntou.

— Não precisa. Daqui a pouco eu vou. — ela respondeu.

Vincenzo foi até ela, deu um beijo no canto da boca e foi para sala. Alguns minutos se passaram, a dor no pé diminuiu e ela pode voltar para sala, entretanto estava mancando um pouco ainda.

Na sala, eles ficaram se olhando e Marcela voltou a escrever o seu nome no caderno, enquanto Laryssa e Erick trocavam mensagens de texto:

 

Erick: Lally?

Laryssa: Oi, meu amor!

Erick: Amor você quer ir jantar lá em casa hoje?

Laryssa: Sim, amorzinho, quero.

Erick: Tudo bem, às 8h você passa lá ok?

Laryssa: Ok, eu vou sim.

 

Passaram-se as horas e Laryssa estava na porta da casa de Erick. Ele abriu e convidou-a para entrar. Lá dentro a casa estava toda arrumada para o encontro deles, havia pétalas de rosa pelo chão e uma mesa com um belo jantar à luz de velas. Aquela típica cena de filme romântico.

Erick a abraçou por trás e começou beija-a no pescoço, depois a virou e a beijou na boca. Quando ela foi reparar, já estava na cama com ele. 

Então começou a tirar o vestido médio da cor rosa que ela usava, enquanto, beijava seu pescoço, depois ele tirou sua blusa, sua bermuda e ambos por fim tiraram o resto roupa. Eles transaram, foi a primeira vez dela e o Erick tentou ser carinhoso e gentil do jeito dele. Depois da transa, eles jantaram e assistiram a um filme romântico. Erick disse-lhe que os pais estavam viajando e que a casa era toda só para eles. No fim da noite eles se deitaram na cama, ainda nus, e dormiram agarrados.

Na manhã seguinte, Erick a acordou com mordidas na costa, a beijou na boca e deu-lhe café na cama.

— Bom dia, amor! — ela disse enquanto despertava.

— Bom dia! — ele disse sorridente.

Eles tomaram café, depois um bom banho, deitaram agarrados novamente. Passaram o dia vendo filmes e no final ele a levou até em casa, onde se despediram com um beijo.


Comentários

  1. Muito bom Biel! Já estou ansiosa para ler o restante.

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  2. Estou morrendo de curiosidade para ler o restante!!
    Vê se escreve logo, vc demora tanto...
    Mas é muito bom, estou adorando ✌♡

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    1. Muito obrigado! Desculpe a demora. É que os capítulos são publicados quartas e sábados, pois a criação deles demora um pouco. Muito obrigado pelo comentário e desculpa novamente pela demora. :)

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