Do Que Vale Amar?
Marcela chegou à sua casa e foi direto para o
quarto. Richard já não gostava muito de Vincenzo e após ver o beijo na testa
que o rapaz deu em sua filha, ele ficou possesso. Richard foi até o quarto da
filha para tirar satisfações com ela:
— O que foi aquilo no portão da escola?! — ele
gritou com raiva.
— Um beijo! — ela respondeu irritada. — Vai dizer
que o senhor não conhece?
— Não estou brincando, Marcela. — falou
rispidamente.
— Nem eu pai… — ela respirou. — Sai do meu quarto,
quero dormir um pouco, por favor. — ela disse apontando para a porta.
Richard mesmo ainda com raiva e contra a própria
vontade saiu do quarto batendo porta.
●●●
Depois da aula, Vincenzo ficou esperando Laryssa
para pedir que ela o levasse até a casa de Marcela. Contudo, ele esperou
bastante tempo. Ela estava atrás da escola com Erick. Eles estavam se beijando.
Era um beijo quente e envolvente. Erick não se importava com o local onde os
dois estavam e passava a mão onde bem entendesse sem perguntá-la se podia.
— Ai! — Laryssa disse. — Não passe a mão aí.
— O que foi? — ele perguntou. — Pensei que fosse
seu namorado?!
— E você é!
— Então, qual o problema se pegarmos um pouco mais
pesado? — ele disse encostando-a na parede e colocando a mão por dentro da saia
dela.
— Erick! — ela disse tirando a mão dele. — Eu disse
não!
— Que saco! — ele gritou.
Ela olhou para ele incrédula. — Até amanhã! Você
está muito abusado hoje.
— Abusado?! — ele gritou indignado.
— Sim, abusado! — ela respondeu. — Não é porque
você é meu namorado que pode ficar pondo a mão em certos lugares.
— Então tudo bem. Tchau! — ele disse pegando a
mochila e saindo.
— Tchau! — ela gritou indignada, esperava dele no
mínimo um pedido de desculpas.
Vincenzo ainda esperava por Laryssa no portão da
escola, quando a viu sair dos e correu atrás dela.
— Laryssa! — ele gritou.
— Oi! — ela respondeu sorrindo.
— Você sabe onde a Marcela mora? — ele a perguntou
entusiasmado.
— Sim, eu sei! — ela respondeu confusa.
— Me leva lá?
— E… — ela respirou. — Claro, vamos! — ela
completou desanimada.
Durante o caminho eles foram conversando, falaram
de tudo e todos. Laryssa não quis contar-lhe o que havia acontecido. Sabia que
ele era confiável, mas isso era pessoal demais para ela.
Laryssa morava no mesmo prédio de Marcela, um andar
abaixo, na verdade. Ela subiu de elevador com Vincenzo e antes de sair o
informou qual era o apartamento que Marcela morava. Quando chegou a seu andar,
despediu-se e foi para casa. Vincenzo chegou ao andar, procurou o apartamento,
tocou a campainha e a mãe de Marcela atendeu.
— Olá! — ela disse curiosa.
— Olá, é… é… eu… é… — Vincenzo gaguejou.
— É? — ela sorriu.
— Sou o Vincenzo… Amigo da Marcela — Vincenzo falou
envergonhado, ele já estava bastante vermelho.
— Oi, Vincenzo, muito prazer! Sou Verônica, a mãe
de Marcela. — ela fez uma pausa. — Pode entrar querido! — ela disse dando
espaço para ele passar. Tão logo que entrou, admirou-se com a casa que era
muito bela. — Ela está no quarto, primeira porta a direita. — ela terminou
apontando para escada.
Vincenzo subiu as escadas e entrou no quarto, viu
Marcela que estava deitada na cama dormindo, se aproximou dela, beijou-a na
testa, abriu a mochila e deixou em cima do criado mudo duas folhas de fichário
que continham a matéria da escola. No momento em que Vincenzo saía do quarto,
Marcela acordou.
— Vincenzo? — ela perguntou ainda um pouco
sonolenta esfregando os olhos.
— Sim?! — ele respondeu com um sorriso.
— O que você faz aqui? — ela perguntou confusa.
— Vim ver como você estava e te trazer a matéria
que você perdeu. — ele respondeu.
— Não era preciso você ter vindo! Mais tarde eu
iria pegá-la com a Lally. — Marcela falou.
— Eu não sabia que ela era sua vizinha, por isso eu
trouxe. — ele a respondeu.
— Mesmo assim não era preciso você ter vindo. — ela
fez uma pausa. — Eu teria pegado com alguém.
— Tudo bem! — ele a disse respirando fundo e
furioso. — Desculpe, então, já estou de saída.
Vincenzo abriu a porta e saiu. Quando o viu sair,
Marcela percebeu o quanto havia sido idiota com ele e o seguiu.
— Vincenzo! — ela gritou e ele parou.
— Eu já estou indo não se preocupe.
— Não! — ela disse arrependida. Ele parou e ela foi
ao encontro dele. Ele a segurou pelo braço e encostou a testa na dela.
— Não o quê? — ele perguntou.
— Não vá! — ela respondeu.
— Então peça para eu ficar. — ele disse mordendo o
lábio e juntando o corpo dela mais próximo do dele.
Marcela ficou tonta por um instante e então pediu.
— Por favor, fique!
Vincenzo sorriu e quando estava prestes a beijá-la
a mãe de Marcela entrou na sala.
— Tudo bem, crianças? — ela perguntou e quando viu
que iam se beijar saiu da sala.
— Tudo, mãe. — disse Marcela.
— Atrapalho em algo? — Verônica perguntou com um
sorriso.
— Não, claro que não. — ela respondeu.
— Fiz um almoço para vocês venham comer.
— Não era preciso, senhora. — ele fez uma pausa. —
Já estou indo embora.
— Ah! Não vai mesmo. — ela disse e segurou o braço
dele. — Acha que deixarei o namorado da minha filha sair daqui com fome. — ela
terminou de falar e o arrastou para a sala de jantar.
— Mãe! — Marcela gritou.
— O que é? — ela perguntou.
— Ele não é meu namorado!
Verônica gargalhou. — Ah, filha, você acha que me
engana?
Eles foram para sala de jantar. Na cabeceira da
mesa sentou Verônica, do lado direito dela Marcela e do lado esquerdo Vincenzo.
Durante boa parte do almoço ocorreu tudo bem.
Verônica perguntou que carreira profissional o garoto gostaria de seguir; se
gostava da escola; como eram seus pais; e, perguntou até a origem de seu
nome.
Ele respondeu todas as perguntas: disse que
gostaria de ser piloto de avião igual ao pai. Falou ainda que adora a escola e
que este ano estava sendo ainda mais incrível — respondeu esta pergunta olhando
para Marcela. Disse também que seu pai devido à carreira não passava muito
tempo em casa, mas sua mãe sempre estava lá e era muito atenciosa. Por fim,
explicou que seu nome era de origem italiana, que seus pais haviam posto esse
nome nele, porque a sua família paterna era italiana, sendo este o mesmo do seu
avô.
Durante todo o almoço, conversaram sobre assuntos
variados. Verônica o perguntara sobre o futuro, a forma que via o mundo, o que
pensava das coisas que aconteciam socialmente a sua volta. Em seu interior,
eram outros questionamentos que queria fazer, porém, estava fazendo de tudo
para não entrar no assunto. Até que uma hora não aguentou mais a
curiosidade com misto de preocupação e perguntou.
— Vocês estão usando preservativo? — ela perguntou
olhando-o seriamente. Vincenzo na mesma hora se engasgou com a comida e o rosto
ficou da cor de uma pimenta-dedo-de-moça. — Beba água, querido. — ela concluiu
entregando o copo.
— Mãe! — Marcela gritou incrédula e extremamente
envergonhada.
— Filha, desculpe, mas tenho que perguntar. — ela
disse se fazendo de vítima. — Não quero que vocês tenham problemas no
relacionamento.
Enquanto discutiam, Vincenzo ainda tossia e bebia
água.
— Vince, tudo bem? — Marcela perguntou
preocupada.
Ele respirou um pouco e respondeu. — Sim, gatinha,
eu estou bem. — fez uma pausa. — Senhora, nós não somos namorados… Ainda… —
sorriu — Então, não chegamos nessa fase ainda, mas, se um dia chegarmos,
tomaremos todos os cuidados e seremos muito responsáveis, não se preocupe. —
ele concluiu e olhou para Marcela um tanto envergonhado.
Verônica calou-se e eles conseguiram terminar o
almoço em paz. Em certos momentos eles ainda trocavam olhares. Depois do almoço
Marcela o levou até a portaria conversaram mais um pouco e ela pediu desculpas
pela mãe. Vincenzo se despediu dela dando um beijo na bochecha e foi embora.
●●●
Os dias se passavam Vincenzo e Marcela, iam numa
constante montanha-russa. Marcela parecia ser bipolar, havia dias que o tratava
docemente e educada, mas em outros, era grossa e rude. Todavia, não era nada
que Vincenzo não conseguisse inverter. Laryssa e Erick que não iam nada bem,
Erick ainda insistia para que os dois transassem, mas Laryssa ainda não se
sentia pronta para dar este passo.
Era uma sexta-feira do mês de maio, a primeira para
ser mais específico, eles estavam tendo aula de vôlei quando Marcela escorregou
e machucou a perna. Vincenzo na mesma hora saiu da arquibancada, pegou-a no
colo e a levou para enfermaria.
A enfermeira disse a Marcela que havia somente
torcido o tornozelo e com um pouco de gelo ela já estaria melhor. Enquanto
Marcela estava na enfermaria com uma bolsa de gelo em seu tornozelo, Vincenzo
entrou para fazer companhia.
— Tudo bem, gatinha? — ele perguntou
quando ia entrando na sala.
— Estou sim, só doí um pouquinho. — ela respondeu.
— Obrigada por me trazer.
— Não foi nada! Você é bem levinha. — ele disse.
— Que bom, né. — ela disse e ele riu. O sinal
então tocou marcando o fim de um período.
— Devemos voltar para sala. Quer que eu te ajude? —
ele perguntou.
— Não precisa. Daqui a pouco eu vou. — ela
respondeu.
Vincenzo foi até ela, deu um beijo no canto da boca
e foi para sala. Alguns minutos se passaram, a dor no pé diminuiu e ela pode
voltar para sala, entretanto estava mancando um pouco ainda.
Na sala, eles ficaram se olhando e Marcela voltou a
escrever o seu nome no caderno, enquanto Laryssa e Erick trocavam mensagens de
texto:
Erick: Lally?
Laryssa: Oi, meu amor!
Erick: Amor você quer ir
jantar lá em casa hoje?
Laryssa: Sim, amorzinho,
quero.
Erick: Tudo bem, às 8h você
passa lá ok?
Laryssa: Ok, eu vou sim.
Passaram-se as horas e Laryssa estava na porta da
casa de Erick. Ele abriu e convidou-a para entrar. Lá dentro a casa estava toda
arrumada para o encontro deles, havia pétalas de rosa pelo chão e uma mesa com
um belo jantar à luz de velas. Aquela típica cena de filme romântico.
Erick a abraçou por trás e começou beija-a no
pescoço, depois a virou e a beijou na boca. Quando ela foi reparar, já estava
na cama com ele.
Então começou a tirar o vestido médio da cor rosa
que ela usava, enquanto, beijava seu pescoço, depois ele tirou sua blusa, sua
bermuda e ambos por fim tiraram o resto roupa. Eles transaram, foi a primeira
vez dela e o Erick tentou ser carinhoso e gentil do jeito dele. Depois da
transa, eles jantaram e assistiram a um filme romântico. Erick disse-lhe que os
pais estavam viajando e que a casa era toda só para eles. No fim da noite eles
se deitaram na cama, ainda nus, e dormiram agarrados.
Na manhã seguinte, Erick a acordou com mordidas na
costa, a beijou na boca e deu-lhe café na cama.
— Bom dia, amor! — ela disse enquanto despertava.
— Bom dia! — ele disse sorridente.
Eles tomaram café, depois um bom banho, deitaram
agarrados novamente. Passaram o dia vendo filmes e no final ele a levou até em
casa, onde se despediram com um beijo.
Muito bom Biel! Já estou ansiosa para ler o restante.
ResponderExcluirObrigado!
Excluiradoorei genio!!
ExcluirEstou morrendo de curiosidade para ler o restante!!
ResponderExcluirVê se escreve logo, vc demora tanto...
Mas é muito bom, estou adorando ✌♡
Muito obrigado! Desculpe a demora. É que os capítulos são publicados quartas e sábados, pois a criação deles demora um pouco. Muito obrigado pelo comentário e desculpa novamente pela demora. :)
ExcluirExelente história
ResponderExcluirObrigado!
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