Do Que Vale Amar?
Durante todo o caminho, o pai de
Marcela ficou sério e não dirigiu nenhuma palavra à filha. Ele estava chateado
pelo beijou que ela deu em Leandro, ele não gostava muito de ver a filha
namorando, para ele, ela ainda era aquela bebezinha que ele pegou em seus
braços assim que nasceu. Marcela percebeu que ele havia ficado chateado e
então tentou puxar assunto com ele.
— Pai… — ela disse.
— O que é Marcela?
— Poxa, papai… — ela disse. — Tá
com raiva pelo beijo que dei no Leandro? — ele não respondeu. — Pai ele é só
meu amigo e eu o beijei na bochecha. — ele continuou sem respondê-la e Marcela
não insistiu mais no assunto.
Eles chegaram à casa sem trocar
nenhuma palavra um com o outro. Eles moravam em um apartamento dúplex. No
primeiro andar, assim que se passava pela porta havia: a sala e um corredor.
Entrando por um corredor havia: um lavabo, a sala de jantar, a cozinha, e nos
fundos a lavanderia e o quarto de empregada. No segundo havia o restante dos
cômodos sendo: no lado direito a suíte de Marcela, em frente à de hóspedes e no
final do corredor a dos pais dela.
Marcela entrou no apartamento
bufando de raiva, subiu as escadas e se trancou no quarto.
— O que aconteceu com ela,
querido? — perguntou a mãe de Marcela. Uma senhora de 1,65 m de altura,
cabelos de cor loiro-escuros e curtos, olhos cor de mel e pele branca.
— Pergunte a ela. — ele
respondeu.
Verônica, mãe de Marcela, subiu e
foi até o quarto da filha. Elas conversaram, Marcela contou tudo o que
havia acontecido e acabou falando sobre Vincenzo também. Ela disse à mãe
que ele era incrivelmente irritante e abusado. Contudo, como uma mãe sempre
conhece seu filho, ela sabia que Vincenzo estava longe de ser isto.
O dia se passou e o outro surgiu.
Marcela estava no seu banheiro se arrumando, enquanto, o pai tomava café. Ela
terminou de se arrumar, desceu, tomou seu café, abraçou sua mãe e saiu com o
pai para a escola. Pela primeira vez Marcela não fez seu ritual, entrou no
carro sem nem olhar para o pai. E quando chegou à escola, que ele tentou dar um
beijo nela, ela virou o rosto e disse “tchau”.
Nos dias que se sucederam, ela
continuou sem falar ele. Passava por ele em casa e não lhe dirigia a palavra.
Entretanto, Verônica se incomodou com o que estava acontecendo e decidiu tomar
alguma atitude. Pois, para ela, era inadmissível ver pai e filha brigados.
Então, numa quarta-feira à noite, enquanto ele assistia a uma partida de
futebol, ela se sentou ao seu lado para conversar.
— Richard, querido, você tem que
se desculpar com a sua filha. — ela falou para ele e se sentou no sofá ao seu
lado.
— Me desculpar pelo quê? —
ele respondeu sem retirar os olhos da televisão.
— Pelo modo que você vem a
tratando.
— O modo que eu a trato?! — ele
perguntou indignado.
— Sim! — ela respondeu. — Você é
grosso, rude, ignorante, antiquado e machista.
— Não sou grosso, rude,
ignorante, antiquado e machista. — ele disse. — Só estou tentando a proteger
desses garotos pervertidos. — justificou.
— É exatamente essa frase que o
torna grosso, rude, ignorante, antiquado e machista… Nem todos não são assim,
Richard. — ela fez uma pausa. — E pelo que eu me lembre, você era bem safadinho
quando nós nos conhecemos. — ela disse colocando a mão na perna direita
dele.
— Verônica! — ele gritou
incrédulo.
— O quê?! A verdade dói? Vamos,
suba e vá desculpar-se com a sua filha.
Richard ficou em completo
silêncio, mas prontamente acatou. Após conversar com Verônica, Richard subiu
até o quarto da filha e conversou com ela. Os dois fizeram as pazes e dormiram
juntos.
●●●
Passaram-se dois meses. As coisas
entre Marcela e o pai estava bem. Às vezes, ele implicava com alguns meninos,
mas em especial Vincenzo que estava cada dia mais próximo de Marcela. Vincenzo
e Marcela viviam implicando ainda um com o outro. Contudo, ambos já se gostavam
e muito. Certo dia, Laryssa flagrou a amiga escrevendo o nome dele em uma folha
enquanto não dava a mínima atenção para a aula de filosofia. Laryssa e Erick
estavam namorando o que fazia muitas vezes Marcela e Vincenzo “segurarem vela”.
Vincenzo e Erick haviam se tornados “amigos” às vezes ainda havia uma ou outra
desavença, mas era algo que Marcela e Laryssa conseguiam resolver com
facilidade.
Faltavam duas semanas para se
iniciar as provas e terminar o 1.º Bimestre. A professora de português então
avisou à turma que uma das avaliações seria uma resenha sobre o livro “Os
Três Mosqueteiros” de Alexandre Dumas, e que tal redação valeria metade da
nota da prova. Pediu então para dois alunos ajudarem-na a pegar os livros que
estavam em duas caixas na biblioteca.
Vincenzo e Erick se levantaram e
se ofereceram para ajudá-la. Quando Erick parou para beber água durante o
caminho, Marcela o interrompeu, o convenceu a voltar para a sala e foi para a
biblioteca.
— O que tá fazendo aqui, gatinha?
— Vincenzo perguntou quando a viu entrar.
— Vim ajudar a professora com os
livros. — ela respondeu.
— Com esses bracinhos aí? — ele
perguntou.
— Falou o Anderson Silva né. —
ela respondeu.
Vincenzo não falou nada, levou o
bíceps direito até a boca e o beijou. Marcela riu.
— O que faz aqui?! — Simone
perguntou surpresa Marcela. Simone era uma mulher branca, de 1,70 m de
altura, magra, cabelos pretos na altura do ombro. Simone era a professora de
português.
— Vim ajudá-la com os livros. —
ela respondeu sorrindo.
— Obrigada, mas seria melhor se
fosse um menino, os livros são muito pesados.
— Eu consigo carregá-los. A
senhora pode confiar em mim.
— Tudo bem então. — Simone cedeu
revirando os olhos.
Entregou uma caixa repleta de
livros para Vincenzo e outra para Marcela. Falou para eles levarem as caixas
para à sala que ela iria ao banheiro. Rapidamente Vincenzo saiu do prédio
vermelho, foi para o verde e deixou a caixa na sala de aula. Enquanto, Marcela
mal havia saído do prédio vermelho.
Vincenzo notou que Marcela ainda
não havia retornado e foi procurá-la. Ela estava sentada descansando o peso em
um banco entre os prédios. Vincenzo se segurou para não rir quando viu Marcela
alisando os braços que estavam bastante vermelhos e provavelmente doendo. Ele
se aproximou dela, pegou a caixa e começou a andar.
— Volta aqui! — ela gritou.
— O que foi, gatinha?
— Me devolve a caixa! —
ela afirmou.
— Para quê? Se você já está aí
com dor.
— Não estou nada com dor e me dá
logo a caixa.
— Não! — ele disse e continuou
andando.
— Vincenzo! — ela gritou. — Me dá
esta caixa.
— Não!
Marcela se espantou e logo ficou
furiosa. — Só vou repetir mais uma vez.
— Você pode repetir mais cem
vezes que eu não vou lhe dar a caixa.
— E se for cento e uma vezes? —
ela indagou com um leve tom irônico e um sorrido no canto do rosto.
Vincenzo parou de andar, olhou
para ela e disse. — Você entendeu, gatinha!
— Me dá a caixa, seu chato! — ela
disse batendo o pé no chão.
Ele colocou a caixa no chão, foi
até ela, colocou o cabelo dela para trás da orelha, levantou o queixo para olhá-la
nos olhos e segurou seus braços.
— Acha mesmo que vou lhe entregar
esta caixa? — ele fez uma pausa. — Olha para os teus braços. — ela olhou. —
Eles estão vermelhos da cor do prédio. — ele completou apontando para o prédio
vermelho.
— Não exagera. — ela murmurou.
Ele sorriu. — Eu vou levar essa
caixa na sala e depois vou com você na enfermaria. Fique aqui sentada já volto.
E assim ele fez, foi até a sala,
colocou a caixa em cima da mesa da professora, voltou e a levou até a
enfermaria. Assim que chegaram à enfermaria, a enfermeira expulsou Vincenzo da
sala e ficou sozinha com Marcela.
— Que namorado atencioso você
tem. — disse a enfermeira. Uma mulher negra, bem baixa, deveria ter 1,50 m
de altura, não muito mais que isso. Seus cabelos eram pretos como o carvão e
estavam presos em um coque. Ela usava jaleco branco.
— Ele não é meu namorado. —
Marcela a respondeu, mas seu olhar parecia triste com aquela afirmação.
— Hm… Mas, por essa carinha,
bem que você queria que fosse; não é?
Marcela riu.
— Com seu braço não foi nada não,
só os músculos que não estavam acostumados a carregar peso que estranham a
atividade de uma hora para a outra. — ela deu as costas para Marcela, pegou um
comprimido e a entregou. — Tome, é para dor muscular. E da próxima vez que for
pegar peso, faça alongamento antes.
Marcela tomou o comprimido e saiu
da enfermaria. Após sair, fechou a porta e viu Vincenzo sentado em uma cadeira
ao lado da porta.
— Está melhor? — ele perguntou
muito preocupado.
— Estou! Foi só um estresse
muscular. — ela respondeu. — Não acredito que você ficou me esperando aqui.
— Claro que fiquei. — ele
respondeu. — Seu pai está vindo te buscar, eu já peguei suas coisas na sala e
vou te acompanhar até o portão. — ele disse colocando a mochila nas costas.
— Não precisa carregá-la. —
Marcela falou.
— Precisa sim. — ele a respondeu.
— Agora vamos, eu te levo.
Vincenzo foi com ela até o portão
da escola, esperou junto a ela Richard chegar, quando ele chegou, foi até o
carro, colocou a mochila no banco de trás, deu um beijo na testa dela e se
despediram. Marcela foi para casa e Vincenzo voltou para assistir mais
dois tempos de aula.
Nossa sua história e sensacional, maravilhosa... extremamente linda e fofa!
ResponderExcluirEu simplesmente amo esta história! eu sou fã n° 1. rsrs
você está de parabéns e por favor poste mas os outros capítulos! (rsrs)
Obrigado! Que bom que você está gostando e é muito bom saber que tenho uma fã nº 1. kkkk
Excluireeeeee... muito fofo o que você postou adorei,mas você errou numa coisinha coleguinha sabe no que?? é que EU SOU A FÃ NUMERO 1,E SEMPRE SEREI!! ninguém me tomará esse cargo!!! se ligou né Eugênio
ExcluirDe: jenny alves
Ok. Jenny! E muito obrigado que bom que você gostou.
Excluirrs.. denadiinhah
Excluirolá jenny! Bom eu sou fã numero 1°!
ExcluirNa boa isso não nos levara a nada se ficarmos com este motivo besta, deselegante e fútil.... okay! =) ;) :x :D
cade o 7?8?9?10? quero ler sua obra fofa
ResponderExcluirOs próximos capítulos já estão em desenvolvimento e logo serão postados. Muito Obrigado pelo comentário espero que você estava gostando da história.
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