Do Que Vale Amar?

Capítulo Seis: Os Livros



Durante todo o caminho, o pai de Marcela ficou sério e não dirigiu nenhuma palavra à filha. Ele estava chateado pelo beijou que ela deu em Leandro, ele não gostava muito de ver a filha namorando, para ele, ela ainda era aquela bebezinha que ele pegou em seus braços assim que nasceu.  Marcela percebeu que ele havia ficado chateado e então tentou puxar assunto com ele.

— Pai… — ela disse.

— O que é Marcela?

— Poxa, papai… — ela disse. — Tá com raiva pelo beijo que dei no Leandro? — ele não respondeu. — Pai ele é só meu amigo e eu o beijei na bochecha. — ele continuou sem respondê-la e Marcela não insistiu mais no assunto.

Eles chegaram à casa sem trocar nenhuma palavra um com o outro. Eles moravam em um apartamento dúplex. No primeiro andar, assim que se passava pela porta havia: a sala e um corredor. Entrando por um corredor havia: um lavabo, a sala de jantar, a cozinha, e nos fundos a lavanderia e o quarto de empregada. No segundo havia o restante dos cômodos sendo: no lado direito a suíte de Marcela, em frente à de hóspedes e no final do corredor a dos pais dela.

Marcela entrou no apartamento bufando de raiva, subiu as escadas e se trancou no quarto.

— O que aconteceu com ela, querido? — perguntou a mãe de Marcela. Uma senhora de 1,65 m de altura, cabelos de cor loiro-escuros e curtos, olhos cor de mel e pele branca.

— Pergunte a ela. — ele respondeu.

Verônica, mãe de Marcela, subiu e foi até o quarto da filha.  Elas conversaram, Marcela contou tudo o que havia acontecido e acabou falando sobre Vincenzo também.  Ela disse à mãe que ele era incrivelmente irritante e abusado. Contudo, como uma mãe sempre conhece seu filho, ela sabia que Vincenzo estava longe de ser isto.

O dia se passou e o outro surgiu. Marcela estava no seu banheiro se arrumando, enquanto, o pai tomava café. Ela terminou de se arrumar, desceu, tomou seu café, abraçou sua mãe e saiu com o pai para a escola. Pela primeira vez Marcela não fez seu ritual, entrou no carro sem nem olhar para o pai. E quando chegou à escola, que ele tentou dar um beijo nela, ela virou o rosto e disse “tchau”.

Nos dias que se sucederam, ela continuou sem falar ele. Passava por ele em casa e não lhe dirigia a palavra. Entretanto, Verônica se incomodou com o que estava acontecendo e decidiu tomar alguma atitude. Pois, para ela, era inadmissível ver pai e filha brigados. Então, numa quarta-feira à noite, enquanto ele assistia a uma partida de futebol, ela se sentou ao seu lado para conversar.

— Richard, querido, você tem que se desculpar com a sua filha. — ela falou para ele e se sentou no sofá ao seu lado.

Me desculpar pelo quê? — ele respondeu sem retirar os olhos da televisão.

— Pelo modo que você vem a tratando.

— O modo que eu a trato?! — ele perguntou indignado.

— Sim! — ela respondeu. — Você é grosso, rude, ignorante, antiquado e machista.

— Não sou grosso, rude, ignorante, antiquado e machista. — ele disse. — Só estou tentando a proteger desses garotos pervertidos. — justificou.

— É exatamente essa frase que o torna grosso, rude, ignorante, antiquado e machista… Nem todos não são assim, Richard. — ela fez uma pausa. — E pelo que eu me lembre, você era bem safadinho quando nós nos conhecemos.  — ela disse colocando a mão na perna direita dele.

— Verônica! — ele gritou incrédulo.

— O quê?! A verdade dói? Vamos, suba e vá desculpar-se com a sua filha.

Richard ficou em completo silêncio, mas prontamente acatou. Após conversar com Verônica, Richard subiu até o quarto da filha e conversou com ela. Os dois fizeram as pazes e dormiram juntos.

 

●●●

 

Passaram-se dois meses. As coisas entre Marcela e o pai estava bem. Às vezes, ele implicava com alguns meninos, mas em especial Vincenzo que estava cada dia mais próximo de Marcela. Vincenzo e Marcela viviam implicando ainda um com o outro. Contudo, ambos já se gostavam e muito. Certo dia, Laryssa flagrou a amiga escrevendo o nome dele em uma folha enquanto não dava a mínima atenção para a aula de filosofia. Laryssa e Erick estavam namorando o que fazia muitas vezes Marcela e Vincenzo “segurarem vela”. Vincenzo e Erick haviam se tornados “amigos” às vezes ainda havia uma ou outra desavença, mas era algo que Marcela e Laryssa conseguiam resolver com facilidade.

Faltavam duas semanas para se iniciar as provas e terminar o 1.º Bimestre. A professora de português então avisou à turma que uma das avaliações seria uma resenha sobre o livro “Os Três Mosqueteiros” de Alexandre Dumas, e que tal redação valeria metade da nota da prova. Pediu então para dois alunos ajudarem-na a pegar os livros que estavam em duas caixas na biblioteca.

Vincenzo e Erick se levantaram e se ofereceram para ajudá-la. Quando Erick parou para beber água durante o caminho, Marcela o interrompeu, o convenceu a voltar para a sala e foi para a biblioteca.

— O que fazendo aqui, gatinha? — Vincenzo perguntou quando a viu entrar.

— Vim ajudar a professora com os livros. — ela respondeu.

— Com esses bracinhos aí? — ele perguntou.

— Falou o Anderson Silva né. — ela respondeu.

Vincenzo não falou nada, levou o bíceps direito até a boca e o beijou. Marcela riu.

— O que faz aqui?! — Simone perguntou surpresa Marcela. Simone era uma mulher branca, de 1,70 m de altura, magra, cabelos pretos na altura do ombro. Simone era a professora de português.

— Vim ajudá-la com os livros. — ela respondeu sorrindo.

— Obrigada, mas seria melhor se fosse um menino, os livros são muito pesados.

— Eu consigo carregá-los. A senhora pode confiar em mim.

— Tudo bem então. — Simone cedeu revirando os olhos. 

Entregou uma caixa repleta de livros para Vincenzo e outra para Marcela. Falou para eles levarem as caixas para à sala que ela iria ao banheiro. Rapidamente Vincenzo saiu do prédio vermelho, foi para o verde e deixou a caixa na sala de aula. Enquanto, Marcela mal havia saído do prédio vermelho.

Vincenzo notou que Marcela ainda não havia retornado e foi procurá-la. Ela estava sentada descansando o peso em um banco entre os prédios. Vincenzo se segurou para não rir quando viu Marcela alisando os braços que estavam bastante vermelhos e provavelmente doendo. Ele se aproximou dela, pegou a caixa e começou a andar.

— Volta aqui! — ela gritou.

— O que foi, gatinha?

Me devolve a caixa! — ela afirmou.

— Para quê? Se você já está aí com dor.

— Não estou nada com dor e me dá logo a caixa.

— Não! — ele disse e continuou andando.

— Vincenzo! — ela gritou. — Me dá esta caixa.

— Não!

Marcela se espantou e logo ficou furiosa. — Só vou repetir mais uma vez.

— Você pode repetir mais cem vezes que eu não vou lhe dar a caixa.

— E se for cento e uma vezes? — ela indagou com um leve tom irônico e um sorrido no canto do rosto.

Vincenzo parou de andar, olhou para ela e disse. — Você entendeu, gatinha!

— Me dá a caixa, seu chato! — ela disse batendo o pé no chão.

Ele colocou a caixa no chão, foi até ela, colocou o cabelo dela para trás da orelha, levantou o queixo para olhá-la nos olhos e segurou seus braços.

— Acha mesmo que vou lhe entregar esta caixa? — ele fez uma pausa. — Olha para os teus braços. — ela olhou. — Eles estão vermelhos da cor do prédio. — ele completou apontando para o prédio vermelho.

— Não exagera. — ela murmurou.

Ele sorriu. — Eu vou levar essa caixa na sala e depois vou com você na enfermaria. Fique aqui sentada já volto.

E assim ele fez, foi até a sala, colocou a caixa em cima da mesa da professora, voltou e a levou até a enfermaria. Assim que chegaram à enfermaria, a enfermeira expulsou Vincenzo da sala e ficou sozinha com Marcela.

— Que namorado atencioso você tem. — disse a enfermeira. Uma mulher negra, bem baixa, deveria ter 1,50 m de altura, não muito mais que isso. Seus cabelos eram pretos como o carvão e estavam presos em um coque. Ela usava jaleco branco.

— Ele não é meu namorado. — Marcela a respondeu, mas seu olhar parecia triste com aquela afirmação.

— Hm… Mas, por essa carinha, bem que você queria que fosse; não é?

Marcela riu.

— Com seu braço não foi nada não, só os músculos que não estavam acostumados a carregar peso que estranham a atividade de uma hora para a outra. — ela deu as costas para Marcela, pegou um comprimido e a entregou. — Tome, é para dor muscular. E da próxima vez que for pegar peso, faça alongamento antes.

Marcela tomou o comprimido e saiu da enfermaria. Após sair, fechou a porta e viu Vincenzo sentado em uma cadeira ao lado da porta.

— Está melhor? — ele perguntou muito preocupado.

— Estou! Foi só um estresse muscular. — ela respondeu. — Não acredito que você ficou me esperando aqui.

— Claro que fiquei. — ele respondeu. — Seu pai está vindo te buscar, eu já peguei suas coisas na sala e vou te acompanhar até o portão. — ele disse colocando a mochila nas costas.

— Não precisa carregá-la. — Marcela falou.

— Precisa sim. — ele a respondeu. — Agora vamos, eu te levo.

Vincenzo foi com ela até o portão da escola, esperou junto a ela Richard chegar, quando ele chegou, foi até o carro, colocou a mochila no banco de trás, deu um beijo na testa dela e se despediram.  Marcela foi para casa e Vincenzo voltou para assistir mais dois tempos de aula.

 

 



Comentários

  1. Nossa sua história e sensacional, maravilhosa... extremamente linda e fofa!
    Eu simplesmente amo esta história! eu sou fã n° 1. rsrs
    você está de parabéns e por favor poste mas os outros capítulos! (rsrs)

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    1. Obrigado! Que bom que você está gostando e é muito bom saber que tenho uma fã nº 1. kkkk

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    2. eeeeee... muito fofo o que você postou adorei,mas você errou numa coisinha coleguinha sabe no que?? é que EU SOU A FÃ NUMERO 1,E SEMPRE SEREI!! ninguém me tomará esse cargo!!! se ligou né Eugênio

      De: jenny alves

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    3. Ok. Jenny! E muito obrigado que bom que você gostou.

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    4. olá jenny! Bom eu sou fã numero 1°!
      Na boa isso não nos levara a nada se ficarmos com este motivo besta, deselegante e fútil.... okay! =) ;) :x :D

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  2. cade o 7?8?9?10? quero ler sua obra fofa

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    1. Os próximos capítulos já estão em desenvolvimento e logo serão postados. Muito Obrigado pelo comentário espero que você estava gostando da história.

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