Destino
Por que és tão cruel?
Por que és tão doloroso?
Por que vives a me rasgar feito papel?
Por que esfrias algo que pode ser caloroso?
Tu não sabes o quanto dói.
Tu não imaginas o quanto é ruim.
Tu não tens noção de como me destrói,
pois parece que não há final feliz para mim.
Tu tornaste-me inseguro
e eternamente vivo com ele partido.
Finjo continuadamente ser o mais maduro,
mesmo sabendo que isso tem me destruído.
Invejo aqueles que tu ajudaste
e que logo encontraram o amor.
Parece que apenas tu me proporcionaste
a solidão, a tristeza e a dor.
Por favor, se tornes meu amigo
e me traga felicidade.
Permita-me encontrar um abrigo,
alguém que tenha reciprocidade.
G.S.S. Botelho

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