Brasil o país da intolerância

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O Brasil é uma nação multicultural e uma dessas características bastante marcantes é o pluralismo religioso. Diversos povos com diferentes crenças, umas parecidas e outras que se divergem, fazem parte da população brasileira, contudo elas não vêm convivendo em perfeita harmonia nos últimos anos. A intolerância cresce de ambos os lados e gera um número grande de morte todos os anos, independente se a fé provém da África, veio com os colonos ou é até daqueles que se quer possuem uma.

Prova deste fato é o velho dizer popular: “religião não se discute”; dita por algum sábio ao perceber que em nossa nação, o debate pode gerar casos de extrema violência. Em vista dos últimos acontecimentos que estamparam a capa de jornais e lotaram as redes sociais de comentários. Como a história de uma menina, na zona norte carioca, que foi apedrejada, enquanto retornava para sua residência, após uma cerimônia em um centro espirita na região; outro caso também, a morte do líder espiritual do Lar Frei Luiz que foi encontrado morto com requintes de crueldade, na própria instituição que pregava.
Barbaridades causadas, diversas vezes, por protestantes radicais, o número de tais religiosos cresce rapidamente no país, seu conservadorismo, em boa parte, é gatilho para atitudes bruscas. Todavia, não é somente deste lado que opera a intolerância. A religião que cultua o amor ao próximo é rodeada por pessoas de boa índole que são alvos de ataques de outras que generalizam o fiel e os bombardeiam com violência verbal, física e material. Igrejas católicas, por exemplo, já tiveram estatuas de seus exemplos de fé quebradas, pichadas e ridicularizadas por pessoas que não entendem seu valor religioso.
O fim da intolerância religiosa é um árduo caminho a ser seguido. Diversas medidas devêm ser tomadas, tais que começam dentro da casa de cada um, ensinando as crianças que a fé do próximo nem sempre será a mesma que sua, mas isso não dá o direito de desrespeitá-la. Outro é um ensino religioso mais presentes nas escolas, desde a educação base, uma matéria que mostre características de diversas crenças pelo país e pelo mundo, que ensine o amor e convívio entre elas; a educação de crianças é a trilha mais sensata para que no futuro um terreiro e uma igreja possam coexistir, um ao lado da outro, sem gerar brigas. Por fim, a dissolução de qualquer bancada religiosa no Congresso Nacional, pois em um Estado laico, um favorecimento político é uma arma na mão daqueles que não entendem ou não aceitam o diferente.

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