A Culpa

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Vive-se em uma sociedade, na qual a mulher acaba, culturalmente, recebendo a imagem de um simples objeto. Isso provoca uma série de pensamentos e acontecimentos que sucederão em vários tipos de violência feminina, como o estupro. Este, por diversas vezes, acaba sendo taxado como responsabilidade dela.
Em alguns países do mundo, por lei, tal agressão é culpa feminina. Esta ideologia está mais presente nas nações muçulmanas. Por exemplo, a jovem de 19 anos que foi condenada a diversas chibatadas por ser estuprada na Arábia; em defesa do agressor, ela estava desacompanhada de um homem de sua família o que é condenável pela religião e pela constituição local.
No Brasil, não há a desculpa religiosa e nossas normas as protegem contra inúmeras variedades de violência, graças à lei Maria da Penha. Contudo, o caráter cultural permanece. Várias pessoas, tanto homens quanto mulheres, possuem esse pensamento arcaico que as culpam por uma fatalidade, pela qual, não devem ser responsabilizadas.
 Para mudar esta concepção, é necessário educar as crianças para que percebam que é errado cometer o ato, de modo que no futuro não o pratiquem. Também é necessário reeducar a sociedade, mostrando a ela que a culpa nunca é da vítima – independente de sua roupa, de com quantas pessoas a mesma tem o hábito de se relacionar e se é uma profissional do sexo – mas, sim, do agressor.

* Texto escrito em conjunto com Juliana Ribeiro.  

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