Clássicos brasileiros: Dom Casmurro

Olá seus nerds,

Começo aqui uma nova coluna no blog que se chamará Clássicos Brasileiros. Bom, o primeiro clássico que será debatido aqui é "Dom Casmurro" escrito por Machado de Assis

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Dom Casmurro é um livro escrito no final do século XIX, ele contará a história de Bento Santigo, iniciando na sua juventude até bem próximo ao início da velhice.

O livro é narrado em primeira pessoa pelo próprio Bento. A narrativa do texto chega a ser entediante para alguém que - como eu - nunca leu um clássico. O texto é bastante formal. O livro é pequeno e poderia ter sido, ainda, muito menor. A narrativa é repleta de monólogos desnecessários e o narrador poderia ter ido direto ao ponto, deixando-a muito mais empolgante. A mesma, também, é muito rica, seja religiosamente ou literariamente, há diversas mansões as obras de Shakespeare durante toda a história e essa é uma das melhores carcaracterísticas da narrativa.

As personagens não são pessoas, que hoje, são facilmente encontradas e o leitor não conseguirá identificar-se com alguma delas. São pessoas que viveram mais de um século atrás e os costumes e ideologias mudam com o tempo, ou seja, não fique assustado se, por acaso, não concordar com diversas atitudes tomadas pelo protagonista. Bento é um jovem muito cego e submisso, ele concorda com tudo que é dito pela mãe, sem fazer nenhuma objeção ou crítica e isso é algo que faz o personagem ser deveras irritante.

Os lugares e cenas são muito bem descritos e os outras personagens também. Capitu, o primeiro e único amor de Bento, é uma jovem que está um pouco a frente do seu tempo. Ela em várias partes consegue ser mais astuta do que o protagonista, não que isso seja ruim, mas mostra a quebra de conceitos da época. Machado de Assis consegue, com Capitu, entregar uma personagem 100% modernista.

O livro, que é uma das leituras obrigatórias dos vestibulares, merece ser lido por todos. Ele é muito bom, por mais que a história seja um pouco parada e somente no último terço do livro, a narrativa fique empolgante. Como já dito, ele poderia ter sido bem menor e não perderia seu valor, porque seus monólogos, um pouco grandes e desnecessários, deixam a narrativa chata e monótona.

Impressões pessoais (Atenção SPOILER!!!):

Um dos grandes assuntos descutidos em fóruns, pela a internet, é sobre se houve ou não a traição de Capitu. Eu nunca entrei nesses fóruns e também nunca li nenhuma tese a respeito desse tema, porém deixo aqui o que EU conclui com a leitura.

Bom, Machado de Assis deixa claro que houve sim a traição e acredito que ela tenha acontecido no capítulo que Capitu recebe as Libras de Escobar. A traição pode ser percebida pelo fato de Ezequiel ser a cópia de Escobar. Outro ponto é que no capítulo onde Bento compara a foto do amigo com a do filho e ao endagar a esposa sobre a semelhança entre um e outro e a paternidade da criança, a mesma tenta se defender no início, porém depois se cala. Além disto, Bento aparenta ser estéril, lembrem-se que há uma certa demora para Capitu engravidar após o casamento e em uma época onde não havia métodos contraceptivos, uma mulher demorar a engravidar depois de casada é muito estranho. As pessoas daquela época achariam que há algum problema fértil com a mulher, porém ela engravida depois de um tempo, mas após isso não há mais nenhum filho. Ezequiel é filho único. Tudo isso comprova, que Bento não poderia ter filhos e houve a traição de Capitu e Escobar, todavia eu acredito que só tenha acontecido uma única vez. Talvez, em um momento de fraqueza, ela tenha acabado tendo uma relação com o melhor amigo de seu marido, mas não passou de uma vez. O arrependimento e a culpa devem ter consumido os dois e ela deve ter dado graças após a morte do amante, acreditando que seu segredo havia sido enterrado.

Essas são as minhas impressões de "Dom Casmurro", o primeiro livro dessa nova coluna que até o final do ano terá diversos outros títulos que marcaram a nossa literatura.

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