Resenha: Cinquenta tons de cinza
Quando Anastasia Steele entrevista o jovem empresário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja, mas em seus próprios termos.
Por trás da fachada de sucesso - os negócios multinacionais, a vasta fortuna, a amada família, Grey é um homem atormentado por demônios do passado e consumido pela necessidade de controle.
Resenha:
Cinquenta tons de cinza é um romance erótico escrito pela britânica E.L. James. O livro contará a história de Anastasia Steele, uma estudante de inglês que se oferece para entrevistar o grande empresário Christian Grey no lugar de sua amiga que estava doente. Ela se encanta por ele ao primeiro olhar, com seu jeito misterioso e sedutor. Christian acaba ficando interessado por ela também e passa a rodeá-la e cercá-la. Porém, ele guarda alguns segredos e gostos peculiares. Anastasia descobre que ele é sadomasoquista e tem o desejo de transformá-la em sua próxima submissa. E ela fica com uma dúvida em sua cabeça: se deve ou não aceitar se transformar na submissa que ele deseja ao assinar o contrato.
O livro é narrado em primeira pessoa por Anastasia e este é
o primeiro erro da narrativa. A narrativa é chata e entediante, porém, você
conseguirá ler o livro rapidamente, pois a narrativa também é bastante pobre e
o livro se torna mal escrito. Isto torna a leitura um pouco rápida. Se o livro
fosse narrado em terceira pessoa, a narrativa teria sido muito melhor. A
protagonista é insuportável em diversos momentos, e em várias partes ela começa
monólogos entediantes. Porém, a narrativa é bem descritiva. A autora descreve
muito bem os locares, as sensações da personagem e até o sexo é muito bem
descrito. Contudo, a falta de clímax no livro é outro fator que faz a narrativa
ser ruim. Não há um grande acontecimento que desenvolverá a história, pois as
mais de 400 páginas focarão em Anastasia e na dúvida se ela deve ou não assinar
o contrato e se tornar uma submissa do Christian, ou seja, não há nada de
grandioso acontecendo ao longo da história, tornando-a bem maçante. Também há
muita a presença da saga Crepúsculo dentro da história. Por mais que o livro
tenha a base em uma fanfic do mesmo, a escritora deveria tentar torná-la um
pouco original. Em um todo, o livro parece ter sido escrito para o público teen
e não para o adulto.
Os personagens têm uma boa evolução ao decorrer da história
e são bem descritos. Como já havia sido dito: as suas emoções e sensações são
bem descritas e cheias de detalhes. Todavia, eles não são carismáticos. Nenhum dos
dois tem alguma característica que você poderá admirar ou se identificar. Todos
pensam que a Anastasia é insegura, mas a verdade é que não é bem assim, a
personagem não tem insegurança e sim falta de amor próprio. O fato dela não
conseguir enxergar uma qualidade em si própria é um dos fatores que dá raiva ao
longo da leitura. Já o Christian é um maníaco. Sua obsessão pela Anastasia é
algo que deveria fazer qualquer médico pedir a internação dele. Os personagens secundários
são deixados de lados e não há evolução, nem grande carisma que te faça ter
simpatia por algum, talvez, a melhor amiga de Anastasia seja a única que se
sobressaia um pouco.
Sobre o sexo que ocorre durante a história, ele não é excitante
como um filme pornô ou um conto erótico que pode ser achado de graça na
internet. Ele é em uma parte bem descrito, mas também é fantasioso em certas
partes e em outras se tornando ridículo. Porém, a brutalidade do sadomasoquismo
está em boa parte bem realista. Não há muito que falar sobre o sexo presente no
livro, pois ao mesmo tempo em que ele é bom, ele também tem a mesma porcentagem de ruim.
Isso se dá pelo fato que mesmo sendo bem machista, em diversas partes, o livro
é escrito para mulheres. Pelo modo que ele é descrito e transmitido para os
leitores. Dificilmente um homem que ler este livro achará o sexo presente aqui
o melhor pornô que ele já leu - pois sim, no mesmo momento que ele é um romance
ele também é um livro pornô -, depois da metade do livro, as cenas se tornam
chatas e a leitura não flui como em um conto erótico fluiria.
No final, o livro ganha a nota 5. Seus erros de: desenvolvimento, construção e carisma dos
personagens, pesão bastante contra ele. Contudo, terá pessoas que irão gostar
da história, pois o romance presente nela - mesmo sendo doentio em muitas
partes - ele também é bonito. Uma garota que tenta lapidar um diamante bruto.
Podemos até dizer que Cinquenta tons de cinza é uma nova “versão” de A Bela e a
Fera. Todavia, o livro só é recomendável se você gosta de romances e que ter uma
versão um pouco mais picante, porém, se estiver à procura de um pornô este
livro não é a melhor escolha para você. O sexo presente não é nem um pouco
excitante ou prazeroso e tornará o tempo gasto com a leitura jogado no lixo. Está
é a resenha de um livro intrigante que consegue obter: amor e ódio de diversas
pessoas ao redor do mundo.
★★

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