Halloween's Party: A Festa Do Milênio
Capítulo Três
Para
Drácula todos os problemas que poderiam ocorrer já haviam acabado. Todos já
haviam voltado a se divertir, dançar e conversar. Na mente dele não havia mais
possibilidade de algo voltar a ocorrer, pois ele se certificou que tudo estava
em perfeita ordem. Contudo, uma coisa que ele não sabia é que naquele exato
momento estava sendo observado por alguém. O ser que o observava era uma
criatura encapuzada, que estava com rosto coberto por uma máscara branca impossibilitando
o seu reconhecimento. Com bastante atenção ele vigiava tudo que Drácula fazia.
- Eu vou destruir a sua festa,
Drácula... Eu prometo! – a criatura
falou com raiva.
Sem notar que havia alguém o
observando, Conde Drácula continuou a conversar com seus amigos. Ele estava
sentado em uma mesa junto com: Azul, Saci, Frankenstein e Winifred Sanderson.
- Você sabe que posso lhe dar uma
perna novinha? – Winifred falou olhando para a perna de Saci.
- Ah, não será necessário! Eu
sempre fui assim e não me importo. – Saci a informou. – Depois também daquele
livro, A Culpa É Das Estrelas, as
novinhas estão gamando num perneta.
- Não é ruim para se locomover sem
uma perna?
- Não, não tenho problemas nenhum
em me mover.
- E você Drácula, há anos vive
sozinho aqui neste castelo, está na hora de encontrar alguém que possa lhe
fazer companhia.
- Eu não vivo sozinho aqui minha
querida Winifred, eu tenho a companhia de um fiel mordomo e amigo.
- Não estou falando de um amigo
Drácula, e sim, de alguém que possa satisfazê-lo. – Winifred falou passando a
mão no peito de Drácula.
- Nossa que repugnante! Duas
múmias se pegando! – Saci falou enojado.
Uma múmia que passava pela mesa no
momento grunhiu ofendida.
- Desculpe-me, sem ofensa as
múmias.
Drácula e Winifred olharam
seriamente para Saci.
- Talvez se eu sugar sua juventude
eu resolva o problema desta sua observação. – Winifred disse com um sorriso
maléfico.
- Não irá adiantar e também eu
prefiro a sua irmã Sarah. – Drácula falou olhando para Sarah que dançava na
pista.
Winifred olhou para ele indignada
e bastante ofendida, depois virou para frente e manteve o nariz em pé tentando
passar um ar de superioridade à
afirmação dele. Drácula não percebeu que ela havia se sentido ofendida e
continuou a conversando normalmente. Em um determinado momento enquanto eles
conversavam todas as luzes do castelo se apagaram e um terrível zumbido soou.
- O que está acontecendo?! – Azul
perguntou preocupada.
- Alguém desligou a energia e
ligou o sistema de segurança do castelo. – Drácula respondeu olhando para os
lados.
- Mas se a pessoa desligou a
energia como ela ligou sistema de
segurança? – Saci perguntou confuso.
- Ele funciona com um gerador
mágico próprio.
- Ligar... Luz... - Frankenstein falou.
- Iremos ligar a luz Frank, mas
não será fácil. – Drácula falou.
Algumas pessoas já reclamavam da
falta de energia e se preparavam para deixar o castelo, mas Drácula foi mais
rápido e impediu que alguém saísse.
- Acalmem-se! – ele gritou. –
Algum fusível deve ter queimado eu irei trocá-lo e voltaremos à festa
normalmente. Não é necessário entrar em pânico! – ele disse levantando da
cadeira que estava sentado. – Venham comigo, por favor. – ele disse aos outros
quatro que estavam sentados junto a ele.
Os quatro levantaram e caminharam
com Drácula até a saída do salão de baile.
- O que aconteceu? – Azul
perguntou aflita.
- Irei precisar de vocês para me
ajudar para ir até o outro lado do castelo, onde ficam os geradores e religar a
energia. – ele respondeu.
- Eu vou até lá rapidamente,
religo a energia e volto em alguns instantes. – Saci falou e começou a se
preparar para fazer seu tornado.
- Espere! – Drácula falou e ele
parou. – Não é fácil! O sistema de segurança do castelo não é qualquer sistema,
ele é mágico, ou seja, que passar por ele não é a tarefa mais fácil do mundo.
- Qual a necessidade de por um
sistema de segurança mágico nesse cacete se castelo?! – Saci perguntou
irritado.
- Não quero que ninguém ouse
invadir meu castelo enquanto eu durmo para tentar me matar! – Drácula o
informou. – Winifred faça uma chama para enxergarmos o caminho, por favor.
- Por acaso eu tenho cara de
dragão? – a bruxa perguntou com ignorância.
- Seria uma ofensa comparar o
Dragão contigo. – Saci falou.
- Ora, seu moleque! – Winifred
gritou com raiva e ameaçou atacar Saci.
- Winifred! – Drácula gritou. –
Comporte-se, e eu não comparei você com um Dragão, mas ainda acredito que você
é uma bruxa e é capaz de fazer uma chama para iluminar o caminho. – ele
concluiu olhando para ela.
Winifred girou o pulso e depois
abriu a mão criando uma pequena chama, mas bastante luminosa. Drácula olhou
para os três e começaram a caminhar pelo castelo. Eles caminhavam com bastante
calma e cautela para não acionar nenhuma armadilha. Contudo, isso não foi
necessário para que elas não fossem acionadas.
A primeira armadilha foi acionada
assim que eles chegar ao corredor nordeste que daria acesso ao, norte onde eles
caminhariam até as escadarias para chegar até os geradores. Eles caminhavam atentamente
pelo corredor quando por descuido Frankenstein esbarrou em uma luminária na
parede. Ao esbarrar na luminária fez um barulho enorme.
- O que foi isso Drácula?! – Saci
perguntou apreensivo.
- Não sei, mas preparem-se. – ele
respondeu olhando para todos os lados.
Novamente o rangido soou e enormes
laminas começaram a cair do teto. Rapidamente Azul projetou um campo de força
em volta deles protegendo-os. O campo de força saía dela como ondas magnéticas.
- Obrigado! – Drácula disse com um
sorriso.
- Disponha.
Eles continuaram caminhando,
passaram pelo corredor e entraram em outro. Outras armadilhas também foram
acionadas de diferentes formas. A segunda ocorreu quando Drácula por descuido
pisou em um piso falso, fazendo várias flechas com veneno serem disparadas das
paredes. Contudo, Saci criou uma forte ventania jogando-as para o teto.
A terceira armadilha ocorreu assim
que eles chegaram à escadaria. Assim que Winifred pisou penúltimo degrau o chão
desapareceu e um rio de lava esperava-os a 10m de profundidade.
- Você só pode ser muito paranoico
para ter um sistema de segurança desses. – Saci falou ao chegar ao degrau.
- Há uma alavanca o outro lado! –
Winifred apontou.
- Fiquem parados, eu já volto. –
Drácula falou e se transformou em um morcego. Drácula voou com bastante rapidez
até o outro lado, transformou-se novamente em homem e depois acionou alavanca
que devolveu o piso. – Podem passar agora. – Drácula gritou e todos passaram
com bastante cautela.
Assim que os quatro se juntaram a
Drácula eles caminharam mais um pouco e chegaram à porta que dava para a sala
onde estavam os geradores. Drácula abriu a porta com cuidado e encontrou lá
dentro parado, tomando conta dos geradores, um cavaleiro. Ele era enorme e
forte, seu corpo estava protegido por uma armadura de metal reluzente que
refletia a luz emitida pela chama feita por Winifred.
- Saia da frente, eu preciso
religar a energia do castelo. – Drácula disse ao cavaleiro, mas ele não se
moveu. – Saia! – Drácula gritou e o cavaleiro o socou. Com o soco que ele levou
na barriga, voou até a parede do outro lado da sala e foi de cara ao chão.
- Drácula! – Azul gritou
assustada.
O cavaleiro continuou com a
postura rígida, olhando para frente e sem se importar com o que os outros
quatro faziam. Eles correram até Drácula para certificar se ele estava bem.
- Como você está? – Winifred perguntou.
- Bem... – ele respondeu com a
respiração um pouco ofegante. – Mas para religar a energia precisamos vencê-lo.
– ele concluiu levantando.
- Não se preocupe que rapidamente
eu irei para-lo. – Winifred falou olhando seriamente para o cavaleiro.
A bruxa caminhou até o cavaleiro,
respirou fundo e começou a jogar cargas elétricas que saiam de suas mãos. O cavaleiro
continuou parado enquanto ela descarregava o máximo de carga elétrica que
conseguia. Dois minutos depois a bruxa cansou, então, o cavaleiro esticou o
braço, abriu a mão e devolveu toda a carga elétrica para bruxa jogando-a para
fora da sala. Todos olharam assustados para ele que voltou a postura anterior. Frankenstein
caminhou até o cavaleiro e parou em frente a ele.
- Saia. – o mostrou falou sem demostrar
nenhuma emoção.
O cavaleiro armou a mão para soca-lo,
mas o monstro a segurou sem nenhuma dificuldade, depois começou a aperta-la e consequentemente
amassa-la. O cavaleiro tentou puxa-la, mas Frankenstein a segurou com força. O
mostro então a soltou, deu um soco no tronco no cavaleiro que no mesmo instante
desmontou revelando que não havia ninguém embaixo da armadura. Drácula correu
até os geradores, religou o de energia e desativou o sistema de segurança.
- Conseguimos! – Saci falou com um
sorriso.
- É... – Drácula falou cansado. –
Eu só espero que ninguém tenha ido embora.
Cont...

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