Do Que Vale Amar?
Capítulo Dezessete: Problemas
Cont...
- Como? - Vincenzo perguntou assustado e incrédulo.
- Filho... - Lorenzo tentou argumentar, mas Vincenzo o interrompeu.
- Não! - Vincenzo gritou. - Não vou para
Itália.
- Vincenzo entenda que é o melhor...
- Não... Entenda você, eu não irei deixar
a Marcela nunca. Eu não vou para Itália.
- Filho, você pode encontrar outra garota...
- Não como ela! - Vincenzo retrucou.
- Sempre haverá garotas como ela. - Lorenzo falou colocando a mão no ombro do filho.
- Nunca! - Vincenzo gritou retirando a mão do pai de seu ombro. - Ela é única, é a que eu amo e não
vou deixá-la.
- Está vendo Lorenzo, nenhum de nós
queremos ir para a Itália. - Ana falou aborrecida.
- Vocês não tem escolha, nós vamos e
pronto. Eu sou o feche desta família e a minha palavra será cumprida! Todos irão comigo para a Itália!
Nesta altura da discussão, Vincenzo já
estava possesso de raiva, o rapaz pegou o primeiro copo que viu em sua frente e tacou
contra a parede. Ana e Lorenzo olharam para ele assustados.
- Eu não vou! - Vincenzo gritou. - Você
não pode me obrigar a ir.
- Olha aqui moleque! - Lorenzo gritou mais
alto ainda. - Enquanto você for menor de idade e eu te sustentar, você vai
fazer o que eu quiser!
- Então experimente...
Lorenzo nem esperou o filho terminar a
frase e bateu em seu rosto. Vincenzo olhou para o pai furioso e tentou
avança-lo para revidar, mas Ana segurou o filho.
- Não Vincenzo, não. Ele é seu pai. - Ana falou tentando segura-lo.
Vincenzo estava com muita raiva do
pai naquele momento e não ouvia o que Ana falava. Ele parecia um leão que estava defendendo seu território de um leão invasor. Contudo, ele parou de
tentar se solta dos braços da mãe e olhou para o pai com raiva.
- Pode me soltar mãe, eu não irei
quebra-lo. - ele falou e depois olhou para o pai ainda furioso. - Mas, você não pense que pode passar dias fora de casa, voltar uma vez ao mês e ter o poder para dizer que é o feche desta casa! - ele falou ainda olhando para o pai com bastante raiva. - Porque o homem aqui sou eu! Quem protege e zela por elas sou eu e não irei aceitar ordens suas!
Ana relutou, mas acabou soltando Vincenzo.
Ele olhou para o pai mais uma vez e saiu do cômodo. Foi para seu quarto, pegou
a mochila e começou a jogar roupas dentro dela. Quando Ana apareceu na porta do
quarto, ela ficou assustada ao ver a cena.
- Aonde vai? - ela perguntou preocupada.
- Para casa da Marcela.
- Filho...
- Mãe, eu não irei ficar na mesma casa que
ele. - Vincenzo falou apontando para a porta. - Não agora... Eu preciso deste tempo... Antes que eu exploda!
- Tudo bem. - ela falou com mais calma.
Ana ajudou Vincenzo a terminar de fazer "a
mala", o acompanhou até a porta e sem que ele percebesse, ela colocou dinheiro
dentro da mochila. Vincenzo abriu a porta e Lorenzo olhava para ele com
culpa, e percebendo que havia agido mal com o filho se aproximou para tentar pedir desculpas.
- Vincenzo... - Lorenzo o chamou.
- Tchau mãe. - Vincenzo disse abraçando a
mãe e fingindo não ouvir o pai chama-lo.
Ele colocou a mochila nas costas e
saiu porta a fora. Lorenzo tentou correr atrás do filho, mas Ana o impediu. "Deixe-o" ela disse segurando o marido. Vincenzo ligou para Marcela e contou
que havia brigado com o pai, mas não falou o motivo. Ela falou que ele era
bem-vindo em sua casa e ele encaminhou-se para lá. Depois de alguns minutos
caminho pelas ruas desertas, Vincenzo chegou à casa de Marcela. O porteiro que já o conhecia permitiu que ele subisse, ele chegou ao andar e tocou campainha, no mesmo momento ela atendeu e se jogou em seus braços abrando-o e o beijando-o.
- Olá. - Verônica falou aproximando-se dos
dois.
- Oi, desculpe incomoda-los.
- Ah, meu querido não é nenhum incomodo.
Mas o que aconteceu?
Vincenzo inspirou fundo, entrou, sentou no
sofá e começou a contar o que havia acontecido. Vincenzo começou a falar, disse
que quando chegou a casa encontrou os pais discutindo e foi ver o que
acontecia. Os três - Verônica, Marcela e Richard - o ouviam atentamente e não o interromperam a nenhum momento.
Vincenzo falou que o pai dissera que
eles iriam morar na Itália e nessa hora, Marcela começou a chorar, disse que
não queria perde-lo. Ele então a respondeu: "Você nunca irá me perder.". Depois
a beijou na testa. Após contar tudo o que aconteceu ele subiu com Marcela para o
quarto.
Quando chegaram ao quarto, jogaram a
mochila de Vincenzo em um canto e deitaram na cama. Marcela deitou a cabeça no
peito do Vincenzo e começou a chorar.
- Não chore gatinha. - Vincenzo disse
beijando a testa dela.
- Eu não quero que você vá... - ela dizia
ainda chorando.
- Eu não irei.
- E se ele tentar te levar?
- Se ele tentar me levar, nós dois fugimos
juntos.
- Vince isso é impossível.
- Não, não é. Se ele tentar me levar para
fora do país eu venho até aqui, pego você e nós fugimos para qualquer lugar,
não importa para onde seja com você vou para qualquer lugar.
Marcela sorriu, levantou, sentou no colo
dele e começou a beija-lo. Vincenzo passava as mãos nas costas dela e ia descendo
enquanto a beijava. Ele passou a mão na bunda dela, bateu e depois apertou.
Enquanto isso Marcela passava a mão pela barriga dele por baixo da camisa
arranhando-o de leve.
Vincenzo tirou blusa de Marcela, depois
retirou o short jeans que ela usava. Ele então virou por cima dela, começou a
beijar o pescoço e ir descendo, desabotoou o sutiã dela e continuou a beijar o
corpo, descendo cada vez mais. Ela acariciava os cabelos dele. Ele passou
então a beijar a barriga dela e descer, quando estava chegando à calcinha,
preste a tira-la, os dois ouviram alguém bater na porta do quarto.
Marcela vestiu a blusa
rapidamente e foi abrir a porta para ver quem era. Quando Marcela abriu, viu sua
mãe que se assustou a ver como a filha estava vestida.
- Atrapalho? - ela perguntou com um sorriso irônico ao ver
Vincenzo colocar a almofado no colo virando-se para as duas.
- Não. - ele a respondeu com mais ironia.
Marcela continuava sem fala, olhando para
mãe assustada.
- O jantar está pronto, vocês já podem descer.
- disse Verônica ainda com sorriso no rosto.
Verônica olhou para os dois novamente,
sorriu e então desceu. Marcela fechou a porta ainda parecendo estar assustada.
- Tudo bem gatinha?
- O que será que ela pensou quando nos
viu? - Marcela disse ainda pálida e assustada.
- O óbvio, que nós estávamos... - Vincenzo
respondia quando ela o interrompeu.
- Transando?
- Não. - ele disse puxando ela para cama e
voltando a beija-la. - Namorando! Ela percebeu que não estávamos transando, até porque, eu ainda estou de cueca. -
Vincenzo completou. - Põem o short e vamos descer.
Marcela colocou o short, os dois desceram,
sentaram a mesa e começaram a jantar. Durante o jantar todos conversavam
normalmente, às vezes Verônica olhava para os dois sem que eles percebessem e tentava não cair na gargalhada. Após o jantar os dois subiram para o quarto e passaram a noite abraçados.
Na manhã seguinte de quinta-feira os dois levantaram bem
tarde, pois era feriado prolongado. O relógio marcava 12h50min,
os dois levantaram e desceram. Quando eles chegaram à sala, viram Richard
chorando. Marcela então se aproximou do pai.
- O que ouve? - Marcela perguntou
preocupada.
- Filha o seu avô... Ele... Ele morreu. -
Verônica a respondeu.
Ao ouvir a resposta da mãe, Marcela caiu
de joelhos no chão com o que acabara de ouvir. Ela não aguentou e começou a
chorar. Vincenzo se aproximou dela e a abraçou. Marcela chorava muito encostada
no ombro de Vincenzo. Ele a pegou no colo a levou para o quarto, a deitou na
cama e a abraçou deixando-a chorar o quanto quisesse. Alguns minutos depois ele
a deixou no quarto e foi até a cozinha. Preparou uma bandeja com comida e subiu
para o quarto novamente.
- Vamos gatinha, come. - ele disse
colocando a bandeja no criado-mudo.
- Eu não quero Vince... - ela disse chorando.
- Só um pouquinho vai.
Ela olhou para sopa e relutando um pouco comeu. Vincenzo passou o dia
cuidando dela que chorava o tempo todo.
■■■
Dois dias depois da notícia da morte do
Sr. José, veio o seu enterro. Por mais maquiagem que passasse, o rosto de
Marcela mostrava a tristeza com a morte do avô. O vestido preto, junto à
maquiagem básica de tom neutro que ela passou foi o visual do funeral do avô.
Vincenzo acompanhou Marcela a tarde toda. Foi ao velório e ao enterro. Depois
voltou com ela para casa. Ela não tinha mais vontade de fazer nada, passava
o dia deitada na cama, não queria comer, nem beber. Por varias vezes Vincenzo a
obrigou a comer. Dois dias depois do enterro, Vincenzo já estava cansado com a
situação de Marcela.
- Gatinha. - ele disse sentando na cama.
Marcela olhou para ele sem responder.
- Você tem que melhorar esse ânimo. Eu sei
que perdê-lo foi duro e difícil, mas desse jeito você só vai conseguir
encontra-lo mais rápido.
Marcela riu.
- Levante-se vamos ao shopping, andar e se
distrair um pouco. - ele disse puxando o braço dela.
- Não quero. - Marcela falou choramingando.
- Você não quer ir ao shopping? - Vincenzo
perguntou assustado.
- Não. - ela respondeu voltando a
cobrir-se.
- É pior do que eu pensava. - Vincenzo
disse e então pulou em cima dela e começou a fazer cócegas. Depois de alguns
minutos de cócegas, ela levantou e foi com ele para o shopping.
O passeio não foi um dos mais agradáveis
para ambos. Marcela parecia estar sendo obrigada a estar naquele local, o que
não deixava de ser verdade, mas isso assustava Vincenzo. Era a primeira vez que
eles estavam em um shopping e Marcela não olhava para nenhuma vitrine.
Depois do passeio e Vincenzo ter arrastado-a
para lojas, Marcela já se sentia bem. Os dois voltaram para casa. A raiva que ele estava sentindo do pai já havia acabado e ele decidiu que era hora de voltar para sua casa.
- Tem certeza Vince? - Marcela perguntou
entrando do elevador junto a ele.
- Tenho, eu vou voltar gatinha.
- Você sabe que pode ficar aqui o tempo
que quiser.
- Eu sei, mas é melhor eu ir, tenho que
conversar melhor com o meu pai.
- Tudo bem.
Marcela foi com Vincenzo até a portaria o
beijou e os dois se despediram. Ele caminhava pela rua deserta até que viu
dos homens bem altos e musculosos, totalmente encapuzados vindo em sua direção.
Depois olhou para trás e viu mais dois iguais também caminhando em sua direção.
Vincenzo parou de andar e os dois homens da frente pararam defronte a ele. Os
dois que estavam atrás também.
- Você é o Vincenzo né? - um dos homens
perguntou.
- Sim. - Ele respondeu firme.
- Temos um presentinho para você. - outro
homem falou estalando os dedos.

Como assim um presentimho estalando os dedos vao bater no meu vince naaaaaoooooooo.... Que covardiaa :'(
ResponderExcluirTambém acho
ExcluirSanto poseidon o vince vai apanhar? o.O se isso acontecer tenho 99% de certeza que a culpa e do Erick!
ResponderExcluirKkkkk Santo Poseidon, Rachei .....
Excluirkkkk meninas vcs são demais
ExcluirKkkkkk ^^^^ Santo Poseidon Kkkkk
ResponderExcluirÉrick é o culpado com certeza!
Né
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