Do Que Vale Amar?
Capítulo Vinte e Um: O Tempo
Agradecimentos
Durante os dois meses e meio que “Do Que Vale Amar?” esteve no ar eu pensei em como iria escrever essa parte. Quem eu iria agradecer. E não há a quem em particular a agradecer. Eu tenho que agradecer a todos que acompanharam, curtiram, compartilharam, e comentaram essa história. Uma história que foi feita para vocês. Não se preocupem, ela irá continuar aqui no blog para sempre vocês possam lê-la. Obrigado a vocês pelo tempo gasto no blog. Desculpe se em algum momento eu ofendi algum de vocês com alguma parte da história. Mas afinal “Do Que Vale Amar?” essa foi à pergunta que eu me fiz durante esses meses e espero que assim como eu, vocês também tenham descoberto a resposta para essa pergunta. Porque vale muito a pena amar, o amor é um sentimento que quando verdadeiro, é completo, é único. Vale muito a pena se entregar a esse sentimento tão belo e puro. Talvez o amor seja traiçoeiro, seja injusto, mas é um sentimento muito belo. Obrigado a Deus por tudo. Quero pedir um último favor a vocês queria pedir que todos comentassem o que acharam da história, não deste capitulo, mas sobre a história inteira.
Era uma manhã fria de novembro, Vincenzo havia acabado de acordar e tateou a cama a
procura de Marcela que já havia acordado. Ela estava na cozinha preparando o
café. Haviam se passado sete anos dês daquele dia no teatro onde os dois haviam
dançado.
Vincenzo
agora já era um homem feito. Sua altura havia chegado aos 1,85m. Seus lábios
agora estavam cercados por uma bela barba que ela tinha o prazer de cuidar
muito bem. Seu corpo havia mudado radicalmente. Agora era totalmente definido
devido à academia que havia começado a fazer no final do segundo ano. Após o colégio ele desistiu de ser piloto, porque seu pai morrera na metade do seu terceiro ano. Vincenzo havia cursado
administração e trabalhava como sócio de Richard. Os dois juntos abriram centenas
de supermercados pelo mundo.
Já
Marcela agora era uma das mulheres mais belas do Brasil. Havia ganhado nos
últimos três anos o concurso Miss Brasil. Seu corpo também havia se modificado.
As horas bem gastas na academia e todos os anos de dança haviam compensado.
Suas curvas eram sem duvida uma das melhores. Talvez isso, tenha chamado à
atenção da revista Playboy que a convidara para pousar nua três vezes e por
cachês altíssimos. Além de modelo, ela era uma das dançarina mais bem pagas do
mundo. Apresentou-se em diversos países.
Mas
voltando ao o que estávamos falando, Vincenzo levantou-se ainda sonolento, foi
até ao banheiro, fez suas necessidades e depois foi para cozinha. Onde Marcela
havia preparado um delicioso café da manhã. Você deve estar se perguntando se
eles estão casados. Como eu posso responder suas pergunta? Eles estavam
“morando juntos”. O que pra mim significa casamento, mas vamos deixar isso de
lado e voltar aos dois.
Vincenzo
a abraçou, a beijou na bochecha e sentou à mesa para começar a comer seu café.
Serviu-se de torradas e café. Enquanto Marcela preparou cereal integral e suco
de laranja para ela.
-
Vai para o ensaio hoje? - Vincenzo perguntou a ela.
Marcela
estava mexendo no tablet quando olhou para ele e respondeu.
- Não, hoje não.
Você também podia ficar em casa e passar o dia comigo. - ela falou sorrindo.
-
Bem que eu queria ficar, mas seu pai e eu vamos hoje asssinar um negócio e o
dia está muito atarefado. Desculpe-me gatinha.
-
Sete anos e você ainda me chama assim. - Marcela falou rindo.
-
Até se fossem setenta anos eu iria te chamar assim. Porque você sempre vai ser
minha gatinha.
-
Bobo!
-
Linda!
Vincenzo
e Marcela moravam em uma casa muito bela. Era pequena, mas aconchegante. Todos
os cômodos eram bem espaçosos. A casa tinha um quarto, sala, cozinha e
banheiro. Para um casal sem filhos estava perfeito.
Vincenzo
beijou-a e depois saiu. Pegou o carro e foi para o escritório que ficava no
centro da cidade. Ele dirigiu em silêncio e assim foi até o escritório. Quando
chegou, entrou em sua sala e lá permaneceu até a hora da reunião.
-
Pronto? - Richard perguntou entrando na sala.
- Só um pouco nervoso. - Vincenzo responde com um sorriso.
-
Mas, não é a primeira vez que você nos representa em um negócio. - Richard falou
confuso.
-
Não é por isso que estou nervoso.
-
Então é por quê?
-
Por isso! - Vincenzo respondeu mostrando a Richard um anel. Um anel que por
sinal era muito belo.
-
Vai pedi-la em casamento?
Vincenzo
confirmou com a cabeça e Richard, então, o abraçou. Os dois caminharam juntos até
a sala de reuniões. Os outros executivos já aguardavam na sala. Vincenzo entrou
junto com Richard, sentou na cabeceira da mesa e começou a falar. Passou
a tarde inteira negociando com os executivos, e quando em fim conseguiu fazê-los
assinar um contrato se sentiu realizado. Assim que saiu da reunião ele ligou
para Marcela.
Vincenzo: Gatinha?
Marcela: Oi amor.
Vincenzo: Se arrume vou passar ai para buscá-la. Vamos jantar
fora.
Marcela: Ok. Beijos, eu te amo.
Vincenzo: Eu te amo.
Depois
de duas horas no transito, Vincenzo finalmente chegou a casa, tocou a buzina do
carro e Marcela saiu pela porta. Ela estava linda e irradiante. Entro no carro,
beijou-o e os dois seguiram caminho. Vincenzo havia feito reservas em um
restaurante muito conhecido no Rio de Janeiro. Os dois chegaram e pegaram
ótimas mesas.
-
Qual o motivo do senhor me trazer aqui? - Marcela perguntou.
-
Não posso convidar a mulher da minha vida para um jantar? - ele respondeu com um ar misterioso.
-
Pode, mas...
-
Mas?
-
Esqueça.
Vincenzo
sorriu.
- O
que os senhores vão querer? - o garçom perguntou aproximando-se deles.
- A
sugestão da casa, qual seria? - Vincenzo o perguntou.
- O
chef hoje preparou: picanha de cordeiro e risoto de queijo italiano à moda da
casa.
Vincenzo olhou para Marcela que, então, confirmou com a cabeça.
-
Então vamos querer dois. - Vincenzo respondeu.
-
Para a entrada? - o garçom perguntou.
Marcela
estava olhando o cardápio quando ouviu o garçom perguntar.
- Salada, por favor. - ela falou.
O
garçom olhou para Vincenzo que confirmou o pedido.
- E bebida? - o garçom
perguntou.
-
Eu vou beber água, mas para ela traga vinho tinto, por favor. - Vincenzo falou.
-
Qual safra?
-
Peça ao chef para ele escolher a safra que melhor combina com o prato
principal, por favor.
-
Sim senhor. - o garçom concluiu e retirou-se.
-
Hoje é uma noite muito especial. - Vincenzo falou.
-
Conseguiu fechar o negócio? - ela perguntou.
-
Sim, mas não é isto que a torna especial.
- E
o que seria?
-
Mais tarde eu lhe conto. - Vincenzo respondeu e depois sorriu.
Alguns
minutos de espera, e o garçom trouxe para eles a salada que rapidamente
comeram, logo após, trouxe o prato principal. Assim que terminaram o garçom
levou até a mesa a sobremesa.
-
Não pedimos nenhuma sobremesa. - Vincenzo disse ao garçom.
- É
cortesia do chef. - o garçom falou colocando na mesa as duas fatias de torta de
maracujá.
Os
dois comeram a torta que estava deliciosa. Vincenzo pediu a conta e a
pagou. Os dois entraram no carro e seguiram viagem para casa. No caminho
conversaram, Marcela contou o que fez durante o dia. Assim que chegaram a casa, e Marcela abriu a porta, ela se deparou com a casa toda iluminada por velas
aromatizantes e pétalas que estavam jogadas por todo o chão.
-
Mas? - ela estava sem palavras. -
Vincenzo o que é isso?
-
Marcela, eu nunca vou esquecer-me do dia que lhe conheci. O dia que mudou minha
vida, aquele esbarrão que eu lhe dei, o jogo de queimado, tudo será
inesquecível para mim. Nesses sete anos que estamos juntos será sempre guardado em meu coração. Você é a garota mais especial do mundo, a mais
linda, bela, sensual e entre diversos outros adjetivos. Você é
perfeita. - nesta altura Marcela já chorava. Vincenzo estava ajoelhado falando
essas palavras. - Você é a mulher que eu quero para o resto da minha vida. Eu
quero ter contigo filhos, netos, bisnetos e por aí a fora. Quero envelhecer com
você e passar o resto dos meus dias ao seu lado. - Vincenzo colocou a mão no
bolso do paletó, retirou a caixinha com o anel e a abriu. - Marcela, você quer se
casar comigo? - ele completou ainda de joelhos.
-
Quero, quero, quero, quero! - ela gritou e depois o beijou. - Como você
conseguiu deixar a casa assim?
-
Pedi uma ajudinha a lally e a sua mãe.
Marcela
riu. Ele a beijou novamente, a pegou no colo e a levou para o quarto. No quarto, ela retirou o paletó dele e o puxou para a cama com a gravata. Ele tirou a roupa
dela enquanto a beijava. Ela desabotoou a camisa dele e retirou a calça,
deixando-o só de cueca. Vincenzo beijava a boca dela e passava a mão pelo
corpo. Ele, então, começou a descer, começou a beijar, pescoço, seios, barriga e
descia cada vez mais. Retirou a calcinha dela e continuou a descer. Os dois
então continuaram assim pela noite toda.
■■■
Era
umas 10hrs da manhã, quando Laryssa chegou à casa de Marcela. Laryssa também havia mudado, seus cabelos
estavam castanhos, mas um castanho claro. Havia crescido estava com 1,70m de
altura. Seu corpo também havia se modificado, suas curvas estavam esplendidas e
provocantes. Laryssa havia se tornado uma grande atriz, os papeis que mais
amava fazer era o de vilã.
Laryssa
tocou a campainha e Marcela abriu a porta:
-
Vamos começar os preparativos para o casamento. - Laryssa falou passando pela porta.
-
Vamos. - Marcela respondeu sorridente.
-
Gostou da surpresa?
-
Adorei!
As
duas começaram a ajeitar as coisas para o casamento. Viram fotos de vestido,
telefonavam para buffets e preparavam a lista de casamento. Elas estavam
distraídas olhando para fotos de vestidos quando ouviram a jornalista falar:
“Foi
encontrado ontem o corpo do detendo Erick Silveira, no presidio de Bangu I.
Erick havia sido condenado por agressão, homicídio entre outros crimes ainda
adolescente. Quando atingiu a maior idade foi julgado e condenado há quinze
anos, mas pela declaração dos policias, Erick sofria abusos sexuais no presidio
e, talvez isso, tenha provocado o suicídio. O enterro será hoje às 15hrs no
cemitério Nossa Senhora Das Graças.”
Ao
ouvir à notícia e ver a foto de Erick na televisão, Laryssa congelou. Marcela
também havia ficado chocada com a notícia. Por mais que não gostassem do Erick,
elas não queriam vê-lo morto.
-
Lally você está bem? - Marcela perguntou.
-
Ele morreu. - Laryssa falou pra si mesma em voz alta.
Marcela
não conseguiu encontrar palavras para falar naquele momento, ela estava tão chocada quando Laryssa.
-
Eu vou ao enterro. - Laryssa falou para Marcela.
-
Lally! - Marcela falou incrédula.
-
Cela, eu quase tive um filho com ele, se estivesse vivo estaria para completar
sete anos. Por mais que eu devesse sentir raiva dele, eu não sinto. - ela falou com pesar na voz.
-
Te entendo, vou com você!
As
duas se arrumaram e juntas foram para o enterro de Erick. Quando chegaram ao
cemitério, viram uma cena lamentável. Só a mãe de Erick havia ido ao seu
enterro. Ela chorava muito. Erick havia se enforcado com lenções. A mãe de
Erick o acariciava enquanto chorava. Quando ela viu Laryssa se aproximar, ela
secou as lagrimas e manteve-se rígida.
-
Vocês aqui? - ela falou para Laryssa. - Pensei que as duas, ainda mais você Laryssa, fossem as últimas pessoas que eu veria aqui... - ela respirou fundo segurando o choro. - Depois de tudo
que ele lhe fez...
Laryssa
procurou as palavras certas para respondeu.
- Eu não tenho ódio do seu
filho. Mesmo que não fosse reciproco, eu o amei, e amei a criança que ia ter
com ele... - Laryssa disse a ela e a abraçou.
As
duas ficaram ali até o enterro terminar e depois voltaram juntas para casa.
●●●
Seis
meses após o enterro de Erick, chegou o dia do casamento de Vincenzo
e Marcela. A igreja estava linda e muito bem arrumada. Todos esperavam ansiosos
para a chegada de Marcela. Vincenzo era o que estava mais nervoso e ansioso. Marcela já havia
chegado à igreja, mas sua mãe e Stephany falaram para ela esperar.
-
Acalme-se! - Ana falou para o filho.
-
Por que ela está demorando tanto? - Vincenzo perguntou para a mãe.
-
Não sei, mas a noiva sempre se atrasa, então, espere. Você nasceu de nove meses e
fez a menina esperar oito anos para casar, então, espere. - Ana respondeu
irritada.
Dez
minutos depois, já podia se ouvir a macha nupcial soar pela igreja. Marcela estava
linda, o vestido branco e o véu iam até o chão. Ela parecia uma princesa.
Trazia um belo sorriso no rosto. Richard levava a filha até ao altar, a
entregou para Vincenzo e o padre começou a falar.
Despois
de alguns minutos falando, ele finalmente chegou a parte mais importante do
casamento:
-
Marcela, você aceita de livre e espontânea vontade de casar-se com Vincenzo e
viver com ele na: saúde e na doença, na alegra e na tristeza, na riqueza e na
pobreza até que a morte os separe? - o padre perguntou.
-
Aceito! - Marcela respondeu.
-
Vincenzo, você aceita de livre e espontânea vontade de casar-se com Marcela e
viver com ela na: saúde e na doença, na alegra e na tristeza, na riqueza e na
pobreza até que a morte os separe? - o padre perguntou.
-
Claro que eu aceito. - Vincenzo o respondeu.
-
Se alguém tem algo para impedi-los de se casar diga agora ou cale-se para
sempre. - disse o padre, mas ninguém se pronunciou. - Então vos declaro: marido
e mulher. - ele olhou para Vincenzo. - Pode beijar a noiva.
Vincenzo
então a beijou, e todos os outros aplaudiram. Quando Laryssa estava aplaudindo
a amiga, sentiu uma mão tocar seu ombro, ela virou-se e viu Leandro. Ele
sorria para ela.
Leandro
não havia mudado muito coisa, o corte de cabelo continuava o mesmo. A altura
também pouco havia mudado. Contudo, ele estava mais forte e agora também usava
barba.
-
Leo! - Laryssa falou sem acreditar no que estava vendo.
-
Lally. - ele a respondeu com um sorriso.
Laryssa
o abraçou com força não consiga acreditar que era ele. Fazia oito anos que eles não
se viam. Desde que Laryssa falara para ele ir estudar fora. Depois ele também
havia conseguido um papel na Broadway e também trabalhava como coreografo.
-
Senti muitas saudades de você, mas você nunca podia vim pra cá e eu ir pra lá a
agenda era sempre contra nosso favor. - Laryssa.
-
Verdade... Eu tive que pedir minhas férias para poder vim para o casamento da Cela. Também se eu não viesse, ela iria até Nova York me bater. - ele disse
a Laryssa.
Laryssa
riu.
-
Você está casada, namorando, solteira?
-
Solteira, e você?
-
Também.
-
Vamos cumprimentá-los.
-
Vamos.
Marcela
e Vincenzo estavam cumprimentando todos os convidados quando os dois chegaram e
os abraçaram.
-
Acho bom você ter vindo. - Marcela falou abraçando Leandro.
- É
claro que eu viria pra o casamento do amor que eu vi nascer. Meus parabéns. -
Leandro a respondeu.
-
Obrigado. - Vincenzo respondeu abraçando-o.
-
Vocês casaram. - Laryssa falou chorando e a abraçando.
- Lally não chora ou eu choro também. - Marcela falou.
-
Não você não pode chorar!
-
Parabéns. - Laryssa falou para os dois.
-
Obrigado. - os dois responderam.
- Cuida bem dela ou eu quebro a tua cara. - Laryssa falou abraçando-o.
- Pode deixar, sempre vou cuidar da minha gatinha.
Depois
que todos os cumprimentaram, eles foram para a festa que estava completamente
linda o casamento estava perfeito. Todos riam e festejavam. Vincenzo e Marcela, então, dançaram a tradicional valsa e depois a famosa
coreografia que os mesmos dançaram sozinhos dentro de um teatro. Após tirar
foto com todos os convidados Marcela anunciou:
-
Vou jogar o buquê! - ela gritou.
Todas
as solteiras começaram o empurra em empurra até Marcela jogar o buquê e quando
ela jogou Laryssa o agarrou.
-
Quem sabe isso me traga sorte. - Leandro falou no ouvido dela.
Laryssa
riu.
-
Que tal eu te buscar amanhã às 19h para um jantar?
-
Vou ficar esperando ansiosa.
Assim
que Marcela jogou o buquê, ela e Vincenzo saíram para sua lua de mel.
■■■
No
dia seguinte às 19h em ponto, Leandro buscou Laryssa para o jantar que eles
haviam combinado na noite anterior. Laryssa entrou no carro e Leandro a levou
para o mesmo restaurante que eles haviam jantado no primeiro encontro.
-
Lembra-se deste lugar? - Leandro perguntou quando os dois entraram no
restaurante.
- O
restaurante do nosso primeiro encontro. - Laryssa o respondeu.
Os
dois pediram ao maitre uma boa mesa e este os acompanhou até a mesa. Os dois
fizeram o pedido e começaram a comer.
-
Quando você volta para Nova York? - Laryssa o perguntou.
-
Não volto!
- O
que?
-
Eu entrei em contato com o meu agente e ele vai arrumar um trabalho para mim
aqui no Brasil.
-
Mas por que você vai deixar a Broadway?
-
Porque eu quero ficar aqui com você.
-
Leo, eu não quero que você faça isso por mim.
-
Cala a boca, Laryssa! Eu já te perdi uma vez não vou perder novamente, eu te
amo.
Laryssa
então se calou.
Os
dois terminaram de jantar, conversaram diversas coisas e depois Leandro a levou
para casa. Quando ele parou o carro em frente ao portão dela, ele a beijou e os
dois se despediram.
■■■
Logo
assim que casaram, Vincenzo e Marcela compararam um apartamento perto da praia,
pois era um local que os dois amavam bastante. Em uma tarde de bastante calor,
quase um ano depois do casamento, Laryssa e Marcela estavam chegando ao
apartamento vindo da praia. Laryssa entrou correndo no apartamento e foi direto
ao banheiro tomar um banho para retirar completamente a areia de seu corpo,
antes que, Marcela pudesse trancar a porta.
Assim
que Laryssa bateu a porta do banheiro, Marcela sentiu uma leve tontura e foi ao
chão. Ana e Stephany chegavam juntas a casa da jovem e haviam subido sem
avisar, pois o porteiro havia dito que ela e Laryssa haviam acabado de chegar também.
Logo quando passaram pelo elevador, as duas avistaram Marcela no chão e
correram para socorrê-la.
-
Marcela? – Ana falava desesperada dando leves tapinhas no rosto da nora.
-
Mãe, o que será que aconteceu com ela? – Stephany perguntou bastante
preocupada.
-
Tenho uma ligeira ideia do que pode ter acontecido. – Ana disse com um sorriso.
- O
quê?
-
Logo você saberá! Venha me ajudar a colocá-la aqui dentro.
Ana
e Stephany com bastante cuidado entraram com Marcela dentro do apartamento e
assim que entraram ouviram o barulho do chuveiro.
-
Vince? – Stephany gritou.
-
Filho? - Ana gritou.
Laryssa
passava um hidratante pós-praia nos cabelos, quando ouviu um barulho vindo da
sala. Ela enrolou-se em uma toalha, e depois vestiu um roupão e deste jeito
saiu do barulho para verificar o que estava acontecendo. Ao entrar na sala, se
deparou com Stephany e Ana deitando Marcela no sofá e abrindo a janela para que
pudesse entrar um ar.
- O
que aconteceu com ela? – Laryssa perguntou assustada assim que viu a amiga.
-
Não sei. Quando chegamos a vimos estendida no chão. – Stephany respondeu.
-
Filha, vá à farmácia e compre um teste de gravidez, mas compre um de cada
marca, por favor. – Ana falou entregando uma nota de cem reais a filha.
-
Acha que ela está grávida? – Stephany e Laryssa perguntaram ao mesmo tempo.
- É
o que iremos descobrir assim que ela acordar. Agora minha filha vá logo comprar
os testes.
-
Eu vou por uma roupa e já venho. – Laryssa falou escondendo a animação, de
talvez, ver a melhor amiga grávida.
Enquanto
Stephany correu até a farmácia mais próxima para comprar os testes, Laryssa foi
para o banheiro. Ela terminou de passar o produto nos cabelos e vestiu uma
roupa. Quando voltou para sala, Stephany ainda não havia voltado e Ana estava
com seu celular na mão tentando ligar para alguém.
-
Pra que você tem telefone em! – Ana gritou com o celular.
- A
senhora está falando com quem? – Laryssa perguntou confusa ao entrar na sala.
-
Ah minha querida com ninguém. Estava na verdade reclamando sozinha, pois o
lindo do meu amado filho está com a porcaria do telefone desligado. – Ana
respondeu com raiva olhando fixamente para o telefone.
-
Com certeza ele deve estar em uma reunião. – Laryssa respondeu. – Não é melhor
chamarmos uma ambulância? Ela ainda não acordou e estou começando a ficar um
pouco preocupada.
-
Eu também. – Ana respondeu.
Porém,
antes que pudesse ligar para o atendimento médico a campainha tocou. Laryssa e
Ana correram até a porta e a abriram com pressa. Com certeza só poderia ser
Stephany, pois Vincenzo tinha a chave do apartamento. Ela entrou no apartamento
correndo e entregou à mãe a sacola que trazia.
- Só havia está marca na farmácia e outra
farmácia estava a alguns minutos de distancia e eu fiquei preocupada e decidi
vim logo. – Stephany explicou devolvendo os cem reais a mãe. – Comprei com o
meu dinheiro. – falou.
-
Não tem problema. Do jeito que ela é vai acabar indo ao hospital e já
estávamos indo ligar para uma ambulância. – Ana falou.
-
Por que vocês vão ligar para uma ambulância? – uma voz ao fundo perguntou ainda
bastante sonolenta.
-
Marcela! – as três gritaram de alegria.
Marcela
estava apoiando um braço na parede e o outro em sua cabeça. Ela ainda parecia
bastante tonta. As três correram até ela e a sentaram no sofá novamente.
-
Como você se sente? – Laryssa perguntou sentando ao lado da melhor amiga.
-
Um pouco tonta, mas o que aconteceu?
-
Eu e minha mãe te encontramos, no chão e desacordada. – Stephany falou.
-
Tome. – Ana falou entregando o teste ainda dentro da sacola da farmácia para
Marcela.
- O
que é isso? – Marcela perguntou olhando para o pacote.
-
Um teste de gravidez. – Ana a respondeu.
-
Eu não estou grávida... – ela falou ainda meio zonza, mas já estava se
recompondo. – Não posso estar.
-
Não quer que nós quatro acreditemos que você e o Vince nunca fizeram nada né. –
Verônica falou passando pela porta. – O porteiro não estava lá embaixo quando
entrei no prédio e a porta de seu apartamento está aberta. E, aliás, eu sei
muito bem qual foi o dia da sua primeira vez com ele...
-
Sabe?! – Marcela perguntou assustada e incrédula.
- Claro
que sei! As mães sabem.
-
Isso é verdade! – Ana falou interrompendo Verônica.
-
Foi no dia que Laryssa foi para o hospital e Vincenzo e você chegaram juntos um
pouco mais tarde e se assustaram comigo e seu pai na sala. Seu pai queria ir
até o quarto, mas eu não o deixei e o levei para o nosso.
-
Mãe!
- O
que foi? Você acha que foi gerada como? Por milagre? E voltando ao assunto. –
ela disse se sentando ao lado da filha. – Pode ir até o banheiro e fazer este
teste.
-
Eu já disse que não estou grávida. – Marcela falou levantando-se do sofá
irritada.
-
Tem certeza? Porque você não usa o anticoncepcional por ele te deixar
estressada. Vocês podem ter feito sem camisinha.
-
Não... nós sempre usamos. – Marcela respondeu e então se lembrou do mês
anterior quando havia transado com Vincenzo sem preservativo. – Ah não...
- O
que foi cela? – Laryssa perguntou ironicamente com um sorriso no rosto.
-
Mês passado, nós estávamos deitados no quarto assistindo um filme, então
começamos a conversar, trocar alguns beijos e acabamos fazendo... Agora eu não
estou lembrando se usamos camisinha. Mas, foi só uma vez.
- É
cela, mas é em uma vez que se faz. – Laryssa falou.
-
De qualquer forma, vocês não são mais adolescentes, são casados e com o
casamento naturalmente vêm filhos. – Ana falou.
- O
meu irmão vai ficar bobo quando descobrir. Você já o viu, cela quando a Luciana
vai com o filho dela lá em casa em almoços de família. O Vince brinca com o Dudu
a tarde inteira.
-
Vá minha filha. Vá e faça o teste. – Verônica disse colocando na mão dela o
teste de gravidez.
-
Não este! Eu vou fazer o teste, mas com um médico e não esse aí. Na festa que
haverá daqui a três semanas eu digo o resultado do teste.
-
Ah não! Vai nos deixar curiosas? – Laryssa falou chateada.
-
Irei! E peço para que nenhuma das quatro comente o que aconteceu aqui com o
Vincenzo, eu quero fazer uma surpresa para ele.
As
quatro se olharam por alguns instantes e responderam:
-
Tudo bem!
No
dia seguinte, Marcela ligou para o médico e marcou uma consulta para a semana
seguinte e compareceu sem nenhum atraso. As três semanas, então, passaram e a
festa para comemorar o primeiro ano de casados de Vincenzo e Marcela chegou.
Todos estavam à espera de Marcela que avisara que iria se atrasar alguns
minutos, pois estava em um ensaio fotográfico para uma marca de roupas.
Verônica, Laryssa, Ana e Stephany estavam tensas a espera de Marcela que iria
revelar se estava ou não grávida. A festa de um ano de casados foi na realidade
uma pequena confraternização no apartamento do casal e somente as pessoas mais
intimas haviam sido convidadas.
Meia
hora depois, Marcela chegou ao prédio com bastante calma, subiu o elevador sem
pressa e entrou no apartamento com um largo sorriso no rosto. Logo que passou
pela porta todos a olharam com bastante atenção.
-
Marcela! – Verônica, Laryssa, Ana e Stephany falaram tensas.
-
Olá! É... muito obrigada pelo comparecimento de todos hoje. Eu estou bastante
feliz por tê-los aqui nesta data que é muito importante para mim e para meu
marido. Nosso amor nasceu como uma árvore, nós sabíamos que ele iria germinar
em algum momento e só ficamos a sua espera sempre regando-a. Eu não fui muito
gentil com ele assim que o conheci, porém, ele continuou a me cortejar como uma
princesa e aos poucos se tornou amigo e logo mais que isso.
Todos
olhavam para Marcela com bastante atenção e Vincenzo sorria para ela.
-
Como eu disse no início, nosso amor é como uma árvore forte e impossível de ser
colocada ao chão, e como toda boa árvore, ela dá frutos... – Marcela fez uma
pausa para tomar coragem com o que iria falar a seguir. – E... – seus olhos
encheram de lágrimas. –... e a gente, o nosso amor, também deu frutos, vince...
– ela colocou a mão na barriga e observou que algumas pessoas já haviam
descoberto o que ela estava tentando falar. –... eu estou grávida.
Vincenzo
entrou em choque com a notícia e sentou no sofá. Enquanto todos se levantaram
para parabenizá-la, Vincenzo continuou sentado, olhando-a surpreso. Ele não
sentia braços ou pernas, parecia uma estátua. O pai de Marcela se aproximou
dele e deu tapinhas em seu ombro e neste instante que ele percebeu que Vincenzo
estava em choque.
-
Marcela! – Richard falou.
Ela
o olhou com um sorriso, mas quando virou para Vincenzo se assustou:
-
Vince?! - Marcela falou, mas ele continuou parado. – Gente, pelo o amor de
Deus, eu acho que ele teve um troço.
-
Vincenzo! - Stephany gritou, porém ele continuou imóvel.
Em
desespero ela jogou o champanhe que estava em sua taça no rosto dele. Com susto
do líquido em seu rosto, Vincenzo despertou.
-
Ficou maluca?! – Vincenzo perguntou voltando do transe.
-
Ah maninho, você não acordava era isto ou um tapa. - Stephany o respondeu com
um sorriso irônico.
Pareceu
que Vincenzo não escutou o que a irmã o respondera e olhou para Marcela com um
largo sorriso no rosto.
-
Grávida? - Vincenzo a perguntou e ela que confirmou com a cabeça. Ele levantou
do sofá correu em direção a ela, a abraçou, a levantou no ar e a beijou com
bastante felicidade.
-
Você vai ser pai, vince! - Marcela falou chorando de felicidade.
-
Eu vou ser pai! - ele falou sorrindo.
Vincenzo
a rodopiou no ar e depois a devolveu para o chão, os convidados voltaram a
cumprimentá-los e a festa voltou a transcorrer naturalmente. Ele deixou os
convidados por um instante e foi até a sacada de seu apartamento, em poucos
minutos seu irmão Michael apareceu.
-
Pensei que você estivesse muito feliz com a notícia que sua esposa acaba de
anunciar. – Michael falou passando pela porta. Ele não havia mudado nada, mesmo
com os anos tendo se passado.
- E
estou... – Vincenzo falou olhando para o céu.
-
Só estou... estou...
-
Com medo? – o irmão perguntou colocando a mão em seu ombro e também olhando
para o céu. – Eu sei que essa seria uma conversa que você deveria ter com o
papai, mas como ele não está aqui eu me sinto no direito de tê-la com você. É
normal sentir medo, vince. Porém, eu não tenho dúvida que você será um ótimo
pai.
-
Mas, se eu decepcioná-la? – Vincenzo falou virando-se e olhando para Marcela
que sorria.
-
Não vai, pois você nunca a deixou na mão e não será agora que você deixará.
Olhe para a minha mulher e meu filho... – Michael falou apontando para Luciana
e para o menino que estava com ela. Ela também não havia mudado praticamente
nada, exceto, o cumprimento do cabelo que diminuíra um pouco. O menino que
estava com ela, tinha o mesmo tom de pele pardo que ela, os cabelos pretos
lisos e bem penteados. Ele tinha exatamente quatro anos. -... quando ela ficou
grávida eu também tive as mesmas dúvidas e infelizmente não tive o papai aqui
para me ajudar, porém, você tem a mim e eu sempre vou estar ao seu lado
irmãozinho. – Michael o respondeu e o abraçou.
■■■
Com
o passar do tempo, Marcela começou a visitar constantemente lojas com artigos
para bebês. Quando chegou o dia de realizar o ultrassom para descobrir o sexo
do bebê, Marcela fez questão de ir somente com Laryssa. As duas chegaram ao consultório na hora marcada e rapidamente foram atendidas pela
médica. Ela fez algumas perguntas pessoas e depois começou a realizar os
procedimentos do exame.
-
Olhe aqui é a cabecinha do bebê. – a médica falou apontando para o monitor onde
podia ver o contorno em cinza de um bebê.
- É
muito fofo... – Laryssa falou segurando o choro.
- O
bebê está perfeitinho. Têm bracinhos, mãozinhas, perninhas... Tudo em ordem. –
a médica disse com um sorriso. – Quer saber o sexo?
-
Sim. – Laryssa respondeu.
-
Desculpe, mas eu perguntei a mãe. – a médica falou.
-
Ah...
-
Quero sim, doutora. – Marcela respondeu rindo.
- É
um menino forte e saldável.
Após
o fim do exame, Marcela limpou a barriga que ainda continha o gel que a médica
havia usado para fazer o ultrassom e fez os procedimentos finais para terminar
a consulta. As duas saíram da clínica juntas e Laryssa retornou para o
apartamento de Marcela dirigindo. As duas chegaram ao prédio e assim que
passaram pela porta do apartamento encontraram os pais de Marcela e Vincenzo e
sua família.
-
Oi! – Marcela gritou surpresa.
-
Como o bebê está? – Verônica perguntou.
-
Está ótimo! – ela respondeu com um sorriso largo no rosto.
- E
qual o sexo? – Vincenzo perguntou bastante curioso.
- É
u... – Laryssa começou a falar.
-
Lally, não! Eu sei como contar. – Marcela falou então caminhou em direção ao
seu quarto.
Em
seu quarto e pegou um pacote que havia comprado alguns dias atrás. Ela voltou
para sala onde todos a olhavam bastante desconfiados e ansiosos para que ela
falasse o sexo. Ela ficou bem defronte ao Vincenzo e o entregou. Vincenzo olhou
para o pacote um pouco confuso, mas o abriu sem hesitar. Dentro havia uma
caixinha de papel branca e ao abri-la um macacão de bebê que parecia um pequeno
smoking com a imagem de uma gravata borboleta e uma rosa no bolso.
- É
um...? – Vincenzo tentou perguntar mais perdeu completamente a fala.
-
Sim, é um menino. – Marcela o respondeu com um sorriso.
Ele
correu até ela e a abraçou com força. Todos sorriram para o casal que estavam
muito radiantes.
■■■
O
dia em que chegou o fim da gestação de Marcela foi um sábado que começou em uma
madrugada atordoada. Vincenzo ainda estava acordado no escritório trabalhando
em papéis muito importantes para fechar negócios. Ela dormia levemente quando
foi acordada por uma cólica horrível. O rosto dela demonstrava que a dor estava
insuportável quando entrou no escritório com a mão embaixo da barriga.
-
Gatinha o que houve? – Vincenzo perguntou assustado.
-
Chegou... a... hora... – ela o respondeu em intervalos longos onde contraia o
rosto de dor.
-
Calma gatinha... Fica calma. – ele falou nervoso.
-
Eu estou calma, Vincenzo! – ela falou controlando a respiração. – Vai ao quarto
e pega a bolsa com as minhas coisas para que nós possamos ir ao hospital.
-
Tá-tá-tá... bom. – ele gaguejou.
Ele
correu até o quarto e abriu o guarda-roupa onde encontrou uma bolsa maternidade
branca com detalhes azuis. Ele pegou a bolsa e depois abriu outra gaveta onde
pegou a carteira com seus documentos e a carteira de Marcela com os documentos
dela. Ele voltou para a sala, onde a encontrou sentada no sofá com a respiração
ofegante.
-
Vamos. – ele falou estendendo a mão a ela.
Os
dois desceram até o estacionamento do prédio, entraram no carro e dirigiram com
calma até o hospital. Logo que chegaram, as enfermeiras a colocaram em uma
cadeira de rodas e a levaram para a sala de parto. Já Vincenzo ficou na recepção
preenchendo papéis. A enfermeira que entregou a papelada a ele ficou o
encarando enquanto ele terminava de preenchê-la.
-
Posso ver minha esposa? – ele perguntou assim que terminou.
-
Não. – ela o respondeu.
-
Como?! – ele perguntou confuso e irritado ao mesmo tempo.
- É
brincadeira! – ela falou rindo. – É claro que o senhor pode ver sua esposa.
Venha comigo.
A
enfermeira o levou até um armário onde havia diversas: roupas hospitalares
azuis, máscaras e tocas. A enfermeira deu a ele uma peça de cada item e o
mandou vestir. Os dois seguiram para a sala de parto, onde Marcela já se
encontrava deitada a espera que o tempo das contrações diminuísse mais e
houvesse mais dilatação.
Enquanto
esperavam a hora certa para iniciar o parto, Vincenzo ligou para: Verônica, Ana
e Laryssa avisando que eles estavam no hospital e Marcela logo daria a luz.
Poucos minutos se passaram, mas para os dois pareceu que foram horas, contudo,
finalmente chegou a hora do bebê nascer e Marcela foi levada para sala de parto
e Vincenzo a acompanhou. Ela foi colocada em uma cama e suas pernas foram
abertas. Ela segurou a mão de Vincenzo e começou a empurrar o bebê. O mesmo
nível de força que ela utilizava para empurrar o bebê era também o mesmo nível
de força em que ela apetava a mão de Vincenzo.
Logo,
pode-se se ouvir um choro e o médico apareceu com um menino lindo nos braços.
Ele havia acabado de nascer, mas já se parecia muito com o pai que sorria ao
vê-lo. A enfermeira o pegou e o enrolou em uma manta azul hospitalar.
-
Posso segurá-lo? – Vincenzo perguntou a enfermeira.
-
Não. – ela respondeu seriamente e quando o viu olha-la espantado ela riu. – É
brincadeira! É claro que você pode segura-lo. – ela disse com um sorriso.
Vincenzo
pegou o menino no colo e olhou para ele encantado.
-
Olha amor o nosso bebê. – ele falou olhando para Marcela.
Porém,
ela estava de olhos fechados e seu corpo estava imóvel. Todos na sala olharam
para ela assustados. A enfermeira retirou o bebê dos braços de Vincenzo e outro
enfermeiro o levou para fora da sala. Ele olhou assustado para porta que se
fechou em sua frente e ficou paralisado.
■■■
Laryssa
e Leandro enfim chegaram ao hospital, após 1hr que Vincenzo havia feito à
ligação avisando que Marcela estava em trabalho de parto. Logo que entraram no
hospital e conseguiram seguir até a sala de espera, eles encontraram Ana e
Veronica de mãos dadas, olhos fechados e murmuram algumas palavras.
Provavelmente as duas estavam orando. Já Richard estava ao lado de Vincenzo que
olhava para frente em um completo vazio, com o corpo rígido e sem nenhum
movimento.
-
Aconteceu algo com a Marcela? – Laryssa perguntou assustada ao entrar na sala.
-
Não sabemos. – Richard a respondeu. – Vincenzo está até agora estático e não
responde nenhuma de nossas perguntas.
Laryssa
se ajoelhou diante de Vincenzo e olhou nos olhos vazios dele. Ele estava a cada
segundo recordando a visão de Marcela aparentemente desacordada e imóvel.
-
Vince, o que aconteceu com a Cela? – Laryssa o perguntou.
Porém,
Vincenzo não a respondeu. Laryssa se levantou e abraçou Leandro aos prantos. O
médico chegou à sala com um sorriso enorme no rosto e assim que Vincenzo o viu
pulou do sofá e agarrou o colarinho da roupa dele.
-
Cadê a minha esposa? – ele perguntou com ódio na voz.
O
médico olhou para ele assustado e percebeu que havia ódio em suas palavras.
Todos olharam, para Vincenzo, bastante assustados.
-
Ela está no quarto com a criança e passa bem, ela somente desmaiou pelo excesso de força, fizemos exâmes e está tudo cem por cento okay... – o médico o respondeu ainda
assustado.
Vincenzo
o soltou e correu para o quarto. Ao entrar ele encontrou Marcela segurando o
bebê em seus braços e o amamentando. Ele chorou ao ver que o médico não havia
mentindo e os dois estavam realmente bem.
-
Amor o que foi?! – Marcela perguntou curiosa.
Ele
andou até ela e a beijou na testa e depois passou o polegar no rostinho do
bebê.
-
Nada. – respondeu. – Só estou feliz em vê-los, gatinha. – ele falou limpando as
lágrimas do rosto e lendo o nome “Enzo” que estava escrito na pulseira que o
bebê carregava no pulso.
Todos
chegaram ao quarto e sorriram com a cena que presenciaram.
■■■
Seis
meses após o nascimento de Enzo, chegou o dia do casamento de Laryssa e
Leandro. Ele havia feito o pedido no final de uma peça teatral onde ela estava
protagonizando. Ele foi até a coxia, bateu na porta do camarim dela, se ajoelhou
e retirou um lindo anel. O casamento dos dois não foi o mais tradicional do
mundo, mas nem de longe foi também o mais original. Eles se casaram na praia
durante um belo luau. Haviam escolhido uma ilha nos arredores da cidade e lá
fizeram o belo casamento. Laryssa usou um vestido branco até o joelho e Leandro
usou a parte de cima do terno com uma bermuda.
Marcela
usou um vestido azul claro até o joelho também e Vincenzo colocou uma bermuda
preta e uma camisa azul. Os dois levaram o pequeno Enzo que estava lindo com
uma blusa verde de manga comprida, mas com o tecido fino e uma bermuda jeans. Após
a troca dos votos matrimonias, Marcela e Vincenzo caminharam até os dois amigos
e os cumprimentaram com um grande abraço.
Depois
do casamento, Laryssa e Leandro viajaram para Nova York, pois os dois haviam
recebido propostas de trabalho. Durante o ano que ficaram lá, Laryssa ficou
grávida e deu a luz a um lindo menino que batizaram de Pedro.
■■■
-
Papai, papai! – o pequeno Enzo de agora com 1 ano e 6 meses entrou no quarto do
casal gritando. O menino era a exata cópia de Vincenzo. O mesmo tom de pele, o
mesmo rosado natural da boca, os cabelos pretos, o formato do rosto, porém o
nariz era o mesmo da Marcela e os olhos. – Papai, papai! – ele gritou novamente
quando viu que Vincenzo não estava no quarto.
- O
que foi meu amor? – Marcela perguntou pegando-o no colo.
-
Cadê papai? – ele perguntou.
-
Seu pai foi na rua buscar a tia Laryssa e o tio Leandro. – Marcela o respondeu.
Era
manhã do dia 31 de Dezembro, Laryssa e Leandro estavam voltando de Nova York
para, desta vez, ficar no Brasil. Uma hora depois, Vincenzo retornou com
Laryssa, Leandro e o pequeno Pedro que tinha apenas 11 meses. O pequeno Pedro
era muito parecido com a Laryssa, exceto, pelo cabelo e a cor da pele que era
de Leandro.
A
virada de ano para todos foi muito divertida. A família de cada um estava
presente. Quando os fogos começaram a surgir no céu, Vincenzo pegou Enzo no colo
e junto com a Marcela eles foram ver o belo show de luzes.
- O
que é isso? – Enzo perguntou apontando para os fogos.
-
São fogos de artifício, filho. – Vincenzo o respondeu.
- É
bonito.
Vincenzo
colocou Enzo na cama e depois voltou para a sacada onde abraçou Marcela e a
beijou.
-
Eu te amo, gatinha. Você foi o melhor esbarram da minha vida. – ele falou
olhando nos olhos.
-
Eu te amo, seu chato. Você foi o príncipe que eu sempre sonhei em conhecer. –
ela falou com um sorriso. E os dois se beijaram novamente.
Aquela
cena da sacada voltou a se repetir por mais vários anos à frente. Porém, Vincenzo
e Marcela não tiveram mais filhos, assim como, Laryssa e Leandro também. Os
dois vivem juntos e continuam se amando até hoje. O mesmo para Laryssa e
Leandro e nunca deixaram o amor ser apagar.
Anos
depois Enzo teve um filho e o batizou de Vincenzo em homenagem ao pai que agora
está de cabelos brancos. Pedro, o filho de Laryssa e Leandro, se casou com uma
garota que perdeu a mãe muito nova e em homenagem a ela, que também se chamava
Marcela, pôs o nome na filha de Marcela. Eu tenho absoluta certeza que já vi os
dois se beijando, mas essa é uma história para outra ocasião.
Ah!
Você com certeza devem estar se perguntando:
“Como você sabe tudo isso?”
Ora,
essa é uma pergunta muito fácil de ser respondida...
Eu
sou o Vincenzo!
Fim
Agradecimentos
Durante os dois meses e meio que “Do Que Vale Amar?” esteve no ar eu pensei em como iria escrever essa parte. Quem eu iria agradecer. E não há a quem em particular a agradecer. Eu tenho que agradecer a todos que acompanharam, curtiram, compartilharam, e comentaram essa história. Uma história que foi feita para vocês. Não se preocupem, ela irá continuar aqui no blog para sempre vocês possam lê-la. Obrigado a vocês pelo tempo gasto no blog. Desculpe se em algum momento eu ofendi algum de vocês com alguma parte da história. Mas afinal “Do Que Vale Amar?” essa foi à pergunta que eu me fiz durante esses meses e espero que assim como eu, vocês também tenham descoberto a resposta para essa pergunta. Porque vale muito a pena amar, o amor é um sentimento que quando verdadeiro, é completo, é único. Vale muito a pena se entregar a esse sentimento tão belo e puro. Talvez o amor seja traiçoeiro, seja injusto, mas é um sentimento muito belo. Obrigado a Deus por tudo. Quero pedir um último favor a vocês queria pedir que todos comentassem o que acharam da história, não deste capitulo, mas sobre a história inteira.
Meu Deus muito linda a historia genio to chorando ate agora amei amei de mais parabens amigo continue assim que Deus possate abençoar mais e mais te amo bjs
ResponderExcluirObrigado por acompanhar a história. Te amo também beijos.
ExcluirNossa... Sem palavras aqui... Esplendidamente maravilhosa historia!
ResponderExcluirAmei o que aconteceu com vince e cela... e lally e leandro... foi tão fofo... e sim erick recebeu o que precisava! E você como sempre está de parabéns! belíssima historia! Eu de fato irei sentir falta sabe... eu amava ir dormir lendo "Do que vale amar?" eu tinha sonhos fofos... rsrsrs mas o bom que eu vou poder voltar aqui no blog para reler tudo de novo u.U rsrsr
Obrigado por acompanhar a história até aqui e tadinho do Erick
ExcluirHistória linda, perfeita, amei! Tinha tudo o que precisava, todos os pingos nos ís rs'
ResponderExcluirVince & Cela, casal perfeito, mais só acho q 8 anos foi mtaaaa espera...
"- Vince?! - Marcela disse, mas ele continuou parado. - Gente pelo o amor de Deus, acho que ele teve um troço.
- Vincenzo! - Stephany gritou, mas Vincenzo continua sem responder então ela jogou o refrigerante que estava em seu copo no rosto dele.
Vincenzo como susto da água em seu rosto despertou. - Ficou maluca?!
- Ah maninho você não acordava era isso ou um tapa. - Stephany o respondeu."
A - MEI essa parte, como digo sempre, bem minha cara...
Biel, siga sempre em frente com suas histórias pq vc já é e sempre será um escritor explêndido! Ahhh e quero livros heein! Nhaac!
Um beijo da sua priminha e irmã chata!
Obrigado por acompanhar a história até aqui e é claro que ela parece com você, ela foi indpirada em você.
ExcluirÓtima historia, muito bom mesmo! ;)
ResponderExcluirParabens, apesar de alguns erros de digitaçao o contexto foi perfeito. Como eu sou uma leitora super chata eu tinha que dizer isso, tiveram partes que eu nao gostei, mas enfim seeeempre tem!
Mas espero que vc continue escrevendo, vc tem uma boa cabeça para criar historias. Vc vai me achar uma chata por ter criticado, mas nao vi ninguem falar qualquer coisa sobre isso e acretido que td escritor precisa de algumas só pra estimular ele a melhorar cada vez mais! :P
Bj bj, Gabi!
Yasmim Cordovil
P.s.: Estou a espera da historia do casal que se apaixona pela internet run ' eu vou cobrar, pensa com carinho sobre isso :D
Obrigado por acompanhar a história até o fim. Desculpe pelos erros , mas às vezes eles nem são meus, o próprio corretor ortográfico do Word modifica algumas coisas. Contudo vou passar a reler o texto mais vezes antes de entrega-lo a vocês. Estou sempre aberto a criticas e sempre que você quiser esteja ciente que pode criticar, só peço que as criticas tenham fundamento. Com relação as partes que você não gostou, eu não tenho o que dizer. Jesus não agradou a todos, então quem sou eu para agradar, só saiba que toda a história foi pensada com todo cuidado para agrada-los. Fico triste que nem todas as partes tenham agradado-a. Em relação a história do casal ela já está na lista de projetos, não se preocupe. Obrigado por acompanhar "Do Que Vale Amar?" até aqui e não perca sexta-feira a estreia de "Teens: A Verdade Sobre A Adolescência." a partir das 19h.
ExcluirCom certeza ;)
ExcluirE eu vou acompanhar com certeza, adoro suas historias (apesar de so ter lido uma ate agora xD), vou esperar viu?
Arigatou gosaimassu!! Vou esperar a historia muito anciosa :D