Do Que Vale Amar?

Capítulo Vinte: Resoluções   



O policial levou Erick até o carro, o colocou no banco traseiro, bateu a porta com força, entrou  e começou a dirigir. No caminho, Erick ficou em silêncio, mas por dentro grunhia de ódio. Depois de alguns minutos, eles chegaram à delegacia. Ele foi levado imediatamente até a sala do delegado.
O policial entrou com Erick no escritório e o sentou na cadeira.
- Então você é o famoso Erick? - o delegado ironizou.
- Em carne e osso. - Erick o respondeu sorrindo.
- Não gosto de você garoto. - o delegado disse o encarando. - Tentativa de homicídio contra o Sr. Almeida, mandante na tentativa de homicídio contra o Sr. Giangarelli, agressão a Srta. Drummond e homicídio do próprio filho que ainda nem havia nascido. - completou.
- A criança morreu? - Erick perguntou com um pesar na voz.
- Sim, a criança morreu e você a matou. Os socos que você deu na barriga da Srta. Drummond provocou um aborto, além disso, você poderia ter matando-a também.
O rosto de Erick mudou com o que ele acabara de ouvir, a alegria que era visível deu lugar ao pesar e ao remorso. Ele não sentia amor pela criança, mas também não desejava que ela morresse. Erick agora sentia lamento, remorso, culpa e dor. Mesmo que não gostasse da criança, ela tinha o seu sangue.
O delegado no mesmo instante percebeu o que Erick sentia, então: ele levantou, pegou um copo d'água e bebeu.
- É uma pena terrível você ser menor de idade, eu estava louco para colocá-lo em uma sela com dois negões de 2m de altura. - o delegado riu e Erick engoliu seco. - Mas, infelizmente você é menor e por tanto vai ser levado a um reformatório. Quando você estava no caminho pra cá, eu liguei para os seus pais que não se importaram nenhum pouco com o fato do filho ser levado ao reformatório. Seu pai disse até que concordava com as punições mais severas que tivessem. - o delegado olhou para o outro policial que ainda estava na sala e falou. - Podem levá-lo.
- Não! - Erick gritou.
Contudo, o policial o segurou pelo braço, o algemou e o levou embora. Do seu escritório o delegado ainda ouvia os gritos de Erick. Era só o começo de uma longa noite para ele.
Erick foi levado até o reformatório. Eles chegaram ao local que de longe era o lugar mais triste do mundo, pois tinha muros altíssimos com cercas elétricas no topo e alguns pavilhões onde ficavam: as selas, os banheiros, o imenso refeitório e a sala de recreação. Erick foi levado até uma sala onde os oficiais o despiram, rasparam os cabelos dele e tatearam todo o corpo. Ele recebeu o uniforme e foi levado até a sela onde ficaria com mais 10 garotos. O policial o jogou na sela e depois a trancou.
Os outros detentos ficavam olhando para ele com curiosidade.  Até que o mais velho se aproximou. Ele deveria ter 1, 90m de altura, cabelos raspados, ele era forte tinha um dos melhores tipos físicos e a pele era morena.
- O que você fez para parar aqui? - o detento perguntou.
- Não é da sua conta. - Erick o respondeu.
O detento riu.
- Tudo aqui é da minha conta. - ele disse erguendo os braços. - Você está na minha sela e deve obedecer as minhas ordens.
- E se eu não obedecer?
- Se você não obedecer vai ser severamente castigado.
- Ouse então. - Erick retrucou e depois cuspiu no rosto do detento.
O detento olhou para outros dois. - Vocês sabem o que fazer.
Os dois outros detentos aproximaram-se de Erick, abaixaram as calças e o ergueram no ar afastando uma perna da outra. O detento líder abaixou as próprias calças e começou a abusar sexualmente de Erick naquele momento. Ele tentava gritar, a dor que sentia no ânus era enorme, mas o detento colocou a mão em sua boca e continuo a penetrá-lo. Uns vinte minutos depois, ele retirou o pênis do ânus de Erick e vestiu a calça novamente. Os outros dois detentos o jogaram no chão. O detento líder se aproximou de Erick e o esbofeteou.
- Vamos ver, se agora você não obedece. - disse o detento segurando o pescoço de Erick. - Podem fazer o que quiser com a nova putinha. - o detento completou falando para os outros presos.

■■■

Enquanto Erick era levado para o reformatório, o delegado foi até o hospital visitar Laryssa e entregar as boas notícias. Depois de uns vinte minutos de viagem da delegacia até o hospital, o delegado finalmente chegou. Ele foi até a recepção pegou o crachá de visitante e foi até o andar onde estava Laryssa - ele trazia flores -, entrou no quarto onde ainda estavam: Marcela, Vincenzo, Ester e Leandro.
- Olá! - ele falou entrando no quarto.
- Olá! - todos o responderam.
- Eu vim ver como você está... E também lhe trouxe essas flores, eu sinto muito pela perda do bebê. - ele falou colocando as flores na mesinha ao lado da cama.
- Obrigada! - Laryssa falou olhando para as flores.
O delegado respirou fundo e continuou. - Eu vim também avisá-los que o Erick já foi detido e neste momento deve estar a caminho de um reformatório.
- Reformatório? - Vincenzo perguntou.
- Sim Sr. Giangarelli, Erick foi levado para um reformatório. Os atos que ele cometeu foram graves demais e ele não é maior de idade para ser levado a um presídio.
- Entendo. - Vincenzo falou um pouco decepcionado, sua real vontade era de ver Erick atrás das grades. 
- Bem... De qualquer forma, eu só vim até aqui para ver como você estava e saber como tudo isso aconteceu? - o delegado falou olhando para Laryssa.
Ela respirou fundo e começou a falar:
 - Eu estava dormindo quando ouvi a campainha tocar, havia tido alguns enjoos à tarde e decidi descansar... - ela respirou novamente. - Quando ouvi a campainha tocar, desci para ver quem era... abri a porta e o vi... Ele entrou, começamos a discutir e ele a me agredir... - ela chorava. - Trocamos ofensas e... e... e quando eu disse que tinha pena da criança ter o sangue dele ele me... - ela não aguentou terminar.
- Foi nesse momento que a encontramos. - Marcela falou ao delegado. - Ele socava com muita força a barriga dela.
- Desta parte eu já sabia. De toda forma, você ainda terá que ir à delegacia depor, eu já vou. - ele falou. - Melhoras! - desejou a ela com um sorriso.
O delegado foi até a Laryssa, passou a mão em sua testa e virou-se para sair quando foi interrompido por Marcela.
- Senhor Delegado? - ela perguntou.
- Sim?
- O senhor está de carro?
- Estou por quê?
- O senhor poderia nos dar uma carona? - ela perguntou entusiasmada.
- Claro, venham.
Marcela sorriu de felicidade em saber que não precisaria pegar ônibus. Qualquer veículo era bom para ela - ela ainda não havia também usado: o trem e o metrô -. Marcela foi até a amiga,   beijou-a na testa e se despediu. Vincenzo depois fez o mesmo. Os dois então seguiram o delegado até seu carro.
Ele não estava dirigindo uma viatura. O carro que estava com ele era um Hyundai Tucson GL 2.0 16V. Os dois foram sentados no banco traseiro do carro e por incrível que pareça, ou talvez não, os três conversaram durante o trajeto, mas logo eles chegaram ao prédio de Marcela, o casal desceu e o policial seguiu seu caminho.
- Você vai subir? - Marcela perguntou se aproximando dele.
- Quer que eu suba? - ele perguntou puxando-a para junto dele.
- Quero. - ela respondeu mordendo o lábio.
Vincenzo a beijou e logo depois os dois entraram correndo no prédio, pegaram o elevador e digitaram o numero do andar. Assim que a porta se fechou: Vincenzo a jogou na parede e começou a beija-la novamente; ele pôs a mão na coxa dela e levantou até a altura da cintura. Marcela estava usando um short curto, o que possibilitava que Vincenzo passasse a mão por toda sua coxa. Quando chegaram ao andar, saíram abraçados: Vincenzo a abraçava pelas costas e a beijava no pescoço.
Os dois entraram no apartamento deste jeito. Quando chegaram à sala, se depararam com os pais de Marcela sentados abraçados no sofá vendo televisão.
- Ainda acordados? - Marcela perguntou assustada quando os viu.
- Claro! Estávamos preocupados com vocês. - Verônica respondeu. - Como ela está?
- Bem... - Marcela fez uma pausa. - Mas, perdeu o bebê.
Verônica procurou palavras para falar, mas não encontrou nenhuma.
- Como vocês ficaram sabendo? - Vincenzo perguntou.
- Ah! Todos no prédio já sabem. - Richard o respondeu e depois riu.
- Vou preparar algo para vocês comerem. - Verônica falou levantando do sofá.
Os dois sentaram  no outro sofá e ficaram acompanhando o filme que passava na televisão. Após alguns minutos, ela voltou avisando que já estava tudo pronto, os dois foram para cozinha comer. Ela havia preparado sanduíches, suco e frutas para que os dois comessem.  Eles comeram e enquanto comiam trocavam: alguns olhares e risadas. Depois subiram para o quarto.
Assim que chegaram ao quarto, Marcela o jogou na cama, trancou a porta e depois foi até a cama e começou a beijá-lo.  Os dois se beijavam, Vincenzo a empurrou na cama e ficou por cima dela. Ela tirou a camisa dele e começou a beijar o pescoço dele. Enquanto ele passava a mão pela bunda dela e a apertava. Ele segurou o cabelo dela e voltou a beija-la. Desceu para o pescoço e dava leves chupões. Tirou a camisa dela e depois o sutiã. Começou a beijar o corpo dela e a descer beijando e chupando todo o corpo dela. Quando chegou à borda do short ela ameaçou a retirá-lo.
- Não, deixe que eu retire. - ele falou pouco ofegante.
Vincenzo retirou o short com pressa e depois retirou a calcinha dela com a boca, mas a calcinha, ele retirou sem pressa, com calma e olhava-a nos olhos. Depois voltou a subir, beijando cada parte do corpo dela.
Marcela retirou o short dele e depois a cueca. Beijou também cada parte de seu corpo e logo depois  o vestiu a camisinha, que havia dentro da carteira dele. Vincenzo a deitou na cama e com calma começou a penetrá-la. A expressão de dor no rosto dela era visível, mas com o tempo essa dor deu lugar ao prazer.  Depois que transaram, os dois tomaram um belo banho juntos e  dormiram agarrados.

■■■

Na manhã seguinte, Laryssa acordou bem cedo. A notícia de que já iria poder sair do hospital, a alegrou um pouco. Leandro não havia saído do lado dela à noite inteira. Quando o relógio marcou 10h, os dois saíram juntos do hospital.  A mãe de Laryssa a esperava na porta. Eles entraram no carro e seguiram viajem. No apartamento Laryssa, Marcela chamou alguns amigos que estavam aguardando-a chegar.
Depois de alguns minutos eles chegaram ao apartamento e assim que Laryssa abriu a porta todos gritaram “surpresa”.
- O que é isso? - Laryssa perguntou animada.
- Uma pequena festa pra te receber de volta. - Marcela respondeu abraçando-a. - Te amo lally!
- Eu também te amo cela.
Todos passaram o dia juntos e quando o relógio marcou 14h, eles foram embora e Laryssa ficou só com a amiga. Ela levou Leandro até porta do prédio.
- Até. - ela falou beijando na bochecha.
Leandro a puxou para perto dele e a beijou. - Amanhã eu passo aqui às 19h se arrume vou levá-la para sair. - ele disse a ela e a beijou novamente.
- Tudo bem. - ela respondeu sorrindo.
Eles se beijaram novamente, então Leandro foi embora e Laryssa subiu sorridente.
- Que sorriso é esse, viu o passarinho verde? - Marcela perguntou rindo.
- Leo disse que amanhã vem aqui e vai me levar para sair.
- Que ótimo! - Marcela disse sorrindo.
- E você e o Vince, como estão?
Marcela sorriu e depois sussurrou. - Nós transamos.
Laryssa ficou de boca aberta. - Não acredito! Como foi?
- Eu nem sei o que aconteceu direito quando eu fui perceber, nós já estávamos tomando banho juntos.
- E ele é gostoso amiga?
- Muito e tem uma pegada que me enlouqueceu. - Marcela falou rindo.
As duas continuaram a conversa por toda à tarde, quando a madrugada começou a dar sinais de vida, Marcela foi para casa descansar.

■■■

Eles haviam perdido praticamente dois dias de aula e na manhã seguinte tiveram que acordar muito cedo para ir à escola. Quando Marcela chegou à escola, se assustou ao ver que Vincenzo já havia chegado. Ele se aproximou dela e a beijou. Os dois ficaram do outro lado da rua encostados a uma árvore, conversando e trocando carinho. Alguns minutos depois Laryssa chegou.
- Ah, vocês podem parar com essa palhaçada.  Não estou nem um pouco a fim de segurar vela. - Laryssa falou afastando um do outro.
Os dois riram e depois de alguns minutos entraram na escola. As aulas transcorreram de forma normal. Durante a aula Vincenzo e Marcela trocavam olhares que eram censurados por Laryssa. Após a aula cada um foi para sua casa.
Marcela passou a tarde com Laryssa a ajudando a escolher a roupa que iria usar no encontro com Leandro. Depois de vestir dezenas de roupas ela enfim escolheu. Leandro foi pontual e às 19h em ponto apareceu para buscá-la.
- Aonde vamos?  - Laryssa perguntou entusiasmada.
- Surpresa. - ele respondeu com um sorriso.
Laryssa entrou no táxi junto com Leandro e os dois partiram. Leandro a levou para um restaurante.
- Nossa que bela surpresa. - Laryssa falou admirada com o local.
- Uma mesa para dois. - Leandro falou ao maitre.
- Me acompanhem, por favor.
Os dois o acompanharam até uma mesa que estava muito bela. Depois um garçom se aproximou e os dois fizeram o pedido. Passaram a noite conversando, enfim Leandro pediu Laryssa oficialmente em namoro. Depois do maravilhoso jantar, Leandro a levou até a porta de seu prédio.
- Até. - ele falou beijando-a.
- Entra. - Laryssa disse puxando para dentro do prédio.
- Lally, melhor não.
- Vem. - Laryssa falou o arrastando.
Eles subiram e foram para o quarto de Laryssa. Ela trancou a porta para certificar-se que a mãe não iria atrapalhar. Assim que ela virou a chave no trinco, um calor ascendeu em Leandro e ele a pegou e a jogou na cama. Tirou a blusa, e a calça ficando somente de cueca, depois começou a beija-la. Ele a beijava com vontade e força retirou o vestido que ela usava tão rápido que nem ela mesma percebeu.
Laryssa o virou na cama e começou a beijar cada centímetro do corpo dele. O beijava e o chupava por inteiro. Passava a mão pela barriga dele e ia cada vez mais descendo. Os dois se beijavam. Ele começou a chupar o pescoço dela, desceu para os seios, depois para a barriga e continuou a descer.  Ele vestiu a camisinha que guardava na carteira e então começou a penetrá-la. Ele era um pouco bruto e forte, mas Laryssa não se importava com isso. Ela gostava do jeito dele. Depois da noite de amor os dois dormiram juntos.

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Na segunda-feira seguinte, as aulas no estúdio retomaram. Nada mais impedia Laryssa de voltar a frequentar as aulas. Leandro já se sentia bem e também pode voltar a frequentar as aulas. Todos naquele dia chegaram muito cedo. Eles estavam ansiosos para o início das aulas.
- Meus lindinhos, que saudades de vocês. - Luciana falou entrando na sala.
- Oi luh! - todos falaram para ela juntos.
- Estou muito feliz hoje! - Luciana falou sorridente. - Thayza e Leandro são os alunos mais velhos da turma e ambos já terminaram o ensino médio...
- E o que tem isso? - Thayza perguntou assustada interrompendo-a.
- Os dois ganharam uma bolsa na faculdade Julliard para dança. - Luciana falou entregando os papeis.
Leandro e Thayza congelaram com a notícia.
- Vocês estão dispensados das minhas aulas, não precisam assisti-las, mas irei sentir saudades. - Luciana falou, os levou até a porta e os colocou fora da sala. - Tchauzinho. - ela virou-se para a turma e continuou. - Bom, como perdemos dois alunos, Marcela e Pietro vão formar o par agora.
A aula começou e transcorreu bem, no final da aula Laryssa e Marcela encontraram Leandro ainda pálido sentado em uma mesa na cantina.
- O que houve? Eu pensei que você tivesse ficado feliz é o sonho de muitos, estudar na Julliard. - Marcela falou.
- Eu só não pensei que fosse conseguir chegar lá... Quando eu fiz a audição eu estava nervoso, pensei que não tivesse me saído bem. - ele a respondeu.
- Então você não deve ficar assim, deveria estar feliz. - Laryssa falou para ele.
- Lally, Julliard fica em Nova York, se eu for significa que irei abandonar você...
Desta vez foi Laryssa que congelou com a notícia. Ela havia acabado de conseguir ser feliz e logo perderia isso? Mas, ela não poderia ser egoísta, não poderia privá-lo dessa oportunidade única.
- Então vá!
- Lally! - ele falou assustado. 
- Vá Leandro, é uma oportunidade que talvez não se repita. Você deve ir...
- Mas e nós?
- Não existe mais o nós... acabou...  - Laryssa levantou da cadeira e foi embora.
- Laryssa! - Leandro gritou correndo atrás dela.
- Chega... acabou. - Laryssa deu as costas e foi embora com muita dor no peito.
Leandro e Marcela não entenderam o que havia acontecido, eles estavam confusos. Laryssa havia terminado um namoro que mal tinha começado. Marcela se recuperou e foi atrás da amiga, mas Laryssa não estava mais por perto. Marcela chegou a seu prédio e perguntou ao porteiro se ele havia visto Laryssa. O homem a informou que Laryssa havia acabado de subir. Marcela pegou o elevador e correu para o apartamento da amiga. Lá ela encontrou a amiga jogada na cama aos prantos, ela se aproximou da amiga e começou a acariciá-la enquanto ela chorava.
- Lally, o que aconteceu pra você terminar com ele assim? - Marcela perguntou.
- Desse jeito não a nada que o impeça de ir.
- Mas ele não quer ir, ele quer ficar com você.
- Ele quer ir sim, se não quisesse não teria feito o teste.
- Mas, faz tempo que ele fez esse teste.
- Eu não posso cela, não posso ficar com ele, me sentindo que fui culpada de privá-lo de um sonho.
Marcela abraçou a amiga e as duas passaram a tarde juntas. A pior tarde de todas para Laryssa, exceto talvez, a tarde em que perdeu o bebê.

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Setembro se aproximava e o dia de Leandro embarcar para Nova York também chegou. Marcela foi com Leandro até o aeroporto se despedir do amigo.
- Ela não vem mesmo? - Leandro perguntou a Marcela.
- Não... Ela está muito triste com a sua partida. Ela não quer que você vá Leh, mas ela não quer te privar dessa oportunidade. 
“Passageiros do voo  93674 com destino a Nova York digiram-se ao portão de embarque 3”
- Esta na sua hora. - Marcela disse abraçando-o. - Sentirei sua falta.
- Eu também vou sentir sua falta. - Leandro falou retribuindo o abraço.
- Não se esqueça de entrar sempre na internet, de ligar, carta, sinal de fumaça qualquer coisa. - ela falou chorando.
- Não vou me esquecer.
- Faça uma boa viagem, Leandro. - Verônica falou o abraçando.
- Obrigado.
- Faça uma boa viagem. - Vincenzo falou para Leandro apertando a mão dele.
Leandro embarcou no avião e então foi embora.

■■■

Todos voltaram para casa. Vincenzo havia planejado um belo piquenique na Quinta da Boa Vista para ele e para Marcela.  Assim que chegaram do aeroporto pegaram a cesta e foram para o parque. Quando chegaram lá forraram, no pé de uma árvore, a toalha e deitaram.
- Te amo, sabia? - Vincenzo falou para Marcela.
- Também te amo. Quando vocês viajam?
- O aviso prévio do meu pai termina semana que vem, mas já deve estar próximo. - ele respondeu e a beijou. - Não vamos pensar nisso hoje o dia é nosso.
- Tudo bem.
Os dois passaram a tarde juntos, comeram e depois foram para casa.
Vincenzo chegou a casa às 19h, seus pais estavam sentados no sofá assistindo televisão, as caixas que estavam com varias coisas já embaladas haviam sumido.  
- O que está acontecendo aqui? - Vincenzo perguntou assustado.
Ana se aproximou do filho com um sorriso e o abraçou.
- O que foi gente? - Vincenzo perguntou assustado. 
- Não vamos mais para Itália! - Stephany gritou.
- O quê?
- Não vamos mais para a Itália, filho. - Lorenzo falou para ele. - A firma que me contratou na Itália precisa de um representante aqui no Brasil, não vou trabalhar mais como piloto, mas vou ganhar mais.
- É serio?
- Sim é serio.
Vincenzo correu e o abraçou, depois pegou o telefone e ligou para Luciana.

Vincenzo: Luh?
Luciana: Oi.
Vincenzo: Sabe aquilo que nós estávamos planejando?
Luciana: O que tem?
Vincenzo: Tem como fazer isso essa noite?
Luciana: Claro que tem.
Vincenzo: Então a leve para lá que já estou a caminho.
Luciana: Ok.

■■■

Marcela estava vendo televisão quando ouvir a campainha tocar, levantou e abriu a porta. Lá estava Luciana sorridente como sempre.
- Luh o que houve? - Marcela perguntou.
- Venha comigo! - Luciana respondeu.
- Mas o que aconteceu.
- O Vince... Rápido venha...
- Espera só eu me trocar.
- Ok, mas rápido.
Marcela correu, foi até o quarto e trocou de roupa o mais rápido que pode colocando um vestido e logo depois saiu com Luciana. Durante o caminho, Marcela perguntava o que tinha acontecido, mas Luciana não respondia só dirigia. Quando finalmente parou o carro eles estavam enfrente ao teatro onde Marcela não conseguiu se apresentar, por causa do desmaio de Laryssa.
- Venha entre. - Luciana falou.
Marcela não respondeu nada e entrou em silêncio no teatro. Luciana levou Marcela até a sala onde seria a apresentação dela.
- O que estamos fazendo aqui dentro? - Marcela perguntou.
- Meu amigo é dono do local lembra?
- Sim. Mas, o que isso tem haver?
-  Então... - Luciana falou. - Ele me cedeu à sala aonde você iria se apresentar.
- Para quê?
Antes que Luciana respondesse um holofote se ascendeu e então Marcela viu Vincenzo em pé  no palco vestindo uma calça preta, e uma blusa-de-manga-cumprida branca e um pouco folgada.
- O que você está fazendo ai? - Marcela o perguntou.
- Gatinha, depois daquele dia você não pode dançar eu comecei a ter aulas com a Luh só para aprender a coreografia que você ia dançar...
- Mas para que? - Marcela perguntou interrompendo-o. 
- Para poder dançar com você. - ele a respondeu, desceu do palco, pegou-a e a levou para o palco.  - Pronta?
- Pronta! - ela respondeu sorrindo.
A música do nada começou a tocar e os dois começaram a dançar. Dançaram lindamente bem. Cada paço, cada gesto estava perfeito. Depois que terminaram Vincenzo a beijou.
- Por que me trouxe aqui? - Marcela perguntou.
- Eu pensava em fazer isso contigo um dia antes de ir para a Itália, mas meu pai não mais para Itália. - ele a respondeu sorrindo.
- O quê?
- Eu nunca mais vou deixar você, nunca mais ninguém vai tentar nos separar.
- Mas, como seu pai não vai mais para Itália?
- A empresa precisa de um representante aqui no Brasil... - ele sorriu. - Então nomearam o meu pai, ele vai ganhar mais e não precisa se mudar.
Os dois se beijaram,  beijo mais apaixonado de ambos, o beijo que poderia durar para sempre, pois agora eles tinham o sempre. 
- Eu te amo Marcela.
- Eu também te amo Vincenzo. 

Comentários

  1. Bem feito o que aconteceu com o Erick.....
    E o Leandro e a llaly o que vai acontecer com eles? :(
    anwwtttt e o vince não vai mas precisar ir para a Itália ^-^

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  2. Uhuuuuulll! A - do - rei!
    - Não vamos mais para Itália! - Stephany gritou.
    Bem Minha cara!!!! Kkkkkkk

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