Do Que Vale Amar?
Capítulo Vinte: Resoluções
O policial levou Erick até o carro, o
colocou no banco traseiro, bateu a porta com força, entrou e começou a
dirigir. No caminho, Erick ficou em silêncio, mas por dentro grunhia de ódio.
Depois de alguns minutos, eles chegaram à delegacia. Ele foi levado imediatamente
até a sala do delegado.
Os outros detentos ficavam olhando para
ele com curiosidade. Até que o mais velho se aproximou. Ele deveria ter
1, 90m de altura, cabelos raspados, ele era forte tinha um dos melhores tipos
físicos e a pele era morena.
Os dois entraram no apartamento deste
jeito. Quando chegaram à sala, se depararam com os pais de Marcela sentados
abraçados no sofá vendo televisão.
O policial entrou com Erick no escritório
e o sentou na cadeira.
- Então você é o famoso Erick? - o
delegado ironizou.
- Em carne e osso. - Erick o respondeu
sorrindo.
- Não gosto de você garoto. - o delegado
disse o encarando. - Tentativa de homicídio contra o Sr. Almeida, mandante na
tentativa de homicídio contra o Sr. Giangarelli, agressão a Srta. Drummond e
homicídio do próprio filho que ainda nem havia nascido. - completou.
- A criança morreu? - Erick perguntou com
um pesar na voz.
- Sim, a criança morreu e você a matou. Os
socos que você deu na barriga da Srta. Drummond provocou um aborto, além disso,
você poderia ter matando-a também.
O rosto de Erick mudou com o que ele
acabara de ouvir, a alegria que era visível deu lugar ao pesar e ao remorso.
Ele não sentia amor pela criança, mas também não desejava que ela morresse.
Erick agora sentia lamento, remorso, culpa e dor. Mesmo que não gostasse da
criança, ela tinha o seu sangue.
O delegado no mesmo instante percebeu o
que Erick sentia, então: ele levantou, pegou um copo d'água e bebeu.
- É uma pena terrível você ser menor de
idade, eu estava louco para colocá-lo em uma sela com dois negões de 2m de
altura. - o delegado riu e Erick engoliu seco. - Mas, infelizmente você é menor
e por tanto vai ser levado a um reformatório. Quando você estava no caminho pra
cá, eu liguei para os seus pais que não se importaram nenhum pouco com o fato
do filho ser levado ao reformatório. Seu pai disse até que concordava com as
punições mais severas que tivessem. - o delegado olhou para o outro policial
que ainda estava na sala e falou. - Podem levá-lo.
- Não! - Erick gritou.
Contudo, o policial o segurou pelo braço,
o algemou e o levou embora. Do seu escritório o delegado ainda ouvia os gritos
de Erick. Era só o começo de uma longa noite para ele.
Erick foi levado até o reformatório. Eles
chegaram ao local que de longe era o lugar mais triste do mundo, pois tinha
muros altíssimos com cercas elétricas no topo e alguns pavilhões onde ficavam:
as selas, os banheiros, o imenso refeitório e a sala de recreação. Erick
foi levado até uma sala onde os oficiais o despiram, rasparam os cabelos dele e
tatearam todo o corpo. Ele recebeu o uniforme e foi levado até a sela onde
ficaria com mais 10 garotos. O policial o jogou na sela e depois a trancou.
- O que você fez para parar aqui? - o
detento perguntou.
- Não é da sua conta. - Erick o respondeu.
O detento riu.
- Tudo aqui é da minha conta. - ele disse
erguendo os braços. - Você está na minha sela e deve obedecer as minhas ordens.
- E se eu não obedecer?
- Se você não obedecer vai ser severamente
castigado.
- Ouse então. - Erick retrucou e depois
cuspiu no rosto do detento.
O detento olhou para outros dois. - Vocês
sabem o que fazer.
Os dois outros detentos aproximaram-se de
Erick, abaixaram as calças e o ergueram no ar afastando uma perna da outra. O
detento líder abaixou as próprias calças e começou a abusar sexualmente de
Erick naquele momento. Ele tentava gritar, a dor que sentia no ânus era enorme,
mas o detento colocou a mão em sua boca e continuo a penetrá-lo. Uns vinte
minutos depois, ele retirou o pênis do ânus de Erick e vestiu a calça
novamente. Os outros dois detentos o jogaram no chão. O detento líder se
aproximou de Erick e o esbofeteou.
- Vamos ver, se agora você não obedece. -
disse o detento segurando o pescoço de Erick. - Podem fazer o que quiser com a
nova putinha. - o detento
completou falando para os outros presos.
■■■
Enquanto Erick era levado para o
reformatório, o delegado foi até o hospital visitar Laryssa e entregar as boas
notícias. Depois de uns vinte minutos de viagem da delegacia até o hospital, o
delegado finalmente chegou. Ele foi até a recepção pegou o crachá de visitante
e foi até o andar onde estava Laryssa - ele trazia flores -, entrou no quarto
onde ainda estavam: Marcela, Vincenzo, Ester e Leandro.
- Olá! - ele falou entrando no quarto.
- Olá! - todos o responderam.
- Eu vim ver como você está... E também
lhe trouxe essas flores, eu sinto muito pela perda do bebê. - ele falou
colocando as flores na mesinha ao lado da cama.
- Obrigada! - Laryssa falou olhando para
as flores.
O delegado respirou fundo e continuou. -
Eu vim também avisá-los que o Erick já foi detido e neste momento deve estar a
caminho de um reformatório.
- Reformatório? - Vincenzo perguntou.
- Sim Sr. Giangarelli, Erick foi levado
para um reformatório. Os atos que ele cometeu foram graves demais e ele não é
maior de idade para ser levado a um presídio.
- Entendo. - Vincenzo falou um pouco
decepcionado, sua real vontade era de ver Erick atrás das grades.
- Bem... De qualquer forma, eu só vim até
aqui para ver como você estava e saber como tudo isso aconteceu? - o delegado
falou olhando para Laryssa.
Ela respirou fundo e começou a falar:
- Eu estava dormindo quando ouvi a
campainha tocar, havia tido alguns enjoos à tarde e decidi descansar... - ela
respirou novamente. - Quando ouvi a campainha tocar, desci para ver quem era...
abri a porta e o vi... Ele entrou, começamos a discutir e ele a me agredir... -
ela chorava. - Trocamos ofensas e... e... e quando eu disse que tinha pena da
criança ter o sangue dele ele me... - ela não aguentou terminar.
- Foi nesse momento que a encontramos. -
Marcela falou ao delegado. - Ele socava com muita força a barriga dela.
- Desta parte eu já sabia. De toda forma,
você ainda terá que ir à delegacia depor, eu já vou. - ele falou. - Melhoras! -
desejou a ela com um sorriso.
O delegado foi até a Laryssa, passou a mão
em sua testa e virou-se para sair quando foi interrompido por Marcela.
- Senhor Delegado? - ela perguntou.
- Sim?
- O senhor está de carro?
- Estou por quê?
- O senhor poderia nos dar uma carona? -
ela perguntou entusiasmada.
- Claro, venham.
Marcela sorriu de felicidade em saber que
não precisaria pegar ônibus. Qualquer veículo era bom para ela - ela ainda não
havia também usado: o trem e o metrô -. Marcela foi até a amiga,
beijou-a na testa e se despediu. Vincenzo depois fez o mesmo. Os dois então seguiram
o delegado até seu carro.
Ele não estava dirigindo uma viatura. O
carro que estava com ele era um Hyundai
Tucson GL 2.0 16V. Os dois foram sentados no banco traseiro do carro e
por incrível que pareça, ou talvez não, os três conversaram durante o trajeto,
mas logo eles chegaram ao prédio de Marcela, o casal desceu e o policial seguiu
seu caminho.
- Você vai subir? - Marcela perguntou se
aproximando dele.
- Quer que eu suba? - ele perguntou
puxando-a para junto dele.
- Quero. - ela respondeu mordendo o lábio.
Vincenzo a beijou e logo depois os dois
entraram correndo no prédio, pegaram o elevador e digitaram o numero do andar.
Assim que a porta se fechou: Vincenzo a jogou na parede e começou a beija-la
novamente; ele pôs a mão na coxa dela e levantou até a altura da cintura.
Marcela estava usando um short curto, o que possibilitava que Vincenzo passasse
a mão por toda sua coxa. Quando chegaram ao andar, saíram abraçados: Vincenzo a
abraçava pelas costas e a beijava no pescoço.
- Ainda acordados? - Marcela perguntou
assustada quando os viu.
- Claro! Estávamos preocupados com vocês.
- Verônica respondeu. - Como ela está?
- Bem... - Marcela fez uma pausa. - Mas,
perdeu o bebê.
Verônica procurou palavras para falar, mas
não encontrou nenhuma.
- Como vocês ficaram sabendo? - Vincenzo
perguntou.
- Ah! Todos no prédio já sabem. - Richard
o respondeu e depois riu.
- Vou preparar algo para vocês comerem. -
Verônica falou levantando do sofá.
Os dois sentaram no outro sofá e
ficaram acompanhando o filme que passava na televisão. Após alguns minutos, ela
voltou avisando que já estava tudo pronto, os dois foram para cozinha comer.
Ela havia preparado sanduíches, suco e frutas para que os dois comessem.
Eles comeram e enquanto comiam trocavam: alguns olhares e risadas. Depois
subiram para o quarto.
Assim que chegaram ao quarto, Marcela o
jogou na cama, trancou a porta e depois foi até a cama e começou a
beijá-lo. Os dois se beijavam, Vincenzo a empurrou na cama e ficou por
cima dela. Ela tirou a camisa dele e começou a beijar o pescoço dele. Enquanto
ele passava a mão pela bunda dela e a apertava. Ele segurou o cabelo dela e
voltou a beija-la. Desceu para o pescoço e dava leves chupões. Tirou a camisa
dela e depois o sutiã. Começou a beijar o corpo dela e a descer beijando e
chupando todo o corpo dela. Quando chegou à borda do short ela ameaçou a
retirá-lo.
- Não, deixe que eu retire. - ele falou
pouco ofegante.
Vincenzo retirou o short com pressa e
depois retirou a calcinha dela com a boca, mas a calcinha, ele retirou sem
pressa, com calma e olhava-a nos olhos. Depois voltou a subir, beijando cada
parte do corpo dela.
Marcela retirou o short dele e depois a
cueca. Beijou também cada parte de seu corpo e logo depois o vestiu a
camisinha, que havia dentro da carteira dele. Vincenzo a deitou na cama e com
calma começou a penetrá-la. A expressão de dor no rosto dela era visível, mas
com o tempo essa dor deu lugar ao prazer. Depois que transaram, os dois
tomaram um belo banho juntos e dormiram agarrados.
■■■
Na manhã seguinte, Laryssa acordou bem
cedo. A notícia de que já iria poder sair do hospital, a alegrou um pouco.
Leandro não havia saído do lado dela à noite inteira. Quando o relógio marcou
10h, os dois saíram juntos do hospital. A mãe de Laryssa a esperava na
porta. Eles entraram no carro e seguiram viajem. No apartamento Laryssa,
Marcela chamou alguns amigos que estavam aguardando-a chegar.
Depois de alguns minutos eles chegaram ao
apartamento e assim que Laryssa abriu a porta todos gritaram “surpresa”.
- O que é isso? - Laryssa perguntou
animada.
- Uma pequena festa pra te receber de
volta. - Marcela respondeu abraçando-a. - Te amo lally!
- Eu também te amo cela.
Todos passaram o dia juntos e quando o
relógio marcou 14h, eles foram embora e Laryssa ficou só com a amiga. Ela levou
Leandro até porta do prédio.
- Até. - ela falou beijando na bochecha.
Leandro a puxou para perto dele e a
beijou. - Amanhã eu passo aqui às 19h se arrume vou levá-la para sair. - ele
disse a ela e a beijou novamente.
- Tudo bem. - ela respondeu sorrindo.
Eles se beijaram novamente, então Leandro
foi embora e Laryssa subiu sorridente.
- Que sorriso é esse, viu o passarinho
verde? - Marcela perguntou rindo.
- Leo disse que amanhã vem aqui e vai me
levar para sair.
- Que ótimo! - Marcela disse sorrindo.
- E você e o Vince, como estão?
Marcela sorriu e depois sussurrou. - Nós
transamos.
Laryssa ficou de boca aberta. - Não
acredito! Como foi?
- Eu nem sei o que aconteceu direito
quando eu fui perceber, nós já estávamos tomando banho juntos.
- E ele é gostoso amiga?
- Muito e tem uma pegada que me
enlouqueceu. - Marcela falou rindo.
As duas continuaram a conversa por toda à
tarde, quando a madrugada começou a dar sinais de vida, Marcela foi para casa
descansar.
■■■
Eles haviam perdido praticamente dois dias
de aula e na manhã seguinte tiveram que acordar muito cedo para ir à escola.
Quando Marcela chegou à escola, se assustou ao ver que Vincenzo já havia
chegado. Ele se aproximou dela e a beijou. Os dois ficaram do outro lado da rua
encostados a uma árvore, conversando e trocando carinho. Alguns minutos depois
Laryssa chegou.
- Ah, vocês podem parar com essa
palhaçada. Não estou nem um pouco a fim de segurar vela. - Laryssa falou
afastando um do outro.
Os dois riram e depois de alguns minutos
entraram na escola. As aulas transcorreram de forma normal. Durante a aula
Vincenzo e Marcela trocavam olhares que eram censurados por Laryssa. Após a
aula cada um foi para sua casa.
Marcela passou a tarde com Laryssa a
ajudando a escolher a roupa que iria usar no encontro com Leandro. Depois de
vestir dezenas de roupas ela enfim escolheu. Leandro foi pontual e às 19h em
ponto apareceu para buscá-la.
- Aonde vamos? - Laryssa perguntou
entusiasmada.
- Surpresa. - ele respondeu com um sorriso.
Laryssa entrou no táxi junto com Leandro e
os dois partiram. Leandro a levou para um restaurante.
- Nossa que bela surpresa. - Laryssa falou
admirada com o local.
- Uma mesa para dois. - Leandro falou ao
maitre.
- Me acompanhem, por favor.
Os dois o acompanharam até uma mesa que
estava muito bela. Depois um garçom se aproximou e os dois fizeram o pedido.
Passaram a noite conversando, enfim Leandro pediu Laryssa oficialmente em
namoro. Depois do maravilhoso jantar, Leandro a levou até a porta de seu prédio.
- Até. - ele falou beijando-a.
- Entra. - Laryssa disse puxando para
dentro do prédio.
- Lally, melhor não.
- Vem. - Laryssa falou o arrastando.
Eles subiram e foram para o quarto de
Laryssa. Ela trancou a porta para certificar-se que a mãe não iria atrapalhar.
Assim que ela virou a chave no trinco, um calor ascendeu em Leandro e ele a
pegou e a jogou na cama. Tirou a blusa, e a calça ficando somente de cueca,
depois começou a beija-la. Ele a beijava com vontade e força retirou o vestido
que ela usava tão rápido que nem ela mesma percebeu.
Laryssa o virou na cama e começou a beijar
cada centímetro do corpo dele. O beijava e o chupava por inteiro. Passava a mão
pela barriga dele e ia cada vez mais descendo. Os dois se beijavam. Ele começou
a chupar o pescoço dela, desceu para os seios, depois para a barriga e
continuou a descer. Ele vestiu a camisinha que guardava na carteira e
então começou a penetrá-la. Ele era um pouco bruto e forte, mas Laryssa não se
importava com isso. Ela gostava do jeito dele. Depois da noite de amor os dois
dormiram juntos.
●●●
Na segunda-feira seguinte, as aulas no
estúdio retomaram. Nada mais impedia Laryssa de voltar a frequentar as aulas.
Leandro já se sentia bem e também pode voltar a frequentar as aulas. Todos
naquele dia chegaram muito cedo. Eles estavam ansiosos para o início das aulas.
- Meus lindinhos, que saudades de vocês. -
Luciana falou entrando na sala.
- Oi luh! - todos falaram para ela juntos.
- Estou muito feliz hoje! - Luciana falou
sorridente. - Thayza e Leandro são os alunos mais velhos da turma e ambos já
terminaram o ensino médio...
- E o que tem isso? - Thayza perguntou
assustada interrompendo-a.
- Os dois ganharam uma bolsa na faculdade
Julliard para dança. - Luciana falou entregando os papeis.
Leandro e Thayza congelaram com a notícia.
- Vocês estão dispensados das minhas
aulas, não precisam assisti-las, mas irei sentir saudades. - Luciana falou, os
levou até a porta e os colocou fora da sala. - Tchauzinho. - ela virou-se para
a turma e continuou. - Bom, como perdemos dois alunos, Marcela e Pietro vão
formar o par agora.
A aula começou e transcorreu bem, no final
da aula Laryssa e Marcela encontraram Leandro ainda pálido sentado em uma mesa
na cantina.
- O que houve? Eu pensei que você tivesse
ficado feliz é o sonho de muitos, estudar na Julliard. - Marcela falou.
- Eu só não pensei que fosse conseguir
chegar lá... Quando eu fiz a audição eu estava nervoso, pensei que não tivesse
me saído bem. - ele a respondeu.
- Então você não deve ficar assim, deveria
estar feliz. - Laryssa falou para ele.
- Lally, Julliard fica em Nova York, se eu
for significa que irei abandonar você...
Desta vez foi Laryssa que congelou com a
notícia. Ela havia acabado de conseguir ser feliz e logo perderia isso? Mas,
ela não poderia ser egoísta, não poderia privá-lo dessa oportunidade única.
- Então vá!
- Lally! - ele falou assustado.
- Vá Leandro, é uma oportunidade que
talvez não se repita. Você deve ir...
- Mas e nós?
- Não existe mais o nós... acabou...
- Laryssa levantou da cadeira e foi embora.
- Laryssa! - Leandro gritou correndo atrás
dela.
- Chega... acabou. - Laryssa deu as costas
e foi embora com muita dor no peito.
Leandro e Marcela não entenderam o que
havia acontecido, eles estavam confusos. Laryssa havia terminado um namoro que
mal tinha começado. Marcela se recuperou e foi atrás da amiga, mas Laryssa não
estava mais por perto. Marcela chegou a seu prédio e perguntou ao porteiro se
ele havia visto Laryssa. O homem a informou que Laryssa havia acabado de subir.
Marcela pegou o elevador e correu para o apartamento da amiga. Lá ela encontrou
a amiga jogada na cama aos prantos, ela se aproximou da amiga e começou a acariciá-la
enquanto ela chorava.
- Lally, o que aconteceu pra você terminar
com ele assim? - Marcela perguntou.
- Desse jeito não a nada que o impeça de
ir.
- Mas ele não quer ir, ele quer ficar com
você.
- Ele quer ir sim, se não quisesse não
teria feito o teste.
- Mas, faz tempo que ele fez esse teste.
- Eu não posso cela, não posso ficar com
ele, me sentindo que fui culpada de privá-lo de um sonho.
Marcela abraçou a amiga e as duas passaram
a tarde juntas. A pior tarde de todas para Laryssa, exceto talvez, a tarde em
que perdeu o bebê.
●●●
Setembro se aproximava e o dia de Leandro
embarcar para Nova York também chegou. Marcela foi com Leandro até o aeroporto
se despedir do amigo.
- Ela não vem mesmo? - Leandro perguntou a
Marcela.
- Não... Ela está muito triste com a sua
partida. Ela não quer que você vá Leh, mas ela não quer te privar dessa
oportunidade.
“Passageiros do voo 93674 com
destino a Nova York digiram-se ao portão de embarque 3”
- Esta na sua hora. - Marcela disse
abraçando-o. - Sentirei sua falta.
- Eu também vou sentir sua falta. -
Leandro falou retribuindo o abraço.
- Não se esqueça de entrar sempre na
internet, de ligar, carta, sinal de fumaça qualquer coisa. - ela falou chorando.
- Não vou me esquecer.
- Faça uma boa viagem, Leandro. - Verônica
falou o abraçando.
- Obrigado.
- Faça uma boa viagem. - Vincenzo falou
para Leandro apertando a mão dele.
Leandro embarcou no avião e então foi
embora.
■■■
Todos voltaram para casa. Vincenzo havia
planejado um belo piquenique na Quinta da Boa Vista para ele e para
Marcela. Assim que chegaram do aeroporto pegaram a cesta e foram para o
parque. Quando chegaram lá forraram, no pé de uma árvore, a toalha e deitaram.
- Te amo, sabia? - Vincenzo falou para
Marcela.
- Também te amo. Quando vocês viajam?
- O aviso prévio do meu pai termina semana
que vem, mas já deve estar próximo. - ele respondeu e a beijou. - Não vamos
pensar nisso hoje o dia é nosso.
- Tudo bem.
Os dois passaram a tarde juntos, comeram e
depois foram para casa.
Vincenzo chegou a casa às 19h, seus pais
estavam sentados no sofá assistindo televisão, as caixas que estavam com varias
coisas já embaladas haviam sumido.
- O que está acontecendo aqui? - Vincenzo
perguntou assustado.
Ana se aproximou do filho com um sorriso e
o abraçou.
- O que foi gente? - Vincenzo perguntou
assustado.
- Não vamos mais para Itália! - Stephany
gritou.
- O quê?
- Não vamos mais para a Itália, filho. -
Lorenzo falou para ele. - A firma que me contratou na Itália precisa de um
representante aqui no Brasil, não vou trabalhar mais como piloto, mas vou
ganhar mais.
- É serio?
- Sim é serio.
Vincenzo correu e o abraçou, depois pegou
o telefone e ligou para Luciana.
Vincenzo: Luh?
Luciana: Oi.
Vincenzo: Sabe aquilo que nós estávamos planejando?
Luciana: O que tem?
Vincenzo: Tem como fazer isso essa noite?
Luciana: Claro que tem.
Vincenzo: Então a leve para lá que já estou a caminho.
Luciana: Ok.
■■■
Marcela estava vendo televisão quando
ouvir a campainha tocar, levantou e abriu a porta. Lá estava Luciana sorridente
como sempre.
- Luh o que houve? - Marcela perguntou.
- Venha comigo! - Luciana respondeu.
- Mas o que aconteceu.
- O Vince... Rápido venha...
- Espera só eu me trocar.
- Ok, mas rápido.
Marcela correu, foi até o quarto e trocou
de roupa o mais rápido que pode colocando um vestido e logo depois saiu com
Luciana. Durante o caminho, Marcela perguntava o que tinha acontecido, mas
Luciana não respondia só dirigia. Quando finalmente parou o carro eles estavam
enfrente ao teatro onde Marcela não conseguiu se apresentar, por causa do
desmaio de Laryssa.
- Venha entre. - Luciana falou.
Marcela não respondeu nada e entrou em
silêncio no teatro. Luciana levou Marcela até a sala onde seria a apresentação
dela.
- O que estamos fazendo aqui dentro? -
Marcela perguntou.
- Meu amigo é dono do local lembra?
- Sim. Mas, o que isso tem haver?
- Então... - Luciana falou. - Ele me
cedeu à sala aonde você iria se apresentar.
- Para quê?
Antes que Luciana respondesse um holofote
se ascendeu e então Marcela viu Vincenzo em pé no palco vestindo uma
calça preta, e uma blusa-de-manga-cumprida branca e um pouco folgada.
- O que você está fazendo ai? - Marcela o
perguntou.
- Gatinha, depois daquele dia você não
pode dançar eu comecei a ter aulas com a Luh só para aprender a coreografia que
você ia dançar...
- Mas para que? - Marcela perguntou
interrompendo-o.
- Para poder dançar com você. - ele a
respondeu, desceu do palco, pegou-a e a levou para o palco. - Pronta?
- Pronta! - ela respondeu sorrindo.
A música do nada começou a tocar e os dois
começaram a dançar. Dançaram lindamente bem. Cada paço, cada gesto estava
perfeito. Depois que terminaram Vincenzo a beijou.
- Por que me trouxe aqui? - Marcela
perguntou.
- Eu pensava em fazer isso contigo um dia
antes de ir para a Itália, mas meu pai não mais para Itália. - ele a respondeu
sorrindo.
- O quê?
- Eu nunca mais vou deixar você, nunca
mais ninguém vai tentar nos separar.
- Mas, como seu pai não vai mais para
Itália?
- A empresa precisa de um representante
aqui no Brasil... - ele sorriu. - Então nomearam o meu pai, ele vai ganhar mais
e não precisa se mudar.
Os dois se beijaram, beijo mais
apaixonado de ambos, o beijo que poderia durar para sempre, pois agora eles
tinham o sempre.
- Eu te amo Marcela.
- Eu também te amo Vincenzo.
Bem feito o que aconteceu com o Erick.....
ResponderExcluirE o Leandro e a llaly o que vai acontecer com eles? :(
anwwtttt e o vince não vai mas precisar ir para a Itália ^-^
Uhuuuuulll! A - do - rei!
ResponderExcluir- Não vamos mais para Itália! - Stephany gritou.
Bem Minha cara!!!! Kkkkkkk