Do Que Vale Amar?

Capítulo Quatorze: Provas   



 Após chuta-lo, Erick entrou em um carro com os amigos e foi embora. Leandro então ficou ali jogado no beco até que foi encontrado por uma senhora que no mesmo momento chamou a ambulância e a policia. Quando a ambulância chegou, foi no mesmo momento que Vincenzo e Marcela passavam pelo local. Ao ver o tumulto, os dois se aproximaram e então Marcela reconheceu o Leandro. Quando o reconheceu, Marcela tentou aproximar-se, mas um policial tentou barra-la. “Eu o conheço, eu conheço!” gritava Marcela.
Ao ouvir o argumento de Marcela, os policiais deixaram que ele se aproximasse dele. Marcela então acompanhou Leandro até o hospital dentro da ambulância e Vincenzo voltou para casa. Quando chegou a casa, ele disse aos pais o que havia acontecido, pegou dinheiro e foi para o hospital. Luciana, que também estava na casa de Vincenzo, o acompanhou de carro até o hospital. Durante o caminho, Vincenzo contou como ele, e Marcela, encontraram Leandro. Alguns minutos se passaram e Vincenzo chegou junto com Luciana ao hospital. Lá já estavam os pais de Leandro e Laryssa que havia ido junto com os pais de Marcela.
A primeira coisa que Vincenzo fez ao chegar ao hospital foi procurar Marcela, ele a encontrou e a abraçou. Por coincidência era o mesmo hospital onde Laryssa havia fico internada.
- Como você está? - ele falou abraçando-a.
- Estou bem! - ela respondeu com um sorriso amarelo.
- Como está o Leandro?
- Até agora os médicos não deram notícia nenhuma.
Vincenzo a abraçou. Todos ficaram ali esperando as primeiras notícias dos médicos. Passaram-se uns minutos até que o medico chegasse com as primeiras notícias.
- Os familiares de Leandro de Almeida Guimarães?
- Sim. - disse a mãe de Leandro. Ela era uma mulher baixa, deveria ter um metro e sessenta, gorda, com o cabelo cortado bem curtinho da cor preta.
- Leandro sofreu diversas agressões no tronco e acabou rompendo o baço. Além disso, sofreu uma hemorragia intracraniana e eu preciso que a senhora autorize a cirurgia imediatamente.
- É claro. - respondeu a mãe de Leandro chorando.
A mãe de Leandro acompanhou o medico e todos os outros ficaram ali a esperar por mais notícias. Laryssa e Marcela estavam de mãos dadas, mas sem falar nenhuma palavra o silêncio era predominante. Minutos depois a mãe de Leandro voltou, sentou do lado das meninas e as três ficaram de mãos dadas. Após algumas horas de espera, Vincenzo não aguenta mais ver o estado de Marcela e já se preocupava com ela.
- Gatinha, vamos até a cafeteria do hospital comer algo. - ele disse colocando as mãos na costa dela. - Vocês duas também deveriam vir. - Vincenzo disse olhando para Laryssa e para a mãe de Leandro.
As três se olharam por um momento, mas concordaram em ir até a cafeteria. Juntos com eles também foi: Luciana e os pais de Marcela. Vincenzo e Richard pediram café para todos e alguns pães de queijo, mas poucos ali sentiam fome. Para a mãe de Leandro, Richard fez questão que fosse um café bem forte e sem açúcar. Todos comeram, beberam e no mesmo instante que terminaram voltaram para a sala de espera. Algumas horas passaram-se e nada do médico voltar com o diagnóstico.
- Gatinha, vamos para casa dormir um pouco amanhã de manhã bem cedo nós voltamos. - Vincenzo disse a Marcela.
- Não! Só saiu daqui depois que aquele médico voltar.  
- Mas gatinha, essas operações duram horas...
- Eu já disse não! - Marcela gritou o interrompendo.   
Quando Marcela terminava de falar Vincenzo avistou uma enfermeira e a chamou.
- Senhor? - perguntou a enfermeira se aproximando dele.
- A senhora tem algum calmante ou sonífero aí? - ele a perguntou.
- Para quê?! - a enfermeira perguntou assustada.
- É pra ele tomar, você não está vendo? - Marcela respondeu furiosa.
Sem entender nada a enfermeira voltou a fazer os afazeres dela. Vincenzo sentou-se ao lado de Marcela, envolveu seu braço esquerdo no ombro dela e beijou sua cabeça. Marcela então deitou no ombro de Vincenzo e os dois ficaram ali aguardando mais informações. Algumas horas depois o médico finalmente voltou, contudo a face dele não era uma das melhores. Ele respirou fundo e então começou a falar.
- O quadro clínico do Sr. Leandro é um dos... - ele fez uma pausa respirando novamente. - Mais complicados que eu já vi. Ele perdeu muito sangue e, além disto, sofreu a hemorragia intracraniana. Nós fizemos transfusões de sangue e uma cirurgia para solucionar a hemorragia, mas a hemorragia não era a única coisa. A queda que a causou, também, causou um sério edema cerebral que claro foi cessado, mas o paciente encontra-se em coma induzido e, mesmo quando acabe o coma induzido, as chances de que acorde são mínimas. Mesmo que ele acorde, há probabilidade de que ele fique com grandes sequelas e até mesmo nunca mais volte a andar.
As palavras do médico haviam sido como laminas até mesmo para Vincenzo que não tinha muita afinidade com Leandro. A mãe de Leandro debulhou-se em lágrimas assim como Laryssa e Marcela. Ao ver Marcela chorar, Vincenzo a segurou com força e a retirou em lágrimas do hospital. Vincenzo a abraçava enquanto ela ainda chorava. Depois de passar aquele tempo chorando Marcela foi até o banheiro e lavou o rosto. Já um pouco recuperada voltou para a sala de esperas. A mãe de Leandro estava pedindo para o médico deixa-la ver o filho, mas este não a autorizou. Leandro ainda estava na UTI. Vincenzo então finalmente conseguiu convencer Marcela a ir para casa.
Marcela disse aos pais que iria para casa de Vincenzo. Despediu-se da mãe que concordou sem hesitar. Os dois entraram então no carro de Luciana e foram para a casa de Vincenzo. Quando chegaram a casa já passava das 4h da manhã, Vincenzo pegou uma muda de roupa da irmã e uma toalha e deu para Marcela que foi tomar banho. Enquanto ela tomava banho, Luciana, o irmão Michael e ele conversavam na cozinha.
- E como está o garoto? - Michael perguntou. Michael e Vincenzo eram muito parecidos já que ambos tinham características semelhantes ao do pai. Contudo, Michael ainda era um pouco mais alto que Vincenzo.
- Mal... - Luciana respondeu. - Ele está em coma e mesmo que acorde as chances de voltar à vida normal são mínimas, ou seja, vou ter que encontrar outro par para Marcela.
- E por que não a coloca dançando sozinha? - Vincenzo perguntou.
- Sem ataques de ciúmes né, lindinho. - Luciana respondeu apertando a bochecha dele.
Alguns minutos depois Marcela então se juntou a eles.
- Coma! - Vincenzo disse entregando um prato de comida para ela.
- Eu não quero. - Marcela respondeu empurrando o prato.
- Você não tem querer vai comer e pronto. - ele falou empurrando o prato de volta.
- Mas eu estou sem fome. - ela disse irritada.
- Problema! Pode comer, eu não quero que você fique doente. - Vincenzo disse firme.
Marcela olhou para ele com raiva, mas pegou o prato e comeu. Enquanto ela comia, Vincenzo tentou acaricia-la, mas ela se afastou. Então ele se levantou e foi para o quarto. Depois de um tempo Marcela foi ao quarto e ele já dormia. Ela se aproximou, o beijou e acariciou o rosto dele.
- Eu te amo! - ela disse para ele.
- Eu também te amo. - ele disse abrindo os olhos e um sorriso. Ele a puxou para cama e depois virou por cima dela. - Desculpe pelo modo que eu tratei você na cozinha...
- Não! - Marcela o respondeu. - Você não tem o que se desculpar, eu fui uma mimada, sei que você só quer meu bem, mas o Leh é um amigo de muitos anos e eu me preocupo.
- Eu te entendo, mas você tem que se alimentar ou vai acabar num hospital igual a ele e eu não quero isso.
- Desculpe.
- Tudo bem minha gatinha. - ele a respondeu e a beijou.
Os dois dormiram e só acordaram na tarde do dia seguinte. Passaram o dia juntos e a noite Vincenzo deixou Marcela em casa. No domingo só se falaram por telefone e então a segunda chegou.

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A aula de educação física já havia passado e eles estavam tento revisão para a prova de química que ia acontecer na semana seguinte que também era a penúltima semana de aulas, pois as ferias de julho estavam chegando. Contudo, Vincenzo não era muito bom em química e estava por um ponto de ficar em recuperação. Já Marcela e Laryssa eram ótimas em química e decidiram ajuda-lo. Durante a semana que antecedeu a semana de provas as meninas passaram a estudar todos os dias com ele:
- Vince, preste atenção! Se o átomo X tem  o número de massa igual a 27 e o número de nêutrons igual a 14, quanto corresponde ao número de prótons e elétrons? - Laryssa o perguntou lendo o caderno.
Vincenzo pensou um tempo e então respondeu rindo. - Não faço a mínima ideia.
- Amor. - Marcela falou desapontada.
- Desculpe gatinha, mas química pra mim não é coisa de Deus.
Marcela riu e respondeu. - Olhe. - ela disse escrevendo no papel. - O número atômico é o mesmo número de prótons e os prótons tem o mesmo número de elétrons. O número de massa corresponde ao número de prótons mais o número de nêutrons. Então para achar o número de prótons, basta diminuir o número de massa menos o número dos nêutrons. No caso 27 - 14 = 13. A resposta vai ficar 13 o número de prótons, 13 o número de elétrons e 14 o número de nêutrons. Entendeu?
- Entendi. - ele sorriu.
Marcela também sorriu e os três continuaram a estudar. A semana passou e todos os dias eles estudaram juntos. O dia da terrível prova de química então chegou. Vincenzo respirou fundo e então começou a fazer a prova. Ele teve um pouco de dificuldades em algumas questões, mas conseguiu fazer a prova por completo. Após terminar a prova ele e Marcela foram até a sorveteria.
- Como foi à prova? - Marcela perguntou.
- Bem, eu acho, mas estou com medo de ter errado tudo. - ele a respondeu.
- Não precisa ter medo nós estudamos.
- Mesmo assim, eu tenho medo de não passar.
- Para com esse medo bobo e tome o sorvete. Você vai passar sim, porque eu te ensinei e sou uma ótima professora.
- Convencida. - Vincenzo riu.
- Meu pai vai levar a Laryssa e eu ao hospital para ver o Leandro, você vem conosco?
- Claro que vou. - Vincenzo a respondeu e a beijou.
Naquela mesma tarde, Richard levou os três para ver Leandro que já havia saído da UTI e estava em um quarto. Quando chegaram ao hospital, eles foram direto à recepção perguntar o número do quarto de Leandro. A recepcionista os informou e todos subiram. No quarto estava a mãe de Leandro que chorava enquanto acariciava o rosto do filho.
- Como ele está? - Laryssa perguntou entrando no quarto.
- Na mesma. Continua a dormir. - a mãe de Leandro respondeu acariciando o rosto dele.
- Ele ainda está em coma induzido? - Marcela perguntou.
- Não, o coma é natural. - a mãe de Leandro respondeu limpando as lagrimas do rosto.
As meninas se aproximaram dele e o acariciaram também. Leandro estava ainda com aparelhos para auxiliar a respiração e sua cabeça estava enfaixada. Laryssa aproximou-se dele e o beijou na bochecha, depois Marcela foi até ele e o beijou na bochecha também.
- O que a polícia falou? - Vincenzo perguntou a mãe de Leandro.
- Aparentemente foi roubo, pois levaram carteira, celular, cordão e relógio. Os polícias estão procurando nas câmeras de segurança algo que possa ajudar a encontrar os assaltantes.
As meninas ainda ficaram mais um tempo conversando com a mãe de Leandro, mas logo foram embora.

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A semana passou, o resultado das provas e dos aprovados do primeiro semestre já estava pronto. Marcela pegou seu boletim e pulou de felicidades com o “APROVADA” e as sua belas notas.  Laryssa também havia sido aprovada e suas notas estavam excelentes. Elas então viram Vincenzo sair da diretoria com o boletim.
- E então? - Marcela perguntou.
Vincenzo olhou para o papel, depois olhou para ela e a entregou.

Cont...

Comentários

  1. Aii que pena do leh,que safadocesse Erick tomara que ele morra e tenha uma morte bem dolorosa.e que maldade em! O que acontece com o vince? Afinal ele passou ou nao passou?? A que curiosidade

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    1. Também senti muita pena do Leandro. Escrever essa parte do capítulo foi ruim, mas faz parte da história. Não se preocupe Erick vai ter um fim muito merecido.

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  2. *w* PERFECT a cada capitulo uma sensação diferente ^^ ... há e tadinho do leandros... e tomare que o erick sofra muito mas muito mesmo por tudo o que ele fez... esse FDP do Erick.... ¬¬

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    1. Fdp é uma boa expressão para resumir o Erick, mas ele vai ter o que merece

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  3. Esse Erick...... A história esta muito boa. Parabéns!

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