Do Que Vale Amar?

Capítulo Um: À Primeira Vista


Do que vale o amor? Será que o amor pode ser comprado? Que ele pode ser destruído? Ou o amor é mais forte que tudo? Certa vez, conheci um casal que provou que o amor é mais forte que tudo e todos. O nome do rapaz era Vincenzo e o da moça Marcela.

Ele era um rapaz comum. Era alto e um pouco forte, não somente de massa muscular, mas, também um pouco de gordura corporal. Frequentava a academia e lutava Muay-Thai, além de que, quando podia, ou seja, sempre, jogava futebol com os amigos na rua ou no campinho que havia perto de sua casa. Seu cabelo era liso e castanho-escuro, os olhos também eram da mesma cor e seus lábios eram um pouco rosados e carnudos.

Ela era alta, não como ele, obviamente, mas, para a maioria das garotas de sua idade. Seus cabelos eram muito pretos e pele bem branca, lembrava a personagem Branca de Neve. Seus lábios, assim como a personagem dos Grimm, eram rubros. Era uma garota magra devido às aulas de balé que fazia. Ela era incrivelmente linda e arrancava olhares de todos os garotos ao seu redor.

Eles se conheceram na escola. Um lugar muito apropriado para nascer um romance… você não acha? A escola era grande, composta por três prédios das cores: azul, vermelho e verde. 

No azul, ficavam as turmas do sexto ao nono ano do ensino fundamental. No verde, as do primeiro ao terceiro ano do ensino médio. No vermelho, as salas especiais como: biblioteca, diretória, sala de informática, laboratório de ciência etc. 

Os prédios estavam colocados um ao lado do outro; em horizontal e no centro o prédio vermelho; ao lado esquerdo e em sentido vertical, o verde; do outro, também em sentido vertical, o azul. No meio, entre eles, havia uma área com mesas, bancos, flores e árvores. Atrás, nós fundos do terreno, havia uma quadra poliesportiva.

 

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Eram 6h30min da manhã, Vincenzo ainda dormia tranquilamente quando o despertador do seu celular tocou e o barulho o acordou assustado. Levantou, tomou banho bem rápido, vestiu o novo uniforme, pegou uma maçã na mesa da cozinha, colocou a mochila no ombro e saiu desesperado sem sequer se despedir da mãe ou na irmã. 

Enquanto ele caminhava a pressa pelas ruas, Marcela estava em seu banheiro secando o cabelo, terminou de secá-lo, pegou uma tiara com um laço vermelho e o colocou, por fim, olhou-se e sorriu com a bela imagem que via.

O rapaz, no ano anterior, sempre ia à escola caminhando e pretendia neste ano continuar com o mesmo hábito, mesmo a nova escola sendo um tanto mais distante de sua casa que a antiga. Contudo, estava determinado, dizia que caminhar, além de fazer bem para o corpo, também fazia para a mente e a alma. 

Durante a caminhada, ia pensando como seria o primeiro dia de aula de seu primeiro ano no ensino médio. Estava muito ansioso, não somente o primeiro dia de um ciclo, era também o primeiro dia em uma escola nova, sem nenhum de seus velhos amigos para acompanhá-lo. A escola nova era uma das melhores que havia na cidade e o pai de Vincenzo estava fazendo questão de proporcionar ao filho aquela oportunidade. Entretanto, para ele, significava um novo mundo de descoberta, de hipóteses e de mistérios. 

Já para ela, era só o primeiro dia de aula do ensino médio, já estudara ali desde o sexto ano do ensino fundamental. Estava acostumada com as pessoas, com o ambiente e ansiedade pelo novo não a atingiu.

Entrou no carro de seu pai e se sentou no carona, como fazia normalmente nos anos anteriores. O pai de Marcela era um homem alto, tinha um corpo que inveja muitos homens mais jovens, praticava diversos esportes e vivia na academia. Tinha o cabelo preto e a pele branca, porém queimada do sol. Marcela havia o puxado em diversas características.

Eles seguiram viagem até a escola dela em silêncio. Ela estava ouvindo música com o fone de ouvido, encostada com a cabeça no vidro da janela e ele dirigia totalmente concentrado na pista, cada um em sua bolha, sem trocar uma palavra sequer. Dez minutos depois, já estavam na porta do colégio. Ela deu-lhe um beijo no rosto, pegou a mochila, fechou a porta do carro com um pouco de força e entrou no colégio com um sorriso no rosto.

Enquanto entrava, Vincenzo corria para não chegar atrasado e perder dois tempos de aula. Ela entrou, encontrou seus amigos e começou a matar a saudade de um verão inteiro. 

Após certo tempo, subiu com calma para sala, conversava com algumas amigas. Chegou à sala, escolheu seu lugar com calma e pegou sua garrafa d'água para encher antes que o professor entrasse na sala. 

Ele, depois de muito correr, conseguiu enfim chegar, entrou e correu para a sala, na expectativa de entrar antes que o professor. No momento em que chegou à porta, era o mesmo que ela saía com a garrafa d'água. Ele esbarrou nela com força, fazendo-a na mesma hora cair.          





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